Cranberries - 28/01/2010 - Rio de Janeiro

Postado em 29 de jan de 2010 / Por Marcus Vinicius 6 Comentários

Quase como todo mundo conheci os Cranberries na época em que "Linger" virou sucesso mundial. Tenho alguns CDs deles em casa, mas sempre os tive na conta das bandas que considero apenas "OK", nunca tendo muita loucura por eles.

Curto algumas das suas músicas que até estão no meu iPod (sabe como é, "músicas iPod worthy"), mas até então eles não seriam um grupo de rock que me tiraria de casa para assistir a um show.

Até há pouco tempo.

A minha namorada curte mais, então me chamou pra ir com ela ver os "Mirtilos" e eu topei. Cheguei no estacionamento do Via Parque (local onde fica o Citibank Hall) sem muitas espectativas, até que o show começou...

Bom, a moça e os caras me conquistaram com mais ou menos 1 minuto e meio de apresentação. Primeiro porque eles tem pegada. Sim, aquela coisa que algumas bandas possuem e outras não e que faz toda a diferença num show ao vivo.

Mandaram ver em sons mais calminhos como a já citada "Linger" e também "Ode to my Family", "When you're gone"(essa que coloquei no vídeo aí que eu filmei), Free to Decide e também nas porradeiras como "Salvation", "Zombie" e "Promises".

O fato é que os Cranberries sabem tocar ao vivo (talvez daí seu longo tempo de estrada) e sua vocalista, Dolores O'Riordan, comanda o espetáculo com muita, mas muita simpatia mesmo, chegando até a descer do palco e caminhar entre alguns eleitos durante uma canção.

Quando saí, estava me sentindo leve, feliz, realizado, e estes sentimentos são característicos de um show memorável. Somente um show assim deixa o espectador com essa sensação no final.

E como disse no início, apesar de gostar do som, até ontem os Cranberries não eram uma banda que me tiraria de casa para assistir a um show deles.

Até ontem.

Leis que deveriam existir para proteger os idiotas

Em duas oportunidades já escrevi aqui sobre leis que seriam totalmente desnecessárias num mundo ideal. Usar cinto de segurança, atravessar na faixa de pedestres ou não fumar em ambiente fechado são atos que jamais precisariam de leis reforçando-os se as pessoas não fossem chegadas numa auto-destruição.

Pensando nisso, imaginei algumas leis que poderiam auxiliar as pessoas a viver melhor em sociedade, por mais bizarras que elas possam parecer.


Proibido respeitar placas: Usando psicologia inversa, talvez assim pessoas não pisem na grama, não encostem na cerca eletrificada, não coloquem a mão na jaula dos leões.








Lei de Combate ao Programa de Índio: tipo acreditar no seu primo quando ele disser que só vai levar alguns amigos de carona contigo pra praia.









Programa Nacional de Combate à Plástica Ruim: Sabe aquele panfleto que te entregaram no ponto de ônibus prometendo que você iria ficar igual a um artista de Hollywood e pagar a cirurgia em até 36 prestações? Pois é, é igual a este artista aí que você tem grande chance de ficar parecido.







Lei de Combate ao Ridículo: será proibido, por exemplo, brincar de cosplay depois de certa idade, porque acredite, você só terá motivos para agradecer depois. (Pensando bem, proibir cosplay em qualquer idade seria ainda melhor)







Operação Cabelo Socialmente Aceitável: sabe quando seu cabeleireiro diz "pode confiar em mim!"? Pois é, essa lei te protegeria disso.









Lei "Caiu na Net": criminalizaria a prática imbecil de acreditar que é seguro enviar fotos ou vídeos sem roupa para desconhecidos e principalmente para conhecidos.










Anistia à Infância: que tal libertarmos a infância de toda a erotização que a assola? Axé music, funk, novela e reality shows são porcarias que teremos o resto da vida pra aturar, não precisamos começar a sofrer desde miúdos.








Operação Barangueiros na Seca ou Lei Highlander: se você tem o hábito de beber e começar a chamar urubu de meu loiro, estará protegido de você mesmo ao obedecer esta lei que só te fará bem no dia seguinte.









Lei "Aquele Casal": quem não conhece "aquele casal"? Cada um tem o seu. Os que se pegam e ficam se alisando na academia, os que ficam fazendo cenas de sexo quase explícito (com direito a barraca armada, e não é a de sol) na praia, aquele dois do elevador do seu trabalho. Pois é. Essa lei protegerá qualquer casal de tornar-se "aquele casal".





Código de Defesa do Caroneiro: sabe aquela famosa frase "ou dá, ou desce?". Pois é. Amparados por este código os (e principalmente as) caroneiros ficarão livres de ter que pagar a corrida que era de graça com serviços sexuais de qualquer espécie.








Lei Sorriso Total: você sai de noite, bebe umas e começa a se achar o valente? Respeitando esta lei você evitará chamar campeões de vale-tudo ou seguranças de boate para briga e acredite: quando a raiva e o porre passarem é muito melhor sorrir com todos os dentes no lugar.








Suvaco Legal: antes de sair de casa para qualquer atividade passe num dos postos de vistoria e cheque seu nível de emissões.










Decreto Negócio da China: por este decreto você estará proibido de aceitar convites que te farão milionário do dia para noite, parcerias que te darão carrões em meses e aquelas "reuniões" aos domingos na casa de amigos que só te contarão o assunto "quando você estiver lá". Você vai entender que só quem "ganha dinheiro sem sair da casa" é o vencedor do BBB.




Powerpointicos Anônimos: em 12 passos você aprenderá a nunca enviar o primeiro email com arquivos Power Point, porque saberá que este é um caminho sem volta e um só nunca é o bastante. Também ajudará você a sair do filtro anti-spam dos seus amigos.







Programa Cachorro-Quente Amigo: sabe aquele podrão que você adora comer na praça? Agora nenhum deles poderá ficar localizado a mais de 100 metros de um banheiro químico. Dessa forma você não terá mais que sair correndo pra casa depois de comê-lo, afim de aliviar-se dos efeitos imediatos do seu consumo.





Lei do Arrependimento: errar uma vez é humano, duas é burrice. Dessa forma, você que já votou no PT terá todo direito de não ser zuado pelos amigos, desde que se comprometa a não fazer essa idiotice outra vez. Caso faça, ganhará como "prêmio" uma viagem de 1 mês pelas colônias de férias esquerdistas na Venezuela, em Cuba e na Coréia do Norte.


Acho que se quisesse faria uns 10 posts sobre isso, não é? Faltou alguma? Diz aí!

Comprar xingling vale a pena?

Postado em 28 de jan de 2010 / Por Marcus Vinicius 14 Comentários

Ontem a Apple, fábrica de sonhos de consumo, através de anúncio do seu CEO Steve Jobs, alvoroçou o Universo Nerd, a constelação das empresas de tecnologia, o mercado financeiro e talvez até Plutão tenha pensado em voltar a ser planeta com a apresentação do iPad.

O tablet da Apple chegou com um monte de inovações, rapidez, confiabilidade e aquele design descolado que todo amante do iPod ou do iPhone já conhecem. Chegou para motivar a criação de um monte de vaquinhas online e para transformar o até então "bambambam" do pedaço que era o Kindle na Beth, a feia.

Tudo bem que o iPad é um passo à frente do Kindle, mas não vou entrar em detalhes técnicos porque não é a minha praia e também porque não faltarão sites, blogs e jornais bem mais habilitados que eu a fazê-lo, então continuemos o assunto.

Como disse, ele será objeto de desejos e até de algumas masturbações (não duvide da mente de alguém que passa uma semana dormindo numa barraca azul dentro de um ginásio) e também de muitas, muitas cópias.

Aconteceu com todas as gerações do iPod, aconteceu com o iPhone, fatalmente acontecerá com o iPad (talvez em menor escala porque a tecnologia é mais complicada).

Mas tudo isso só é gancho pra falar sobre uma pergunta que de vez em quando me fazem e que eu respondo de forma tão direta, que pode ser confundida até com rude, mas não é: "Dá no mesmo comprar um mp3, mp4, mp5, mp6 mpQP desses fabricados na China do que comprar um iPod, que é muito mais caro?".

Minha resposta sempre é: dá no mesmo se você acreditar que colocar um logo da Audi num Fusca o transforma num A3.

Não interessa quanto custa. Se custar R$1,00 e o iPod R$501,00, essa economia de 500 reais não compensará as orelhas de burro que você sentirá crescer depois que começar a mexer naquela joça.

Esqueça capacidade de armazenamento, esqueça o chassis que será parecido, o que está dentro é que importa e a alma dessas imitações já está condenada ao inferno desde que saem da fábrica.

Você liga, coloca a música e vê uma espécie de equalizador misturado com dial de rádio AM, os vídeos passam num espaço que ocupa 1/2 da já diminuta tela, a clickwheel (aquele disco que tem no meio do iPod) é só click, porque se você tentar deslizar o dedo verá que não é sensível como no tocador da Apple, sem contar que é quase impossível organizar pastas.



A memória flash vagabunda também te fará perder algumas músicas caso sacuda demais aquela porcaria, enfim, vai acabar virando calço de mesa bem antes do que você pensa.

Meu conselho pra todo mundo que quer ouvir música enquanto vai e volta do trabalho, faz sua corrida diária ou vai para a praia ou academia e não tá com grana pra comprar um iPod no momento é: pegue um desses pendrives com mp3 (o iPobre) e junte uma grana até poder comprar o original.

