Vá ser "vadia" na Playboy, lá pelo menos pagam melhor

Postado em 11 de dez de 2013 / Por Marcus Vinicius

O perfil do Flavio Morgenstern sempre traz boas novidades e assuntos para pensar, desta vez o que chamou a atenção foi esse print de um perfil do Facebook, onde um pai diz com todas as letras que tem vergonha da sua filha. 

Na foto em questão a moça aparece com um desses shortinhos minúsculos ao lado de uma amiga, uma segurando o buzanfã da outra.

Dentre as reações conservadoras normais ("abusuuuurdo, que coisa vulgarrrrr") e reações "progressistas" já esperadas ("o que é que tem, deixa ela, ué, o corpo é dela, viva o direito de ser vadia, amo Mujica, sou Che, Carta Capital revista de cabeceira"), um fato: atualmente não se busca a liberação da mulher e muito menos a sua igualdade, mas a escrotização impune e obrigatória do sexo feminino.

Muita gente condenou o pai por estar "constrangendo a moça". Ora, se ela ficou constrangida é ainda melhor! É sinal de que nem tudo está perdido. Se tem uma coisa que anda em falta no Brasil (e no mundo, sejamos justos) ultimamente é mais constrangimento.

Ninguém aqui está defendendo virgens inocentes intocadas esperando o seu marido e senhor. Se você está aí vivo, é porque sua mãe, certamente uma mulher a despeito da cruzada de Jean Wyllys et caterva desejar o contrário, manteve conjunções carnais com seu pai. Sei que é uma realidade meio incômoda, mas até nossas mães têm desejos.

Dessa forma toda mulher tem o direito de buscar a realização destes desejos, com a mesma liberdade que um homem o faz. Elas podem se relacionar como e com quem quiserem, nos termos que desejarem caso seja de comum acordo com a outra parte e ninguém tem absolutamente nada com isso.


Agora não me venha dizer que um pai ou uma mãe deve achar bonito a sua filha se comportando desse jeito na internet. Não sei a idade da menina, mas vá lá, que seja maior de 18 anos, esse tipo de exposição, de escrotização do eu, é muito legal na família dos outros.


Porque assim como temos o direito de buscar nossos desejos, de nos comportar como acharmos melhor junto de nosso parceiro, temos a obrigação de não nos expormos e nem as pessoas que amamos ao ridículo.

Não acredite nessa balela de "marcha das vadias" que toda mulher pode (e deve) ir até num casamento vestida como se fosse um cosplay de puta, porque enquanto vivermos em sociedade devemos saber nos comportar de acordo com a hora e o local.

Nossas feministas caricatas dirão "mude-se as convenções sociais então!" e eu pergunto: para quê? Para transformar a mulher no mesmo pedaço de carne que elas acusam os "machistas" de quererem transformar? Como se fosse aquela brincadeirinha de criança que diz "só estou fazendo porque eu quero e não porque você está mandando"?

Então o negócio é sair por aí com as tetas e a bunda de fora (exigindo que ninguém repare, é claro) só para provar para essa sociedade patriarcal que mulheres não são apenas tetas e bunda? Desculpe, não tem como ser mais incoerente.

O que essas duas meninas aí estão fazendo não difere muito das exibidas do BBB, das capas da Playboy, das rainhas de bateria no carnaval. É exposição do corpo com um objetivo.

Algumas procuram fama, outras dinheiro, outras atenção (o nível de carência das redes sociais só é comparável a um caixote cheio de filhotes de cachorro abandonado na chuva), outras levantar uma bandeira política (muitas vezes sem nem saber direito qual).

Mas todas tem em comum o veículo usado para isso: a exposição do corpo.

Toda mulher tem, sim, o direito de ser "vadia", é algo particular a cada uma delas, o problema é que o feminismo farofeiro quer fazer desse direito individual uma obrigação coletiva.

"Seja escrota, aja como um macho mal educado e mal acabado, senão você é machista, moça. Seja vadia, não de acordo com a sua vontade, mas para agredir sua família, a sociedade, a Igreja, os "reaças", a "classe média", enfim, alugue sua bunda e sua perseguida para a nossa causa".

Desculpe, moças, mas a Playboy paga muito melhor.

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