Esse negócio de caixinha é muito mala

Postado em 23 de dez de 2013 / Por Marcus Vinicius

Você participa de reuniões com seus clientes, faz prospecção de novos, digita orçamentos, calcula descontos, resolve pepinos que outros setores criaram.

Atende seus pacientes, manda as plantas para seus clientes, faz retoques na foto do casamento, espera dias por respostas sobre alguma proposta e depois descobre que o sujeito que ficou recebendo consultoria de graça durante meses resolveu fechar o contrato com seu concorrente.

Como bem lembrou um amigo meu, manda aquele layout que o cara pediu para no máximo dali a dois dias e depois espera 40 para ele dar uma resposta, enfim, passa por todo o tipo de encheção de saco que qualquer atividade profissional traz como ossos do ofício, mas nem por isso chega Dezembro e passa o mês pedindo uma "caixinha" extra para ninguém.

Por que cargas d'água então é justo que você seja coagido (sim, em alguns casos ocorre coação, com listas dizendo quem deu quanto) a remunerar alguém de novo por algo que ele já recebeu?

Nesta época aparecem pedidos do entregador de jornal, do carteiro, do cara da lanchonete, do pessoal da barbearia, dos porteiros de todos os prédios pelos quais você passa regularmente, dos atendentes da lanchonete, da farmácia, da academia, do posto de gasolina, muitos dos quais prestam péssimos serviços no decorrer do ano.



Um condomínio de São Paulo chegou a criar um novo sistema de arrecadação onde cada morador recebe um formulário que será preenchido com o valor a ser doado aos funcionários. e depois recebe um boleto. Acredite, UM BOLETO.

A Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo sugeriu e que os condomínios estipulem um valor fixo de gratificação. Esse montante seria retirado de um fundo ou de parte do pagamento do condomínio feito ao longo do ano.

Qualquer dia isso vira lei.

O fato é: caixinha de Natal é um presente e como todo presente deve ser dado por quem QUER. Muitos argumentarão "mas quem não quer, não dá", verdade, mas o constrangimento existe e é simplesmente ridículo, um péssimo hábito cultivado pela nossa sociedade.

Nada contra um final de ano mais farto para ninguém, mas desde que seja de coração e não de coação.

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