Porque o barato sempre sai caro (chavãozinho fdp que eu aprendi nesse caso por experiência própria, pois no início pensava "ahhh esse negócio de Apple é bobagem") e com certeza você não vai se arrepender do investimento.

MID (Maldita Inclusão Digital) 2.0

Postado em 27 de jan de 2010 / Por Marcus Vinicius 7 Comentários

Faz algum tempo eu disse aqui que o problema do Brasil não é desinclusão digital, mas desinclusão cultural. Me chamaram de elitista, discriminatório e claro, "preconceituooooooooso!", mas já estou acostumado e não ligo muito.

Ouvi num filme esses dias uma personagem falar assim: "como dizia minha mãe, eu prefiro estereotipar, é mais simples e eficiente". Pois é. Nem sempre rotular é um pecado mortal.

Depois que passou a ser "feio" se chocar com qualquer coisa, passamos a ter a obrigação de aturar tudo quietos, com aquele semblante de estátua, senão somos "intolerantes" e dá-lhe lição de moral pelo ouvido...

Achar ruim um casal de homosexuais dando amassos numa lanchonete num sábado à tarde, por exemplo, pode te transformar em 2 segundos numa mistura de Darth Vader com Sauron aos olhos do politicamente-correto-tolerante-diversificado-imperativo. Não digo absolutamente que um casal homosexual não possa existir, ou andar junto, ou se beijar. Mas atualmente querem nos proibir até de achar inapropriado o que nem mesmo casais heteros são aconselhados a fazer.

Mas esse é um assunto para outro dia, não vou digressionar demais.

Por isso o horror quando eu começo a dizer que antes de distribuir acesso à internet para o "povão", o governo deveria é distribuir educação.





Dessa forma, ao invés do desfile de pérolas (esse link vale a pena acessar) de estupidez, semi-analfabetismo e indigência cultural que vemos, assistiríamos a internet contribuindo para o complemento da formação de estudantes e profissionais, coisa que acontece muito pouco por aqui.

Infelizmente para o senso comum (e felizmente para mim) eu acho mais inteligente remover uma favela do lugar e instalar as pessoas dali num bairro aonde possam morar, colocar esse monte de moleques de rua pra estudar, melhorar o nível da escola pública, etc, do que distribuir posse de puxadinho e colocar conexão Wi-Fi ali.

Criou-se o mito de que a tal inclusão digital é uma espécie de elixir que fará sumir por milagre toda a estupidez dominante que assola o país.

Não é. E como podemos ver pela foto que ilustra esse post, a inclusão digital tornou-se um mito em si. O número de pessoas que acessam a internet no Brasil cresce vertiginosamente em todas as classes, reportagens como esta e esta demonstram isso claramente.

Não quero dizer aqui, antes que me acusem disso, que acho que o "pooooovo" não tem direito de acessar a internet. Pelo contrário, acho que todo o país, do Oiapoque ao Chuí, deveria ter acesso à rede mundial de computadores.

Não acho que internet deva ser "coisa de rico" ou "diversão de doutor". O que penso é que isso não deveria ser considerado privilégio, assim como a educação também não e infelizmente o é.

Mas o tal mito da inclusão digital acabou invertendo prioridades, desviando foco e sub-dimensionando a importância da educação.

Educação essa que não é nem mito, coitada, não passa de um fantasma.

Metrô Rio, o trem que engarrafa

Postado em 26 de jan de 2010 / Por Marcus Vinicius 7 Comentários

"Atenção: estamos parados aguardando a normalização do tráfego à nossa frente".

Quem anda de metrô diariamente no Rio de Janeiro provavelmente já ouviu essa frase dita por aquela mesma voz feminina que passa a viagem inteira nos dando ordens, "Ceda o lugar", "Não ande com a mochila nas costas", "Respeite o 'Carro das Mulheres'", "Ajude os idosos", "Vá para o meio do carro", "Não segure as portas", etc, etc.

Se você não anda diariamente também ouvirá, porque é praticamente impossível usar o serviço e não ficar preso entre uma estação e outra nesse bizarro e escandaloso "engarrafamento" de trens.

Outro adicional que a concessionária de Daniel Dantas (que cobra uma das passagens proporcionalmente mais caras do mundo) te oferecerá são as paradas bruscas, duas, três e até mais por viagem, dependendo da distância que você percorra.

Mas tudo isso seria fichinha caso o Metrô Rio não tivesse se esmerado nos últimos meses para avançar ainda mais no seu padrão de (não) qualidade. Some-se a estes problemas citados outros como plataformas entupidas de gente devido ao aumento do intervalo entre os trens, a consequente superlotação das composições e, cereja no bolo, o calor infernal que passou a fazer dentro delas porque o ar-condicionado não funciona direito.

Eles dizem que é porque esse sistema de ar foi feito para refrigerar trens que andam sob a terra (duh) e que como a Linha 2 do metrô carioca é toda sobre a superfície, o ar-condicionado não suporta o calor.

Estranho por duas razões muito simples:

  1. Isso não acontecia antes, mesmo na Linha 2.
  2. Esse calor infernal também vem como brinde para quem usa a Linha 1, toda debaixo da terra como um bom metrô pede.

E aí? E aí nada. O que temos é o "diretor de relações institucionais" do Metrô Rio, senhor Joubert Flores, dizendo que não é bem assim e que tudo isso vai melhorar, um dia, mas só a partir de 2011 que é quando começam a chegar os novos trens que eles compraram.

Este senhor é, como bem lembrou o Artur Xexéo em sua coluna semanal, uma espécie de ilusionista que trabalha para a concessionária. A plataforma está entupida de gente e ele é capaz de dar uma entrevista ali mesmo dizendo que tudo está dentro do limite. Algum jornalista pega um termômetro e registra 35º dentro de um vagão e ele declara que "o ar-condicionado está funcionando muito bem". Os atrasos são constantes e irritantes, mas ele diz que "tudo funciona somente com pequenos atrasos".

Talvez seja mesmo uma questão de ponto de vista. Talvez a culpa seja mesmo dos usuários que ao invés de pensarem na temperatura dentro dos trens como "sauna gratuita", na superlotação do sistema como "oportunidade de fazer novas amizades" e nos constantes atrasos como "excelente hora para pensar na vida", ficam aí reclamando de barriga cheia porque tem o privilégio de pagar uma passagem que custa R$2,80 (e todo ano sobe, sem falha, sem atraso, sem precisar esperar 2011) para usufruir de um serviço de bosta.



Clique para aumentar

É curiosa essa relação do metrô com o carioca, como também lembrou o Xexéo, porque tínhamos orgulho dele. Sobre a terra continuávamos a ser uma cidade caótica, infernizada pela informalidade e pela ilegalidade, favelizada, suja, abandonada pelos governos que sucediam-se no seu método de abandono, mas debaixo da terra tudo corria bem.

O metrô era limpo, rápido, confortável, pontual, enfim, era tudo o que não se espera do Rio de Janeiro.

Hoje, esse estranho sistema de concessões no qual o Governo do Estado constrói estações e extensões e entrega para uma empresa privada (mal) administrar nos presenteia com tudo que já vemos em cima: caos, desrespeito, desconforto, atrasos, preços altos.

Até uma estranha modernização dos trens que já existem me parece fora da realidade, já que está substituindo os assentos de fibra de vidro atuais por uns estofados, totalmente inadequados para um serviço de transportes que nos finais de semana fica cheio de banhistas, voltando da praia encharcados de água do mar. Sem contar um visual horroroso digno de pastelaria de chinês que algumas estações ganharam após uma reforma visual inútil.

E nessa crônica diária de degradação da assim chamada "Cidade Maravilhosa", o metrô é apenas mais uma dentre tantas coisas que os cariocas terão para sentir saudades de um passado cada vez mais distante.

7 situações em que idiotas são protegidos deles mesmos

Postado em 25 de jan de 2010 / Por Marcus Vinicius 7 Comentários

Já escrevi uma vez sobre leis que seriam inúteis num mundo ideal, disse eu nesse post que achava que certas leis, como a que proíbe fumo em locais fechados, seriam totalmente desnecessárias caso as pessoas tivessem um mínimo de bom senso.

Porque todos sabem que cigarro mata, que traz um sem número de doenças e que o fumante passivo é tão prejudicado quanto. Sendo assim, porque diabos uma pessoa resolve fazer a opção voluntária de aspirar fumaça tóxica diretamente de um bastonete de nicotina?
Mas até aí problema dela, não sou um desses anti-fumantes militantes, antes de tudo porque acho que todo militante é um chato, mas quiestiono um pouco a lógica do fumante inveterado.

Adiante...

Como nem só de cigarros vive a estupidez humana, encontrei outros 5 hábitos que são totalmente normais, nocivos a quem os pratica e, curiosamente, todos desencorajados pela lei.
Costumo dizer que é como se alguém precisasse de uma lei que dissesse "todo e qualquer cidadão está proibido de comer bosta em qualquer das refeições do dia".
Vamos aos exemplos:

Faixa de pedestres









Pela foto podemos perceber como é muito mais fácil atravessar no meio de um monte de carros, com motoristas de ônibus acelerando para nos apressar e o risco de ser abalroado por um motoboy do que numa faixa de pedestres, que, adivinha, foi feita pra se atravessar ali.

