De degrau em degrau vamos descendo até o grunhido

Postado em 27 de nov de 2013 / Por Marcus Vinicius Nenhum comentário

Já pararam para reparar na velocidade com que as pessoas se relacionam hoje em dia? O cara conhece a menina anteontem e hoje já está por aí chamando de "minha mulher", com hábitos e vícios de casais que se relacionam há anos e anos (e alguns que nem estes deveriam ter).

E da mesma forma como tudo sai de um flerte para as bodas de ouro em duas semanas, vira divórcio em mais duas semanas e meia.

Pode me chamar de velho, eu deixo, mas sou do tempo em que tínhamos um melhor amigo. É aquele cara ou aquela garota que você conhece tanto que às vezes nem a própria família deles sabe de tantos detalhes.

São para a vida toda, duram e resistem a amizades de bar, dores de corno e até mudanças de opinião.

Hoje não, hoje vemos a pessoa trocar de melhor amigo como um deputado muda de partido.

Claro que isso é fruto da velocidade dos tempos atuais, onde uma notícia da semana passada já é velha, onde aquela música que tocou há seis meses já entra em disco de flashback.


Mas tem mais, afinal até esses modismos cada vez mais efêmeros são efeito e não causa. E tenho cá minhas suspeitas.

Ninguém pesquisa mais sobre nada para dar uma opinião. Ninguém consegue passar do verbete da Wikipédia sobre qualquer assunto. Pouca gente tem paciência para ler mais do que duas ou três frases. Textos com mais de dois parágrafos? "Nooossa, como você escreve muito!".

Parece que a curiosidade fica restrita à capa do livro, à cor do cabelo da atriz, à grossura das coxas da menina, à largura do peitoral do rapaz. Passou disso, já é profundo demais, já cansa, "nem vou ler".

Saramago (nem curto muito dele, na verdade pouco conheço, já que muito pouco li) disse certa vez ao falar sobre o Twitter que "De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido".

Não estava errado.

O problema é que talvez um dia nem paciência para grunhir direito umas para as outras as pessoas vão ter.

Educação "pública, gratuita e de qualidade"

Postado em 20 de nov de 2013 / Por Marcus Vinicius Nenhum comentário

10 entre 10 esquerdopatas acreditam que o papel da universidade é servir como niveladora da sociedade.

Praticamente molham as cuecas do Che Guevara falando que "o filho do pedreiro vai virar doutor", como se uma nação só com doutores em antropologia do churrasco (acredite, existe isso) pudesse ser algo diferente de um país onde Lula é "doutor honoris causa" (até hoje ele acha que isso é Honório escrito errado) e consequentemente eternamente subdesenvolvido.

A universidade não é niveladora de nada, pelo contrário, ela existe para formar uma elite. Tremam, esquerdopatas, porque é isso mesmo, uma ELITE.

Uma universidade dedicada a ser "inclusiva" e onde "todos sejam iguais", que se dedique a uniformizar os cidadãos ao invés de dar oportunidade e cabedal para que os MELHORES se sobressaiam deixa de cumprir sua função básica que é, repito, formar uma ELITE.



Os bons, os melhores, os gênios, os mais capazes, os que com sua superioridade puxarão (isso mesmo, como burros de carga) o país para frente através do progresso que só o gênio pode trazer.

Essas universidades brasileiras, onde se "constroem coletivos" mas não se edificam mentes solitárias, pois o gênio é um solitário, são apenas isso aí que a gente vê cada vez que acontece uma ocupação de reitoria, que é desperdício de dinheiro do contribuinte na forma de marxistas farofeiros de cabelo ensebado.

Para formar gente igual uma à outra, como um desfile do exército vermelho, era melhor gastar esse dinheiro distribuindo café e rosquinhas.

Café com rosquinhas é mais importante para a humanidade do que o PC do B, o PSOL, o PCO, o PSTU e a UNE, todos juntos.
 
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