O mito da remoção das favelas

Postado em 8 de abr de 2010 / Por Marcus Vinicius

O temporal que caiu sobre o Rio de Janeiro levou bem mais do que lixo pelas correntezas imundas das enchentes que causou, levou muitas vidas também. Centenas de mortos, outras centenas de feridos, milhares de desabrigados, sua grande maioria habitante das muitas encostas da cidade.

O mesmo relevo exótico que presenteou o Rio com uma beleza natural que encanta qualquer um, também cobrou seu preço com a falta de espaços urbanos e com a utilização deste relevo para um processo de favelização que terminou por roubar em muito esta mesma beleza.

Já falei disso aqui antes. Favelas são não apenas bolsões de miséria, sujeira, áreas sujeitas ao avanço do crime a reboque da ausência do estado. Favelas são horrorosas esteticamente. Substituem-se árvores e vegetação nativa por barracos, vielas, biroscas, lixo.

A tal regra que impede a construção acima da "Cota 100"(acima de 100 metros) é jogada no mesmo lixão que os restos de comida dos barracos, com os ratos passeando por cima.

E sempre que uma remoção, ainda que mínima, é tentada, logo aparecem as ONGs, os defensores da favelização, a justiça garantindo liminares, os demagogos de plantão e toda sorte de gente interessada em manter aquela chaga aberta na cidade.

Aí quando ocorre um temporal, tudo desaba e as pessoas são vitimadas, essa mesma gente corre para perguntar porque o poder público nada faz, como é que aquela situação foi permitida. Há mais de 50 anos, após outro temporal que também destruiu a cidade, alguns urbanistas elencaram diversas soluções para que o Rio de Janeiro amenizasse seus sofrimentos com as chuvas.

Entre limpeza e canalização de rios, ampliação do sistema de captação das águas e outras sugestões, estava a remoção total das favelas e o reflorestamento das encostas. No entorno da Lagoa Rodrigo de Freitas existia um desses amontoados de barracos. Esta foto mostra como era a área antes da remoção.

Imagine como seria um dos cartões postais da cidade hoje se aquela favela ainda estivesse ali. Infelizmente esse tipo de ação parou. A demagogia e a busca do voto fácil não só fizeram com que sucessivos governos deixassem de combater essas invasões como passassem a estimulá-las.

Invadem uma área, constróem barracos, destróem a natureza, alguns fazem gato de luz, de net, de água e no final são premiados com a posse do terreno e com algum PAC, que vai urbanizar (leia-se maquiar) todo aquele caos incorrigível e ainda ganham internet Wi-Fi grátis de brinde.

A solução verdadeira, que é a remoção total e reassentamento em outras áreas da cidade, é satanizada por todo lado. "Vão morar aonde?", "Vai botar essa gente toda em que lugar?".

Ora, amigos. Com certeza não será em Ipanema, no Leblon e nem em Copacabana. Mora nesses lugares quem pode. Eu mesmo não moro em nenhum desses bairros assim como muita gente que não quer arcar com os custos da habitação ali também não.

Mas nem por isso levantei um barraco à beira-mar, na esperança de darem posse depois.

E assim tem que ser com quem mora nas favelas. Vão morar aonde podem, aonde há espaço. O poder público, se fosse sério, colocaria transporte público de qualidade nesses locais de reassentamento e a mobilidade estaria garantida, assim como a qualidade de vida de toda a cidade.

Não são soluções fáceis, é claro. Mas são bem menos custosas do que as vidas que se perdem de vez em quando nesses desabamentos, vidas perdidas para se defender posições coitadistas, para perpetuar essa política e essa visão "faveleira" de urbanismo.

Vidas trocadas por votos.

17 Comentários:

EngDanni postou 8 de abril de 2010 09:48

O Rio é que nem Miss Brasil 1940, era linda, tão linda que achava que nunca precisaria de plástica, botox ou filtro solar. Acontece que o tempo passou e ela barangou, o que fazer com o inconsertável agora?

Luís Guilherme Fernandes Pereira postou 8 de abril de 2010 09:54

Sim, vidas são ceifadas. Mas parece que você está mais preocupado com os cartões postais.