Passarelas












Porque viver a vida entediante das pessoas que não correm o risco de morte imediata embaixo de uma carreta? Você não é a Gisele Bündchen, não é verdade? Vai andar em passarela pra que?

Cinto de Segurança













Ainda que você tenha um barrigão como o do rapaz apolíneo aí da foto, acredite: ela não servirá como airbag no momento de uma colisão. Sei que cinto de segurança incomoda, que você fica parecendo com um torcedor do Vasco ou da Ponte Preta enquanto está no carro, mas acredite, é menos incomodo do que uma prótese dentária total.

Bronzeamento artificial










Uma verdadeira batalha jurídica está acontecendo entre as clínicas que oferecem bronzeamento artificial e aqueles que acreditam que a prática de fazer churrasco humano não é muito saudável. Já houveram casos de pessoas com 98% do corpo queimado numa dessas máquinas mal reguladas ou operadas por algum cabeça de cabaça, mas ainda assim existe quem recorra a isto e, pior, pague caro para passar algumas horas do dia neste forno de microondas.

Lei anti-fumo























Você fuma, o direito e o pulmão são seus, não é verdade? Ninguém tem nada a ver com isso e você compra cigarros com seu dinheiro. Parabéns, eu e mais um monte de gente que também não fuma preferimos gastar o nosso com outras coisas e dentre estas não está um caríssimo tratamento de saúde por causa de doenças relacionadas ao fumo passivo, então, se você quiser colocar a boca num cano de descarga de carreta, fique à vontade, só não peça o meu nariz emprestado para te ajudar na tarefa.

Ciclovias e ciclofaixas












Um automóvel pela mais ou menos 1 tonelada, um ônibus ou caminhão pesa muito mais do que isso. Agora faça as contas: uma bicicleta pesa em torno de 10 quilos e você, por mais "fortinho" que seja, terá em média uns 80 quilos. Adivinha quem levará a pior numa eventual porrada entre você, sua bicicleta e um outro veículo qualquer. Acredite: inventaram ciclovia por algum motivo.

Beber e dirigir












Sei que a intenção dessas blitzes da Lei Seca é pecuniária e eleitoreira. Governantes no Brasil cagam e andam para a saúde e o bem estar da população, portanto não se iluda: eles não ligam pra você. Caso contrário não exigiriam também comprovante de pagamento do IPVA, mesmo você estando sóbrio. Mas se nem as fotos de pessoas que foram mortas ou acabaram mal por causa da mistura bebida e direção te convencem, pelo menos pense que você poderá sair ileso, mas seu carro todo destruído e com uma multa caríssima para pagar. Como dizem que a parte do corpo que mais dói é o bolso e, se você bebe e dirige, seu cérebro não tem lá muita utilidade, faça isso: preserve seu bolso. O resto das pessoas e do seu corpo agradecem.

É isso aí, a este post se juntará um outro que farei em breve com lei que deveriam surgir para proteger as pessoas de fazer outras idiotices e que, sabe lá porque, ainda não foram inventadas.

Até lá!

1001 utilidades

Essa minha mania de ler portais de notícias todos os dias não me deixa sem assunto. Outro dia vi uma notícia curiosamente bizarra, um hotel na Inglaterra que disponibiliza para seus hóspedes um "aquecedor humano".

Funciona assim: o hóspede telefone para a recepção e solicita o serviço, aí funcionários do hotel vestidos com pijamas de flanela vão para o quarto e ficam deitados na cama enquanto o hóspede, por exemplo, sai para jantar. Quando retorna da saída, a cama estará aquecida, como se alguém estivesse dormindo ali há algum tempo.

O hotel garante que os funcionários "estarão totalmente vestido e deixarão a cama antes de o hóspede voltar a ocupá-la".

Tirando que o sujeito deve ficar com aquela sensação de cornitude, sabe como é? "Escova de dentes molhada, travesseiro quente, toalha molhada", pensei que vários outros serviços bizarros deste tipo poderiam ser criados baseados em personalidades que conhecemos.

Querem ver?





Começo pela piada mais manjada de todas e impossível de não pensar numa hora dessas: o air bag humano, Fafá de Belém. (Prometo melhorar na próxima...)




O BBB 10 nos mostrou como a criatividade do Boninho não tem limites, depois de espalhar ex-BBBs como se fossem clones de Guerra nas Estrelas, o diretor global nos presenteou com a versão 2.0 do produto: os ex-ex-BBBs. E como ela foi a primeira a sair da série de produção, nada mais justo do que ser garota propaganda do BBB Eliminator Machine.




Quer começar sua bandinha de reggae mas não tem certeza se conseguirá fãs rapidamente? Não precisa mais se preocupar: rent-a-maconheiro chegou para acabar com seus problemas. Ligue e peça quantos quiser, eles farão dancinha de duende enquanto você toca e ainda garantirão o
clima do seu show.



Sua vida está entediante? Você não vê mais graça em nada que acontece à sua volta? Está emocionalmente equilibrado demais, tranquilo demais e só consegue relacionamentos maduros, calmos e não aguenta mais isso? Fácil acabar com o equilíbrio, basta encomendar um Namoro-Problema Day. Ela chega na sua casa de manhã, vai pra praia contigo, paga um cofre na frente da galera, treta com um garçom na hora do almoço e à noite o pacote te garante uma briga homérica numa boate. A visita à Delegacia mais próxima é opcional.

Está com uma graninha sobrando e quer ser o próximo Hugh Hefner? Já entrevistou a Preta Gil para saber dos seus "projetos", já arrumou uma reportagem sobre automóveis para ajudar seus leitores a disfarçar o porque de comprar sua revista, mas falta o principal, ou seja, uma peladona pra mostrar? Pare de esquentar sua cabeça! Ligue para o Call-Garota da Capa e contrate a Viviane Araújo. Ela já posou para todas as revistas de mulher pelada que existem (até para uma dedicada a monges tibetanos) e não tem erro, ela é como uma Ferrari: por mais que você já conheça não consegue deixar de olhar (e querer olhar mais).



Dispensa maiores explicações: se o seu filho ou filha estiver fazendo muita sena para aprender inglês, não se afobe e nem se desespere: O Curço de Ingreis da Chucha vai te ajudar. Seu filho será alfabetizado na língua britânica e vai sair dali "ispiking veri gúdi ingrixi".





Sem muitas delongas, apresento-lhes o Pé-de-Cana Humano.






Você é promoter mas está meio preocupado da sua festa não gerar buzz, quer uma garantia de que vai aparecer em alguma coluna social, revista de fofocas ou pelo menos nas páginas policiais? Mole! Ligue para uma Personal Criadora de Caso e deixe o resto por conta dela.




você anda tendo Tiger Woods feelings e precisa de um tratamento de choque contra o seu vício no prazer solitário? Não terá nem que procurar pessoas usando buttons "Perca seus cabelos na mão. Pergunte-me como" por aí, basta comprar este guia Livre-se do Vício da Masturbação Lendo só a Capa e você vai preferir tomar chá com suas tias.


Last but not least, um dos serviços mais importantes que imaginei. Você conhece aquela gata (ou cara) metido a intelectual, com amigos que cursam Filosofia e Antropologia, foram dirigentes estudantis e não sabe como impressioná-los para agradar o seu par? Está sem repertório para conversas e filosofias de botequim e precisa de ajuda? Fácil. Basta ligar para o Dial a Palpite, onde um Emissor Randômico de Opiniões o ajudará a conversar sobre assuntos que vão desde a sucessão presidencial filipina até a melhor prancha de surf para surfar na pororoca, passando é claro por qualquer assunto que envolva política, música, religião e receitas de torta.

Pensou em mais alguém? Me conta!

Os campeões são eles

Postado em 22 de jan de 2010 / Por Marcus Vinicius 11 Comentários

Brasileiro tem esse mal de atribuir à nacionalidade da pessoa as suas qualidades.

Aliás, nem só brasileiro, vários povos tem isso. É o caso da Fórmula 1. Ouvimos na imprensa que o Brasil "não vence um mundial de F1 há anos". É mentira.

O Brasil nunca venceu nada, mesmo porque é impossível um país inteiro sentar-se no cockpit de um monoposto. Quem venceu foi Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet, Ayrton Senna. Eles, apenas eles. Conquista e mérito pessoal somente deles que investiram tempo, treino e dinheiro para chegar lá.

Pergunte quantos dólares o governo brasileiro gastou ou gasta para formar pilotos de corrida.

Logo, títulos do Mundial de Pilotos pertencem única e exclusivamente aos pilotos e os do Mundial de Construtores aí sim, pertencem de certa forma aos países onde suas equipes estão sediadas, de onde sai a tecnologia e o estudo que possibilitam que aquele carro praticamente voe.

Caso semelhante ocorre em campeonatos de futebol. Sei que é legal comemorar o título do nosso clube, zuar os rivais, mas vejamos: eles ganham milhões, nós gastamos alguns milhares para ir ao estádio. Eles andam em vôo fretado, nós corremos o risco de ter nosso carro rebocado na saída do jogo. Eles faturam prêmios com os títulos, nós gastamos mais dinheiro ainda comprando faixa, camiseta comemorativa. Quando o time perde eles vão pra churrascaria e pra boate afogar suas mágoas e lágrimas de crocodilo, nós somos zuados pelos rivais.

Não é muito difícil concluir que campeões são os jogadores que disputam o torneio, eles é que correm dentro de campo e que também embolsam os prêmios e lucros com o tal título.

