Os brasileiros e os manuais

Postado em 21 de ago de 2013 / Por Marcus Vinicius

Em 2001 uma pesquisa realizada entre estudantes de 32 países, testados em sua compreensão de leitura, deixou os brasileiros em último lugar. 

Um outro estudo do antropólogo Luiz Marins mostrou que nas fábricas brasileiras é inútil passar um aviso por escrito, porque se o aviso não for transmitido de forma oral os operários simplesmente não o compreendem.

Dizem que a culpa é de Paulo Freire e seus discípulos (concordo), e também que o brasileiro não é chegado em ler (concordo de novo).

Basta observar que os habitantes do Patropi compram aparelhos eletrônicos e necessitam de ajuda da assistência técnica para resolver problemas que estão devidamente elencados no manual do produto.

É comum um cara comprar um smartphone e utilizar somente uns 10% da capacidade do aparelho por simples preguiça de ler e compreender instruções. 



E aqui vai mais uma prova disso: um brasileiro conseguiu confundir um botão do alarme de emergência da Embaixada dos Estados Unidos com um botão que abriria uma porta para que passasse.

Ora, não é preciso saber inglês para adivinhar que um botão de emergência (provavelmente vermelho, com algum aviso berrante que te faz notar que além de não abrir uma porta aquilo pode iniciar uma guerra nuclear) não é um botão qualquer. SÓ PODE ter coisa mais séria envolvida com aquilo.

Ainda mais em se tratando de americanos, que têm obsessão por avisar e explicar bem explicadinho qualquer coisa.

Mas o problema é que brasileiros não prestam atenção em nada, não se preocupam em conhecer ou seguir regras, não pensam antes de fazer algo, porque pensar dá preguiça.

Daí a sair por aí apertando botões sem imaginar as consequências, seja um alarme de emergência, seja aquela tecla "confirma" da urna eletrônica.

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