Da mesma forma que é absurdo eu exigir do governo uma cobertura na Vieira Souto, também é absurdo jogar pessoas arbitrariamente para longe de onde elas construíram suas vidas.

Ninguém gosta de morar em favela. Mas é a chance que as pessoas têm de sobreviver. Moram num lugar degradado, violento e perigoso, mas conseguem com isso o emprego (que empregador quer gastar mais com Riocard que com salário?) de que precisam para sustentar-se, cuidar de sua família.

A remoção mais famosa tirou pessoas de um lugar de alta classe e jogou-as no fim-do-mundo, a famosa remoção do Leblon para a Cidade de Deus. A CDD se tornou um lugar degradado, violento e perigoso como as favelas, mas longe.

Isso é higienismo. Não quero essa feiúra perto de mim, à minha vista. Não quero ver favelas na Zona Sul.

Sim, remoções são necessárias, pela vida das pessoas. Mas o cuidado com o local para o qual irão é extremamente necessário. Jogar alguém que trabalhe no Centro em Guaratiba é acabar com a vida dessa pessoa. Ficará longe dos com que criou vínculos afetivos, perderá o emprego, não terá como sustentar os seus.

É muito fácil pedir isso quando moramos numa casa firme no asfalto, perto de nossos empregos, que nos pagam bem o suficiente para cubrirmos gastos extra com transporte.

Sim, viva a economia de mercado. Viva a livre iniciativa. Viva uma justa desigualdade, que incentiva o crescimento da economia, a saudável competição, o progresso material de todos. Mas é tremenda incoerência defender essa liberdade e clamar pelo Estado para tirar os feios, sujos e miseráveis de perto de nós.

mvsmotta postou 8 de abril de 2010 10:57

Morei a vida quase toda em Jacarepaguá, longe do Centro. Meus pais gastavam 2 horas indo e voltando, porque não PODIAM morar onde queriam.

Mudei de lá, minha infância e amigos estão lá, nem por isso eu morri.

Quem mora em favela é INVASOR. Tem que sair e ir pra onde PUDER. Se é perto ou é longe, isso não é relevante, porque tem muita gente que mora longe porque é onde PODE e nem por isso foi favelizar bairros próximos.

Isso se chama ordem. E isso é o que menos existe no Rio.

Talvez por isso seja essa cidade caótica, favelizada e violenta que é.

Abs

Alexandre Core postou 8 de abril de 2010 11:56

Eu sabia que não demoraria para alguém aparecer chamando quem defende a remoção das favelas de "higienista".

Seu artigo foi direto ao ponto. Governo não tem que governar para ser amiguinho do povo. Governo tem de manter ou restabelecer a ordem.

As favelas no Rio são um problema começado ainda no sec. XIX. Começou com os soldados que voltaram da Guerra dos Canudos e que tiveram a promessa de moradia na então capital federal. Acabaram ficando pelo centro do Rio no que ficou conhecido como Morro da Providência (1a favela do Rio). O morro tem esse nome justamente porque os soldados ficaram aguardando uma "providência" do governo para as moradias prometidas. Estão aguardando até hoje. Favela era o nome de um morro perto de Canudos e que serviu de base militar dos Republicanos contra as tropas de Antonio Conselheiro. Daí o nome pegou. FAVELA.

Décadas de governos que permitiram o crescimento desorganizado da cidade deram nisso. Total ocupação irregular do solo e, depois, o pior, sem acesso aos serviços públicos e com poucos recursos, a pobreza foi dando origem a degradação que culminou na violência. O tráfico de drogas encontrou o terreno (moral e geográfico) ideal para se instalar no Rio com a complacência de governos permissivos como o de Leonel Brizola.

Sempre morei na zona norte do Rio. Bairro do suburbio. Minha mãe tinha duas matriculas na Prefeitura como professora e trabalhava feito uma desgraçada (para parafrasear o Lula) em Realengo e Bangu (moravamos na Piedade) para colocar comida no meu prato. Pra quem conhece isso é uma viagem no 689 de uma hora e meia.

Melhor bem será feito quando os governantes do Rio retirarem essa gente destinada a morrer feito caranguejo (empilhada e na lama) e construirem habitações em locais salutares com o mínimo de dignidade, infraestrutura (escola, posto de saúde, policia, agua, esgoto, luz sem gato etc). Qualquer coisa diferente disso é demagogia. Morro, encosta, área que alaga...não são locais para habitações...não é lugar de colocar famílias à própria sorte.