Por isso eu digo que brigar por causa de futebol é coisa de quem definitivamente tem vocação pra padeiro de piada: prepara a massa, os outros comem o pão e no final ele só queima a rosca.

Vemos um monte de exemplos assim em nosso país. Machado de Assis mesmo é sequestrado toda vez que alguém deseja limpar-se de toda a indigência cultural brasileira e por aí vai.

Óbvio que um país deve orgulhar-se das conquistas de seus filhos, isso é mais do que desejável até mesmo porque nessa terra de políticos ladrões e homens públicos que são verdadeiros anões morais, bons exemplos são necessários.

Mas orgulhar-se não é se apoderar delas.

Somente para finalizar, tome-se por exemplo o César Cielo. Foi para os EUA porque aqui não conseguiria um treinamento de nível, precisou usar um maiô emprestado na Olímpiada de Pequim porque o COB nem isso forneceu e no final vem algum malandro dizer que "o Brasil ganhou medalha de ouro"?

Desculpem amigos, mas nesse caso aí o Brasil só mereceria sentir-se "campeão olímpico" se fosse chamado "República César Cielo".

Duas na cama e um olhando

Postado em 21 de jan de 2010 / Por Marcus Vinicius 31 Comentários

Dizem que a maior sacanagem do mundo são dois na cama e um olhando. Concordo plenamente. A sensação de ver a pipoca pular atrás do vidro e se transformar num desses cachorros de porta de padaria não é nada boa.

Por isso mesmo acho muito, mas muito estranha mesmo uma das fantasias mais populares entre a maioria dos homens: ir pra cama com duas mulheres.

Confesso que a imagem de duas garotas juntas é bem mais bonita plasticamente do que a de dois caras se pegando e nisso até as mulheres hão de concordar comigo. Duas mulheres juntas são curvas, delicadezas, sutilezas. Dois homens fica mais parecido com uma briga de foice (porque dizer espada é abusar demais do figurativo).

Mas voltando ao assunto, sei que muitos homens acham uma maravilha a idéia de um menage com duas gatas, segundo diz uma amiga, eles pensam "nossa que tesão, duas só pra mim!". Será?

Porque vejamos: eu, que não tenho o menor interesse e nem excitação pela idéia, já penso que dois cenários bem fáceis de acontecer são:

1) As gatas começam a se divertir sozinhas, passam a apreciar bastante a diversão, esquecem da sua presença ali e no final você ganha um tíquete para assistir um filme pornô in loco, ficando sua experiência com ambas reduzida a um onanismo ridiculamente frustrante. Traduzindo: você termina com o pinto na mão.

2) Elas se pegam, se excitam, chamam o garanhão para a cama e você, por nervoso ou mesmo por aquelas limitações físicas de quem não é robô ou não tomou 500 gramas de Viagra, termina não dando conta das moças satisfatoriamente. Traduzindo: o garanhão italiano vira pangaré paraguaio.

Veja bem, não estou dizendo que essas duas situações ocorreriam 100% das vezes, claro que não, mas como também nem eu e nem você somos o Rocco Siffredi, a chance disso acontecer não é nada desprezível.

O que leva muito homem a fantasiar essa situação é, na minha opinião, um pouco do tão falado (e superestimado) "egoísmo masculino". Tudo bem que ele é usado pra justificar tudo, até uma suposta "inveja" do orgasmo feminino, mas nesse caso eu penso que ele também é um elemento na equação.

Afinal, o cara que leva duas mulheres pra cama sabe que corre o risco de sair dali com sua fantasia realizada e nenhuma das duas satisfeita e não liga pra isso. Perceberam?

Esse assunto dá pano pra manga, eu sei, mas prefiro ficar na minha tradicional e diria "careta" prática de me dedicar a uma de cada vez.

Sabe como é, se não alimenta tanto fantasias hardcore, pelo menos não causa nenhum dano à minha fama.

A fábula da meia-entrada

Postado em 19 de jan de 2010 / Por Marcus Vinicius 21 Comentários

Outro dia estava com uma amiga que cursa mestrado em Antropologia (cada louco com a sua mania) e ela tentava comprar um desses ingressos caríssimos de uma festa rave. Como ela tem direito a meia-entrada, apresentou a carteira do curso e pediu o desconto de 50%.

A mocinha que vendia os ingressos nos atendeu com um sorriso dizendo "o ingresso custa 150 reais". Minha amiga então entregou 75 reais para a dita-cuja que replicou "não, é 150 já a meia".

Aí minha amiga estranhou, pois no flyer da festa dizia que o ingresso custava 150, dito isso, a moça explicou "é que fizemos uma promoção especial e como os ingressos custariam 300, resolvemos extender a meia-entrada para todos e aí ficou em 150, está aqui o regulamento" e mostrou o tal papel que dizia exatamente o que ela acabara de explicar.

Legal, né? Não. Tenho percebido isso de forma mais disfarçada em vários shows e eventos.

Os organizadores já esperando a enxurrada de carteirinhas falsas (qualquer um tira uma carteira da UNE em 2 dias, sem precisar frequentar nem cursinho de inglês) colocam o preço do ingresso nas alturas e aí praticam na tal meia-entrada o preço que provavelmente eles consideram realmente justo.

A tal festa foi mais descarada nesta prática apenas, mas isso acontece toda hora.

Porque vejamos: qualquer show internacional que aconteça no Brasil cobra preços inteiros que vão de 100 a 180 reais (arquibancada ou pista comum) até uns 200 a 400 reais (cadeiras, camarotes e as malfadadas "pistas VIP", uma excrescência da qual ainda falarei aqui um dia).

Por melhor e mais na crista da onda que esteja um artista, é inconcebível que o ingresso de um show custe 1/3 (ou mais, dependendo da localização da entrada) do salário mínimo do país.

Mas se pensarmos nos preços da meia-entrada, que cairiam para algo em torno de 50 a 90 reais para os lugares menos concorridos e 100 a 200 para os "VIPs", ainda é caro, mas já é algo dentro da realidade.

O mesmo acontece em cinemas. Alguns chegam a cobrar 18 a 20 reais para as entradas inteiras, certamente já pensando também nos tios, mães e pais que chegam ali com carteira de secundarista para assistir um filme.

Que a UNE é uma entidade aparelhada por partidos e inútil sob vários pontos de vista é uma opinião da qual compartilho totalmente, mas o benefício da meia-entrada é algo interessante, tanto para estudantes quanto para os maiores de 65 anos, pois nessas épocas das nossas vidas ou não podemos trabalhar porque precisamos estudar ou então já nos aposentamos e a renda cai vertiginosamente.

O ponto disso tudo é que no Brasil o círculo vicioso é uma constante. Cobra-se preços absurdos e as pessoas recorrem à fraude da carteirinha de estudante, aí os estabelecimentos culturais e organizadores aumentam ainda mais o ingresso para compensar as perdas que têm com a prática e todo mundo finge que está tudo bem, fazendo vista grossa tanto para o problema das carteiras falsas quanto para o absurdo que se cobra pelos ingressos para eventos culturais.

O resultado é que o acesso à cultura só se dá quando a pessoa tem dinheiro ou então recorre à artifícios como esses da meia entrada, DVDs pirata, download de mp3, entre outros e cresce entre a população a idéia de que "educação e cultura é coisa de rico".

E nessa batida, o que acontece é que o país vai ficando cada vez mais pobre.

Resultado do sorteio dos calendários 2010

Postado em 18 de jan de 2010 / Por Marcus Vinicius 4 Comentários

Como todos sabem (ou não) realizei durante a semana passada e o início desta um sorteio de alguns calendários 2010 com fotos que eu tirei e que estão expostas no meu Flickr.

Todo mundo que comentou neste período concorreu a um por dia, quem comentou em vários dias teve mais chances.

Seguem os nomes das pessoas, seus respectivos números de acordo com a ordem do comentário e em vermelho o nome do vencedor. Se vc clicar sobre o número ao lado do nome do vencedor, aparecerá o printscreen do resultado do sorteio no site:

18/01

delaorden 1
Mauricio 2
Scarlett Neves 3
Nara 4
@thatypalhano 5
Solange Baumer 6
@valepordeus) 7
Reginaldo Nepomuceno 8
Suely 9
@rafaelempke 10
Bleffe 11

15/01

SexyHelpDesk 1
@Anahuasca 2
Scarlett Neves 3
Solange Baumer 4
@viscarpi 5
Suely sukamachado@yahoo.com.br 6
Isabel 7
Denise Millenia 8
Dryca Lys 9
Canela 10
Tatiana 11

14/01

Franzinha 1
Scarlett Neves 2
Tia Súh 3
Ro sallum 4
Isabel 5
Milady 6
Diego 7
Solange Baumer 8
Raiana Reis 9
FLAVIANA 10
Kátia 11
Maiara Raquel 12
Suely 13
Surreal 14
Lucas 15
Carla 16
Pousada e Restaurante Talismã 17
merry 18

13/01

ED 1
Marketing Sportivo 2
merry 3
Marise 4
Aureo 5
Isabel 6
Solange Baumer 7
Suely 8
Milady milady.winter@gmail.com 9
André Cardoso 10
M. Mendonça 11
Simone 12
Scarlett Neves 13
Nina 14
kacau 15
PIPI 16

12/01

Nina 1
Sra. Carambola 2
Kátia 3
lucy 4
Suely 5
Scarlett Neves 6
F r ø y l a n d 7
Carla Azevedo 8
Solange Baumer 9
Aline Rafaela 10
Mile Reis 11
Zecaman 12
Denise Millenia 13
zambof5 14
Gabriela Bueno 15
Danilo B. 16

Todos os vencedores, por favor, enviem seu endereço completo com CEP para marcus@marcusvinicius.org para que eu possa enviar os calendários para vocês.

