E se fosse hoje?

Postado em 26 de jan de 2012 / Por Marcus Vinicius

"Tiramos o site da França do ar!"

"Vamos fazer uma petição online contra os alemães!".

Imagina que palhaçada seria a 2ª Guerra Mundial se fosse hoje em dia.

Sério, fiquei pensando nisso um tempão. Imaginei velhas fábulas tomando direções totalmente opostas, como o Romeu se matando porque não recebeu o SMS da Julieta a tempo (ela estava sem crédito no celular) ou então os Correios não entregando o sapatinho de cristal comprado no Mercado Livre, porque no lugar veio uma caixa com um tijolo dentro.

Só que como essas histórias são de ficção, não teria nada demais que fossem adaptadas aos dias de hoje, mas e aquelas de verdade, como no exemplo da 2ª Guerra?

Na revolução francesa tentariam fazer uma postagem no Facebook: quem apóia a monarquia "curte", quem prefere a república "compartilha" e no final, adivinha? Não ia dar em nada.

Já os pais fundadores dos Estados Unidos ficariam envolvidos numa questão mais grave, afinal, a enquete online terminaria empatada: um terço preferiria que o novo país se chamasse "Estados Unidos da América", outro terço preferiria "União dos Estados da América" e o último acharia melhor "Grêmio Recreativo Escola de Samba Acadêmicos da América".


Depois de muita discussão eles provavelmente decidiriam que era melhor esquecer daquela briga com os ingleses, e todo mundo ia se juntar num encontro no Starbucks.

Noé, aquele da Bíblia, ao saber do dilúvio não ia correr para construir uma arca . Ao invés disso abriria uma ONG, um site, um blog e passaria as tardes pedindo doações e enviando fotos de filhotes de cachorro por email, em arquivos de Power Point com músicas do Kenny G. Depois que a chuva passasse e as águas baixassem, não teriam sobrado nem as baratas na face da terra (o que, no caso das baratas, de certa forma nem seria tão ruim).

Santos Dummont e os Irmãos Wright travariam uma batalha feroz para decidir quem afinal inventou o avião, quem conseguisse seguidores mais rápido no Twitter levaria a batalha. No final o inventor do avião seria conhecido para sempre como Charlie Sheen, que foi expulso de um seriado de comédia, conseguiu 1 milhão de seguidores em um dia (isso são fatos reais) e...inventou o avião.

Os alemães criariam um evento no Facebook: a festa da reunificação. 200 mil pessoas confirmariam presença, 20 apareceriam e o muro estaria lá até hoje, mesmo porque, a turma do lado Oriental não possuiria internet e nem saberia do evento.

E o Brasil? Provavelmente ainda seríamos Reino Unido de Portugal e Algarve (ou qualquer coisa parecida), já que Dom Pedro até pensaria em dar o famoso "Grito do Ipiranga" mas no fim iria parar mesmo num grito de carnaval, que além de ter whisky com energético liberado a noite toda, ainda era parte de uma promoção desses sites de compra coletiva.

Tudo por R$19,99. Bem melhor do que esse negócio de ser independente, afinal de contas, o príncipe só tinha 23 anos e hoje em dia antes dos 40 ninguém precisa mesmo sair da casa dos pais.

2 Comentários:

vania postou 26 de janeiro de 2012 07:24

“Imaginação é a inteligência se divertindo„ e ler esse texto confirma isso. Valeu!

Nati postou 28 de janeiro de 2012 03:57

Até porque ser independente nos dias de hoje é muito caro, se na casa dos pais já é caro, imagina morando sozinho. Quase assustador, mas um dia isso acontece, é uma fase inevitável da vida.

Não conhecia teu blog ainda, gostei muito e estou te seguindo... Beijo

 
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