Obrigado a todos que participaram, é uma bobeirinha, foi mais por brincadeira, mas valeu a pena!

Rock and Roll all night and party everyday

Não sei porque ainda não tinha falado do Kiss aqui, mas outro dia estava escutando um show deles enquanto malhava na academia e lembrei exatamente o porque dessa banda que é considerada poser por alguns, circense por outros e clássica pela maioria estar entre as minhas 3 bandas favoritas de todos os tempos desde que eu me entendo por gente: eles sabem fazer rock and roll.

Você pode até não gostar do som dos caras, mas é inegável que antes de ser apenas uma banda longeva, o Kiss é uma banda respeitada. Não existe rockeiro no mundo que não saiba que eles são influentes e deixaram sua marca no mundo do rock.

Gente tão diferente quanto Lenny Kravitz, The Replacements, Mötley Crüe, Cheap Trick, Julian Lennon, Nirvana, AC/DC e Van Halen (ambos já abriram shows do Kiss), Blind Guardian, Pantera (Dimebag Darrell tinha Ace Frehley tatuado no peito), Skid Row, Anthrax, Garth Brooks, Pearl Jam, Poison, Extreme, Dr. Sin, The Donnas, Iron Maiden (também abriu shows do Kiss), todos já admitiram publicamente serem fãs e/ou terem sidos influenciados de alguma forma pelo Kiss em suas carreiras.

Querem mais um exemplo? Acho o maior barato como fã ouvir o Weezer, que tem muito pouco a ver com o estilo do Kiss, cantando "I've got posters on the wall, my favorite rock group, Kiss. I've got Ace Frehley. I've got Peter Criss waiting there for me. Yes I do, I do", na música "In the garage". Porra! É muito legal isso!

Lembro bem que ainda era criança, mais ou menos naquela fase onde ainda não temos gostos muito definidos e se nossos pais disserem que o Reginaldo Rossi é o maior cantor do mundo nós acreditamos (os meus jamais fariam isso, é claro), foi quando conheci o Kiss.

Eles vieram pela primeira ao Brasil e foram recebidos com histeria pelos fãs enlouquecidos e pelos "conservadores" e religiosos que os acusavam de tudo, desde matar pintinhos com seus enormes saltos de sapato até possuir iniciais que diriam algo como "Kids (ou Knights) In satan Service" (Garotos ou Cavaleiros à serviço de satã).

Sabe como é, muito mais fácil pensar nisso do que acreditar que uma banda composta por caras que não escondem em nenhuma entrevista que sua motivação inicial era (e continua sendo) "pegar mulher" se chame simplesmente "Beijo".

O Kiss foi a primeira banda de rock que eu realmente me interessei, a ponto de ser deles o meu primeiro disco ever, um "Creatures of the Night" em vinil. Depois vieram outros discos deles e também o interesse por outras bandas tão diversas quanto Iron Maiden, The Cure, The Smiths, Marillion, U2...

Mas dentre tantas novas e antigas que eu curti na vida, o Kiss sempre estava lá, não apenas com seu lugar de direito como "a primeira de todas", mas como uma das minhas preferidas.

Seu som forte, suas letras poderosas, alegres e interessantes, seus shows que são verdadeiros espetáculos, eventos produzidos não só para ouvir, mas também para ver, as máscaras que impedem tanto que as eventuais trocas de músicos sejam sentidas assim como que a idade dos integrantes seja percebida (no Kiss, todos são eternamente jovens enquanto estão no palco), tudo isso contribui para a longevidade e para a legião de fãs que os acompanha por onde vão e compram de tudo, desde chaveiros até caixões (sim, caixões, é sério), enchendo os bolsos deles de dinheiro (outro grande interesse assumido pelo pessoal da banda sem falso moralismo algum).


"You wanted the best, you got the best! The hottest band in the world: Kiss!".

Como bem diz esta nada modesta frase de abertura dos seus shows, em 2009 eles finalmente retornaram ao Rio de Janeiro e eu então pude assistir a minha banda preferida ao vivo. Foi um momento não só de retorno à época em que eu passava noites com os amigos ouvindo seus discos e comprando revistas sobre eles, mas também ao mais puro e simples rock'n'roll, sem "climas intimistas" e nem arranjos complicados, apenas duas guitarras, o poderoso baixo de Gene Simmons e uma bateria.

Quatro caras tocando e um monte de loucos, de 15 até uns 60 anos ou mais, ali embaixo cantando e pulando debaixo de chuva.

O show deles terminou com a música que dá título a este post e que eu gosto tanto que tenho até esse refrãozinho gravado na carcaça do meu iPod, e toda vez que essa música toca onde eu estiver, eu me sinto como se estivesse novamente ali embaixo do palco, sob a chuva de papel picado que acompanha a sua execução.

E talvez esteja aí o maior segredo do sucesso desses mascarados: seus fãs tem sempre um beijo dentro do carro, uma transa inesquecível, um show fodástico, uma viagem alucinante, uma boa experiência relacionada às suas músicas e ao que o seu som produz em cada um deles.

Assim, não tem como ser diferente, é rock and roll all night and party everyday, há exatos 37 anos.

Esse post faz parte do sorteio que estou realizando. Faça seu comentário e concorra a um calendário 2010. :)

Post pago: um questionamento

Postado em 15 de jan de 2010 / Por Marcus Vinicius 11 Comentários

Antes de mais nada não estou nem pensando em iniciar nenhum tipo de cruzada contra a prática do post pago, pelo contrário, acho que uma pessoa que curta escrever num blog e é convidada para emitir sua opinião sobre um assunto ou produto em troca de algum dinheiro deve mais é agarrar a chance, afinal, é bom fazer o que se gosta e ainda receber por isso, logo, quem for "anti-dinheiro" não espere encontrar aqui uma defesa apaixonada do seu purismo, porque não vai rolar.

Talvez essa confusão possa acontecer porque sempre que posso ridicularizo os tais "probloggers". O que as pessoas precisam entender é que minha diferença com essa gente não está relacionada ao fato deles ganharem dinheiro blogando e sim ao fato de levarem-se a sério demais, acharem-se muito melhores do que são por causa disso e defenderem esse pequeno naco de "mercado" que possuem com os mesmos recursos baixos e, desculpem a expressão, escrotos com que certos cartéis e associações defendem seus monopólios.

Se o cara quer ganhar uns trocados escrevendo, gosta de receber brindes, adora quando vai pra algum evento comer e beber às custas dos outros (porque de graça não existe nada), parabéns! Eu também, pasme, já ganhei meus brindezinhos com apenas 5 meses de blog, mas camaradinha, não pense que você é nada demais por isso, porque não é.

Rio muito, por exemplo, das tentativas de certos blogueiros em rivalizar com a "grande mídia", como ratos que rugem, ainda que muitas vezes sejam mais ágeis, até mesmo pelo menor compromisso com a apuração que uma audiência restrita traz.

Me enojo com essa panelinha que se une tal qual um bando de hienas para garantir a "carniça nossa de todo dia" e marcar território.

Mas toda essa gente com seus Ad Senses, seus testemunhais e publieditoriais são, inegavelmente, o melhor exemplo da tão falada e prostituída (use aí qualquer sentido que puder pensar para o termo) monetização.

Ganham dinheiro, arrumam uns brindes e até passeiam às custas de prefeituras do interior de estados pobres do Nordeste. Tudo muito legal, nada contra (com algumas exceções), mas a dúvida que fica sobre todo esse processo de envolver blogs na "venda" de produtos e campanhas é: será que funciona?

Os equivalentes a modelo-aspirante-a-ator-atriz-cantor-cantora da internet são os "analistas de mídias sociais". Assim como tem muito modelo que realmente é aspirante a cantor ou ator, existem realmente alguns analistas de mídias sociais sérios. A grande maioria no entanto só se diz isso por falta de outra coisa melhor para colocar no currículo.

Bom, esses "analistas" podem atestar melhor do que eu, "achista", se cientificamente tudo isso traz resultado (e acredito que traga, caso contrário não haveria tanta gente dedicando-se a fazer esse trabalho), mas e o leitor?

Será que um blog ao vender seu espaço e sua letra para algum produto perde um pouco da credibilidade que a sua "liberdade original" de não ter nenhum vínculo traz?

Um blog é, na essência, o seu autor. Ele não é uma empresa, um veículo, ele é a tradução daquela ou daquelas pessoas que o escrevem, então será que os leitores páram para ler um post pago com o mesmo interesse com que lêem os posts habituais?

Penso que uma boa fórmula é o blogueiro só aceitar esse tipo de trabalho caso ele realmente aprove o produto em questão, caso ele fosse capaz de escrever sobre ele mesmo que não estivesse recebendo nenhum tostão ou mimo para isso.

Eu mesmo já elogiei a Canon aqui, alguns filmes que vi no cinema, vivo falando bem da Starbucks no Twitter e nunca ganhei nem um cafezinho por isso, logo, porque não o faria sendo pago?

Mas a pergunta que fica é: será que todos tem esse tipo de coerência? O que você leitor pensa disso?

Se mal feito e mal encaixado, posts pagos podem prejudicar a credibilidade do blog e minar definitivamente suas chances de vender qualquer produto ou idéia, ainda que vez ou outra ele acredite verdadeiramente naquilo que diz.

Esse post faz parte do sorteio que estou realizando. Faça seu comentário e concorra a um calendário 2010. :)

Quem mexeu no meu pudim? (Ou "cadê a sobremesa? O Gato comeu!")

Postado em 14 de jan de 2010 / Por Marcus Vinicius 19 Comentários

Outro dia estava voltando pra casa sonhando com um pedaço de torta de chocolate que tinha guardado pra comer depois. Passei o caminho todo desejando aquela fatia espremida dentro de um Tupperware, mas quando cheguei já preparando meu bote de sucuri pra cima dela, descobri que estava azeda.

Sabe aquela sensação de adolescente que está bolinando a namorada crente que finalmente vai "faturar" e aí a mãe da menina telefona dando o maior esporro e mandando ela voltar correndo pra casa?

Pois é, a fatia de torta também me deixou na mão.

Depois que a raiva passou achei a experiência até engraçada e comentei no Twitter, lembrando daquelas situações em que você chega em casa depois de sonhar com um pedaço de pudim o dia todo e quando finalmente chega descobre que alguém foi lá e comeu sua namorada, quer dizer, sua fatia de pudim antes de você.

Teve gente dizendo que dá vontade até de quebrar tudo em casa. Outros disseram que tratam o problema tal qual calouro de universidade, que no período seguinte devolve os trotes que recebeu nos alunos novos que chegam depois dele, e come a sobremesa de uma terceira pessoa, iniciando assim uma espécie de cadeia do coito interrompido alimentar.

Confesso que também fico irado quando isso acontece, é como pedir dinheiro emprestado e não pagar, falar mal do seu time de futebol, enviar emails com arquivos Power Point, dar unfollow no Twitter, ficar enviando convites pra trocentas redes sociais com nomes esquisitos como "Badoo", se embebedar e ficar repetindo que "amo vozxê, vozxê é o melhorrr amigoz dzu mundzu", só que tudo isso a gente acaba perdoando um dia, mas comer aquele último pedaço/pote/porção de sobremesa que guardamos pra saborear depois é crime sem perdão, não tem jeito.

Meu único consolo (e vingança silenciosa) é que a pessoa ingere todas as calorias da dita-cuja por nós e nesse caso eu desejo que o valor calórico da iguaria seja um misto de panela de brigadeiro com panetone recheado de sorvete, que é pro fdp achar todos os quilos que eu perdi deixando de comê-la.

Esse post faz parte do sorteio que estou realizando. Faça seu comentário e concorra a um calendário 2010. :)

5 pessoas que mais parecem bombas-relógio

Postado em 13 de jan de 2010 / Por Marcus Vinicius 16 Comentários

Sabe aquela conversa que está muito boa até que, de repente, fica ruim? Seja porque o interlocutor é um bi-polar que sai do extremamente agradável para o insuportavelmente grotesco em questão de minutos, seja porque a pessoa só tem um assunto e, após um tempo de conversa, você nota que pode falar até sobre borboletas azuis que ela voltará a falar sobre...novelas de Manoel Carlos.

Tudo bem que o exemplo foi ruim, afinal, conversa sobre novela é sempre desagradável, mas acho que consegui demonstrar meu ponto.

Pois bem, tem gente que você sempre acha que vai fazer algo desagradável, desastroso ou simplesmente desolador a qualquer momento.

Tive essa impressão assistindo uma entrevista da Madonna no David Letterman uma vez. Ela estava ali, conversando na boa até que começou a dizer coisas como "se você não experimentou ainda, experimente mijar no chuveiro" ou "você já fumou endo (um dos apelidos da maconha)?".

O apresentador deu uma zuada fingindo anotar os "conselhos" numa "to do list" e terminou a entrevista.

Pensei: tem gente que é assim, tudo vai bem até que começa a ir mal.

Resolvi então enumerar 5 personalidades que me fazer ter a mesma impressão, não somente em uma entrevista mas em todos os aspectos da vida, vamos lá:

1 - Amy Winehouse - Como começar uma lista assim sem pensar nela? Amy poderia se destacar pelas belas canções que compõe, pela bela voz, mas não, seja pelas bebedeiras, confusões ou pelo confesso vício em drogas pesadas, sempre que o nome dela aparece numa manchete, por mais mórbido que possa parecer, eu acho que vou ler "morreu" em seguida.

2 - Caetano Veloso - Não sou muito fã de "baianidades", confesso, mas como músico Caetano não é o desastre que normalmente representa falando. Toda vez que assisto ou leio uma entrevista dele fico com medo de a qualquer momento começarem a surgir aquelas idiotices e viagens existenciais de alguém que só pode ter cheirado uma meia como "devoraria Leonardo DiCaprio, mas no sentido antropofágico" ou "Osama Bin Laden é um homem bonito e se parece com algumas pessoas da minha família".

3 - Mike Tyson - Depois que assistir o documentário sobre a sua vida, no qual ele dá longa entrevista, a impressão de que Mike Tyson é uma bomba-relógio ficou ainda mais evidente. Ele parece alguém sempre prestes a explodir por razões tão plausíveis como "acho que aquele cara piscou pra mim". Neste mesmo documentário ele conta como "bateu até derrubar no chão e depois pisou na cabeça" de um empresário que ele suspeitava que tinha roubado seu dinheiro. Torço para que não, mas sempre acho que um dia ainda veremos numa manchete que o ex-lutador entrou numa lanchonete e matou todo mundo lá dentro ou que estuprou um ônibus inteiro cheio de colegiais.

4 - Hugo Chávez - Todos nós sabemos que o coronel Chávez não bate bem da cabeça. Já elegeu o golf e as banheiras Jacuzzi como "anti-revolucionárias", disse que o povo não precisa de mais do que 3 minutos de banho por dia, tenta controlar preços colocando soldados com fuzis dentro de supermercados e inventou um tal "Socialismo do Século XXI" que curiosamente levou a Venezuela de volta ao século XIX, com apagões e racionamento num país produtor de petróleo. Mas o que faz de Hugo Chávez uma bomba-relógio é que ele parece não ter limites e a todo momento eu espero uma declaração de guerra contra os EUA, um expurgo de milhões entre a população venezuelana ou simplesmente um decreto revogando a lei da gravidade. Dali, tudo é possível.

5 - Deborah Secco - Não vou falar aqui das qualidades artísticas da moça, porque não assisto novela, minissérie televisiva e nem programas de variedades, mas já perceberam como ela está quase sempre de "amor novo"? Desde o cantor Falcão até o encrenqueiro Dado Dolabella a moça já transitou por Maurício Mattar, Roger (ex-jogador de futebol), Marcelo Faustini (ex-paquito), Marcelo Faria, Erik Marmo...como podem ver, desde o mundo dos esportes à música, passando até pelo programa da Xuxa, a moça passou o rodo. Ela entra na lista de bombas-relógio porque temo um dia ler a notícia "Deborah Secco de amor novo...Bento XVI larga a batina". E o exagero aí passa mais pelo Papa largar a batina mesmo.

Tem mais gente que entraria fácil nessa lista, por exemplo: qual o próximo mico da Xuxa? Ou então qual será a próxima ex-vedete, ex-atriz pornô, ex-musa do biquini que vai virar evangélica?

Edir Macedo também poderia entrar numa lista de bombas-relógio, já que eu sempre fico com medo de algum dia aparecer uma doação compulsória para a igreja dele na minha conta de luz.

Lula e os petralhas seria até covardia listar, a fábrica de escândalos e polêmicas deles pode ser considerada até indústria bélica no mundo das "pessoas bomba-relógio".

Fernanda Young ficou de fora. Primeiro porque ela já entrou numa lista mais condizente, que é a das "Malas do Ano" do Arthur Xexéo, depois porque o único medo que ela poderia me causar, que seria aparecer pelada, ela já concretizou, ou seja, essa bomba já explodiu.

Conheço algumas atrizes-modelo-passista-rainha-de-bateria-musa-de-sei-lá-o-que que também mereciam estar na lista, já que toda vez que eu as vejo na TV ou em jornais e revistas penso que estão prestes tirar a roupa e tentar transar com alguém para arrumar um contrato, mas como esse blog não tem verba para pagar processos, prefiro omitir os nomes e deixar só o exemplo, tenho certeza que ao ler esse parágrafo vários de vocês pensaram em vários nomes diferentes.

Mas como toda lista é uma obra em construção, deixo o espaço pra você me dar suas idéias. Quem sabe o arsenal não é maior ainda do que eu pensei?

Esse post faz parte do sorteio que estou realizando. Faça seu comentário e concorra a um calendário 2010. :)

Sou bonito em festa gótica

Postado em 12 de jan de 2010 / Por Marcus Vinicius 17 Comentários

Estava perdido pelo Orkut (sim, eu ainda acesso o Orkut, podem jogar os tomates) e encontrei essa comunidade que dá título ao post de hoje.

Primeiro tive um ataque de risos, não poderia ser diferente. Depois lembrei das minhas experiências nesse tipo de festa e...ri mais um pouco!

Fui pré-adolescente na década de 80, convivi com notícias sobre o Crepúsculo de Cubatão, boate em Copacabana, Rio de Janeiro, que foi o "templo" dos darks daquela época. Todo mundo ia pra lá vestido de preto, caprichando na cara de tédio e preparado pra beber drinks com nomes como "chuva ácida" e "kamikaze" e curtir o som do Cure, Alarm, Siouxsie&TheBanshees, Bauhaus, Sisters of Mercy e demais ícones do tal movimento.

Só que "dark" era que nem jabuticaba e só existia no Brasil. Em 1987 durante uma entrevista de Robert Smith, líder do Cure, ele foi perguntado sobre como se sentia sendo um ícone do "Movimento Dark" ao que respondeu: "se me disserem primeiro o que é, eu digo se acho bom ou ruim".

Vamos usar a desculpa da falta da internet, das fontes de consulta difíceis e dar um desconto pra turma dos anos 80.

Aí vieram os anos 90 com todo aquele dance-clubber-Ibiza-colorido e, pra mim menos, aquela cena sombria-tropical ficou esquecida.

Não vou entrar aqui num chatíssimo histórico sobre essa sub-cultura, que nos levaria aos beats nos anos 40, mas se você quiser saber, veja o verbete na Wikipedia.

O fato é que no pós-anos 80, isso tudo voltou ajudado pelo assim chamado Gothic Metal, com bandas como Nightwish, Within Temptation, Sonata Arctica, entre outros e também por uma interessantíssima vertente eletrônica-industrial representada por VNV Nation, Neurotic Fish, De/Vision, Covenant e mais um monte de outros nomes desse estilo, todos mais ou menos "herdeiros" do som do Depeche Mode e do New Order.

Alguém pode me contestar, mas é assim que vejo.

Introdução superada, vamos à diversão. "Sou bonito em festa gótica", amigos, vocês já foram em alguma? Quem não for, vá! Faz bem pro ego de certa forma.

É um desfile de gente com roupas "over do over do over" que você se sentirá bem vestido e discreto mesmo que esteja usando uma fantasia de baiana de escola de samba.

Uma profusão de roupa de telinha, saias rodadas, coturnos, calças com tachas e acessórios como crucifixos e ankhs de mais ou menos 1kg e meio. Sem contar a maquiagem, bem carregada e com olhos que depois vieram a ser popularizados pela Amy Winehouse. Uma espécie de Cleópatra bêbada de boteco.

Sei que vão me chamar de preconceituoso, mas não combina um afro-brasileiro (vai lá, vamos usar o termo), no maior calorão, maquiado, tentando se fazer passar por vampiro, personagem que a literatura caracteriza pela palidez extrema, concorda?

Esqueçam "Blade", aquilo é uma aberração.

Não é que o indivíduo não tenha direito, ele tem direito a tudo, não existe "coisa de branco" e nem "coisa de preto", mas uma pessoa de pele negra emulando os "Anjos da Noite" fica tão esquisito quanto um branquelo pintado de timbaleiro.

Note: você pode curtir o som, a cena, é direito do ser humano curtir até a música ruim do Carlinhos Brown, mas não precisamos bancar esses gringos que vão pra Amazônia e voltam usando cocares de índios no aeroporto, né? Esses euro-índios são tão esquisitos quanto os afro-goths.

E o batom preto? Parece que a pessoa estava chupando um cocô há alguns minutos e apareceu pra dançar com a parede um pouquinho. (É, tem mais essa, em festa gótica tem quem dance com a parede).

Imaginou a cena? O calor saariano que faz no Brasil, pessoas com maquiagem pesada derretendo, acessórios exagerados, bocas pintadas de preto, roupas escuras (nesse calor?!) e usando sobretudos, dançando com as paredes?

O sobretudo aliás é um caso à parte. O cara desidrata ali dentro mas não tira o seu de jeito nenhum. Um puta de um calor e ele nem desconfia que os vampiros e góticos do Hemisfério Norte usam aquela peça de vestimenta mais porque lá faz frio do que para "provar uma atitude".

É como se existisse um "Movimento Indio" na Europa e eles usassem tanguinhas sob um frio de -10 graus negativos.

Claro que tem muita gente bonita. Piercings, tatuagens e um certo look sadomasô que permeiam essas festas e me agradam bastante, além de que as pessoas nesses ambientes tendem a ser mais interessantes e cultas do que a média.

Mas a crítica aqui é ao exagero, a essa coisa de macaquear trejeitos e roupas, passar do tom na maquiagem ou exibir cortes de cabelo que mais parecem feitos por um jardineiro epilético, enfim, a quem se torna um personagem de si mesmo, o que também é muito comum.

Por isso a sua chance de sentir-se lindo em festa gótica é tão grande.

Esse post faz parte do sorteio que estou realizando. Faça seu comentário e concorra a um calendário 2010. :)

Sorteio

Postado em 11 de jan de 2010 / Por Marcus Vinicius 8 Comentários

Quem me conhece um pouquinho sabe que eu adoro fotografar e tenho até um album no Flickr onde mostro os cliques que faço por aí.

No final do ano minha namorada (talentosa diretora de arte) resolveu fazer uns calendários com fotos que eu tirei para que pudesse presentear aos amigos. Pois bem, pensei de imediato "porque não distribuir alguns entre os leitores do meu blog, que me aturam todo dia e me presenteiam com seus comentários?".

Daí surgiu a idéia de fazer esse sorteio.

Porque não dar pra todo mundo (ui) logo? Porque tenho poucos e são feitos meio artesanalmente. Tratamos a imagem, colocamos os meses e dias do ano, imprimimos como uma foto e colamos um imã atrás para que os calendários possam ser presos em quadros de metal ou na sua geladeira, daí não tenho como dar um para todos.

Aqui estão eles: http://twitpic.com/xqdyq

O sorteio funcionará assim: você entra aqui de terça-feira 12 de janeiro até segunda-feira 18 de janeiro e posta seu comentário sobre o texto do dia.

Conforme as pessoas forem comentando, ganharão um número correspondente à ordem em que postou, o primeiro será o 1 e assim por diante.

No final do dia, lançarei os números no site http://sorteiospt.com/ e o vencedor leva o calendário.

1) Comentários tipo "Pronto, comentei, quero meu calendário" serão desconsiderados, é lógico.

2) Um número por pessoa.

3) Comentário nesse post aqui é bem vindo, mas está fora do sorteio. :P

Dessa forma, preciso que ao comentar você deixe seu e-mail, para que eu possa pegar seu endereço depois e enviar o presentinho pra sua casa.

Sei que não é nada demais, mas não deixa de ser um negocinho bem legal, não é?

Boa sorte!

O mundo como voyeur

Cena típica: você está parado num engarrafamento, entediado, olha para o carro ao lado e uma bela moça está passando batom e fazendo caretas pro espelho ou então um sujeito com pinta de executivo corta os pelos do nariz com uma tesourinha.

Outra bem comum é alguém "perfeitamente protegido" pelas janelas do carro fechadas dançando e abanando as mãos ao som do rádio como se estivesse numa rave.

É curioso o nosso comportamento quando estamos sozinhos dentro do nosso automóvel.

Todos sabem que aquelas janelas de vidro não garantem propriamente privacidade (exceção para quem instala horríveis e bregas películas pretas, que deixam o carro com aparência de viatura do FBI tupiniquim ou carro de bandido mesmo).

Mas tirando estes que atentam contra o bom gosto, o restante dos mortais fica naquela espécie de aquário com a estranha ilusão de que ninguém os observa enquanto estão ali dentro. Ainda mais com a quantidade de câmeras espalhadas pra todos os lados.

Se isso não foi estudado ainda, aposto que o será. Porque aquele ambiente devassado nos dá tamanha ilusão de privacidade? Seriam as travas fechadas? Seriam as janelas levantadas?

Estamos parados no trânsito, o rádio só toca a "Hora do Brasil", porque não damos uma namoradinha? Aí rolam uns beijos, amassos e quando menos se espera o casalzinho vai parar no You Tube, filmado por uma dezena de celulares da galera do ônibus que estava parado ao lado.

Tem quem faça de propósito, para se exibir, mas quando não é a intenção a coisa complica e a gente fica sabendo até se a menina se lambuza ou não quando está tomando picolé.

Ou o cara tirando meleca, olha pro lado e vê aquela gatinha que estava dando mole sem ele saber até um minuto atrás olhando agora com cara de nojo.

Estava dentro de um ônibus um dia desses e o sujeito no carro parado ao lado via um DVD na telinha do seu painel e, pelo gestual que ele fazia com as mãos acariciando a braguilha da calça(tudo bem, estava fechada pelo menos), devia ser um filme erótico. Mal sabia o nosso onanista de congestionamento que ele era a atração de toda a lotação do coletivo ao lado.

Deixando exageros e brincadeiras, é engraçado esse sentimento de proteção que uma simples janela de vidro pode trazer, nos permitindo fazer solitariamente e em público certas coisas que talvez não faríamos nem na intimidade do lar.

E de acordo com o entendimento de uma leitora do blog, a Valéria, talvez isto seja fruto da nossa solidão, de um sentimento que nos diz intimamente que "ninguém liga para nós, então não presta mesmo muita atenção".

É assunto para reflexão e para lembrar sempre, até mesmo para não cairmos nessa furada: em todo lugar, sempre tem alguém te olhando.

Brasileiro: o autêntico bunda mole.

Postado em 8 de jan de 2010 / Por Marcus Vinicius 29 Comentários

Pra começar, antes de dar vazão ao seu ufanismo bananense leia até o final, depois se quiser me xingue à vontade.

Eu estava num supermercado outro dia, mais precisamente no caótico mês de dezembro, e as filas nos caixas eram intermináveis. Aquele monte de senhoras comprando castanhas, senhores comprando vinho e "galeras" comprando cerveja.

Se houvesse no lugar aquelas placas dizendo o tempo estimado de atendimento, elas deveriam indicar algo próximo da idade de Matuzalém. Pois bem, no meio desse "conforto" todo, uma caixa desliga sua máquina registradora, coloca uma plaquinha de "fechado" no seu posto e avisa que "está na hora do lanche".

Longe de mim pretender que uma caixa de supermercado morra de fome bem ali num dos templos da gulodice, tal qual morrer poeticamente de sede em frente ao mar, mas isso é problema dela. O problema do caixa fechado, que logicamente deveria ter sua operadora substituida, era do gerente da espelunca e o meu problema era só um: conseguir sair dali enquanto 2009 não acabava.

As pessoas que estavam na fila do caixa da mocinha que foi lanchar, eu incluído, começaram a reclamar de ter que mudar para outra fila, da demora no atendimento, de um monte de coisas, mas aquela reclamação tímida, meio que ao pé do ouvido, típica de um contínuo na fila de um café da manhã gratuito.

Como posso ser tudo, menos um cara "dócil", resolvi que aquele muro das lamentações não era o meu lugar e fui procurar o tal gerente, se é que aquele local possuia um.

Bom, sim, havia um gerente que estava ocupado batendo papo com os rapazes da entrega sobre as possíveis contratações do Botafogo. Fui obrigado a interromper a mesa redonda e falar com o dito cujo.

- Boa noite, o Senhor acha normal que um supermercado tenha filas deste tamanho, mal organizadas, entupidas de gente, lentas, e no meio disso tudo uma caixa saia para lanchar sem que ninguém a substitua?

- Senhor (lá veio ele com esse "Senhor", botam na sua b..., você sabe, e te chamam de "Senhor"), o Sindicato exige que elas tenham direito à uma pausa para o lanche.

- Amigo, não me interessa o Sindicato e nem o misto-quente da menina, ela que saia, mas é seu trabalho colocar alguém no lugar ou então você mesmo ir pra lá operar a caixa, já que não acredito que um gerente de supermercado não saiba fazer isso.

- Mas ela não vai demorar nada, em 10 minutos ela volta.

- Senhor (Rá! Agora era minha vez!), eu já estou aqui há uns 20 minutos e não faz parte dos meus planos dar mais 10 para vocês, mas já notei que essa conversa não levará a nada, me diz o telefone de reclamação do estabelecimento ou me entregue um livro para isso que eu não vou comprar mais nada aqui, porém vou relatar a forma absurdamente imbecil com a qual vocês tratam seus clientes.

- Tudo bem, Senhor (Bah, me devolveu a bola), vou pegar o livro.

Bom, depois do "desabafo", voltei pra fila para esperar o tal livro. E qual minha surpresa?

O livro chegou? O livro não veio? Nada disso! O gerente mandou que abrissem o caixa para me atender, isso mesmo, para que eu fosse atendido, somente eu e ele se livrasse do problema.

Chegou dizendo "Senhores, eu vou ter que abrir esse caixa 1 minuto para atender a este Senhor, mas por favor, permaneçam nos seus lugares".

Sabe o que aconteceu? Desculpem a caixa alta: TODOS OBEDECERAM!

Eu que precisei dizer: "Mas não mesmo! Que negócio é esse?! Quer dizer que porque eu reclamei você vai me tirar da fila e o resto das pessoas vai continuar na União Soviética? Nem pensar!".

Aí ele se tocou que havia deparado com um "sujeito pé no saco"(ou seja, eu) e abriu a fila para todos.

Moral da história: os políticos nos roubam, o Metrô nos trata que nem sardinhas em lata, a prefeitura deixa sua rua esburacada e mal iluminada mas te cobra impostos e multas cada vez mais leoninos, o Estado te cobra outros tantos impostos e te dá em troca um tratamento que nem chimpanzé de circo recebe, pedágios sobem, passagens sobem, os serviços só pioram, somos cercados de absurdos e excrescências diariamente e pouco ou nada melhora, sabe porque?

Porque temos no Brasil gente demais que fica quieta na fila do caixa, que vê alguém sendo privilegiado porque "defendeu seu lado" e não exige que defendam o lado delas também, gente que murmura reclamações mas não toma atitude nenhuma e, pior, quando alguém faz, ainda é taxado de "reclamão", "azedo", "baixo-astral".

Podem me falar "porque então você não vai pra rua protestar?". Porque eu seria um louco solitário que talvez conseguiria uns outros 50 loucos para andar atrás, se tanto.

E quanto ao resto? O resto murmura. Murmura e pasta.

Avatar (ou vários avatares)

Postado em 7 de jan de 2010 / Por Marcus Vinicius 12 Comentários

Hoje resolvi aderir à preguiça e faltar a academia de noite. Essa vida de geração saúde afasta a gente de certos programinhas usuais, tipo pegar um cinema no final da tarde durante a semana.

Ia utilizar esse post pra falar mal do Koni Store e de franquias que deixam o nível cair depois que viram uma espécie de "lousy and expensive food", mas o filme que escolhi para assistir conseguiu vencer a má impressão que os temakis de lá me causaram e esse atum que parece que ainda está nadando no meu estômago.

Aproveitei o "papa filas" eletrônico do cinema e me senti no primeiro mundo comprando meu ingresso sem ter que ir na bilheteria, somente com o auxílio de um monitor touch screen e meu cartão de débito. Coisa boa, viu.

Mas vamos lá, fui assistir o famosíssimo, campeoníssimo de vendas, faladíssimo, assistidíssimo e deixo aqui este espaço: _______(íssimo) para você criar seu próprio neologismo grandiloquente sobre ele, filme de James Cameron, "Avatar".

Poderia falar aqui sobre atuações, sobre os espetaculares efeitos especiais que tiram nosso fôlego e sobre o visual esplendoroso que o filme proporciona (e olha que nem vi em 3D), porque acho que esses aspectos já foram abordados à exaustão pela mídia especializada, que inclusive chegou a considerar o filme um "divisor de águas" na história do cinema.

Exageros da crítica à parte, o que mais me chamou a atenção em "Avatar" foi a impressão que ele me causou de parecer estar assistindo a recortes de outros filmes famosos e conhecidos que já vi.

Sério, não que seja um "plágio" ou que diminua a importância da película, mas pelo menos para mim, encontrei ali referências tanto claras quanto sutis a diversos filmes.

Vou procurar não ser estraga prazeres e contar coisas que possam tirar o efeito surpresa do filme, por isso vou evitar a analogia que vi com outro filme de James Cameron, "Titanic". Quem já viu ambos os filmes lembrará bem da cena de "Avatar" que remete àquele afundamento do transatlântico, com suas luzes apagando em alto mar.

Mas vamos lá, as demais analogias são menos "spoilers".

Um forasteiro que chega para espionar uma cultura nativa para ajudar a dominá-la e, após ser encontrado, tratado como inimigo e conseguir com muito esforço falar até mesmo a língua deles e com que estes mesmos nativos passem a considerá-lo um igual, fazendo com que o forasteiro mude de lado na história: "Dança com Lobos", não é?

Uma cultura alienígena (no caso de "Avatar", os alienígeas somos nós) que chega para sugar os recursos de um planeta e subjugar os seus habitantes pela força de armas mais poderosas: "Indepence Day".

Um líder muito, muito, muito mal que põe fogo no que vê pela frente, deixa atrás de si um rastro de destruição, não respeita os entes da floresta e planeja vingar-se das "forças do bem" não só pelo poder mas também para mostrar simplesmente que pode e se vê enfrentando uma liga de seres diferentes (e bizarros) que se unem pela preservação do mundo que conhecem, a partir de uma "força superior": "Senhos dos Anéis".

O clima de fantasia e mundo maginário continua, na luta entre um "lado negro" da força e os mocinhos, com batalhas em florestas, confrontos grandiosos e até alguns simulacros de naves do Império, sendo assim, porque não? "Avatar" também tem uma pitada de "Starwars".

Esse caráter épico aliás, também remeteu para "Braveheart", onde um bravo e diferenciado guerreiro é escolhido para liderar um povo, fazendo belos discursos, inflamando e unindo as massas, tal qual William Wallace.

Guerreiros alados que não só escolhem sua montaria como são "escolhidos por elas", caríssimos, podem me xingar, mas já vi isso em Dinotopia.

Sem contar pessoas que controlam manequins a partir de sua mente, assumindo então a vida a partir de um avatar (daí o nome do filme, claro) não tem como não fazer lembrar um outro filme recém-lançado com Bruce Willis, "Surrogates".

Enfim, quando comentei com o pessoal do Twitter, teve quem falasse até de "Pocahontas" e "World of Warcraft", mas prefiro parar por aqui, acho que já consegui demonstrar meu ponto.

Sei que este é um texto que talvez interesse mais a quem já viu o filme (e entenderá o que digo, ainda que para discordar) do que para quem ainda não viu.

Só espero não ter estragado a diversão de ninguém, porque acredite: justamente por conter tantos elementos de filmes muito bons e de ação, mesclados com muita competência pelo diretor James Cameron e aliados à um visual inesquecível, "Avatar" é diversão garantida.

Vale o ingresso.
 
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