O processo é:

CONSTRUÇÃO DE NOVOS BAIRROS ONDE FOR POSSÍVEL COM TODA A INFRAESTRUTURA
->
REMOÇÃO DAS FAMILIAS DE ACORDO COM O RISCO E COM O MORRO
->
DEMOLIÇÃO DE TODAS AS MORADIAS, DE TODA A FAVELA
->
CUIDAR PARA QUE ESSES LOCAIS NÃO VOLTEM A SER OCUPADOS
->
REFLORESTAMENTO DESSAS ÁREAS
->
E REPETE-SE ESSE PROCESSO PARA OUTRAS COMUNIDADES

A ideia da Policia Pacificadora foi excelente. Mas, melhor do que acabar com o tráfico nas favelas é tornar possível que a população saia da favela para um local mais digno. Não me venha ninguém falar que favela é local digno. As pessoas podem ser. Tenho amigos que moraram em favela que são mais dignos que muitos que moram em coberturas.

Querer dar chance a essas pessoas é garantir que poderão morar num local que pelo menos não vai ceder sob os seus pés. Garantir que não estão morando sobre um aterro sanitário e que não vão morrer em meio ao lixo e a lama. Permitir que essas pessoas permaneçam nesses locais é que se configura em crime. E todos os prefeitos do Rio desde o inicio do sec.XX têm reponsabilidade nas mortes de agora por conta da omissão com que trataram do assunto.

@filonescio

mvsmotta postou 8 de abril de 2010 12:00

Alexandre,

Depois de tudo o que você disse, com um brilhantismo histórico do qual eu nem poderia me aproximar, é incrível que ainda existam pessoas que defendam a solução fácil da manutenção destas verdadeirsa feridas abertas e supuradas pela cidade.

A remoção é a única solução. Este mito precisa cair.

Abs

Marcus

Luís Guilherme Fernandes Pereira postou 8 de abril de 2010 12:15

Para retificar.

Não sou demagogo e muito menos adepto do brizolismo. A favelização tem que ser contida, não acho errada a construção de muros. Devemos fazer as remoções necessárias e civilizar as comunidades (e, por isso, apóio as UPPs).

Sou a favor das remoções necessárias, por questões de segurança dos moradores e de urbanização dos locais. Contudo.

1) Sou contra remoções arbitrárias para "embelezar" a cidade. Morros estáveis e já favelizados devem ser murados para evitar a expansão, e civilizados para conter a violência e garantir a qualidade de vida dos moradores, com saneamento e construção de ruas. A área deve ser loteada e títulos de posse devem ser dados a quem comprovar tantos anos de residência.
2) As remoções devem ocorrer para lugares relativamente próximos. É claro que, se houver remoção no Pavão, não vão ser alocados em Ipanema. Mas por que não no Catumbi ou no Rio Comprido, em que há áreas facilmente dasapropriáveis e até terrenos do governo sem uso?

Luís Guilherme Fernandes Pereira postou 8 de abril de 2010 12:17

Alexandre,

Sua resposta foi excelente. O nível aqui é outro, ao contrário de certos blogues de esquerda.

Mas pergunto: por que as pessoas moram em favelas se podem morar em lugares mais dignos? Por que as populações protestam contra remoções?

mvsmotta postou 8 de abril de 2010 12:19

Luis,

Por costume. Protestam porque passaram anos ouvindo que estar ali era "direito" delas, quando não é.

Óbvio que mandar todo mundo pra Pedra de Guaratiba, em ruas de terra, sem transporte ou infra-estrutura alguma é varrer a sujeita para debaixo do tapete.

Mas realocar onde PODE, por exemplo, na Zona Portuária ou em extensos terrenos nos subúrbios e oferecer infra-estrutura, é a solução.

Remoção total e compulsória.

Abs

Alexandre Core postou 8 de abril de 2010 12:56

Luís,

Não vamos confundir! Em nenhum lugar eu te chamei de demagogo ou de brizolista. As referencias que fiz no texto foram aos governantes do Rio.

Meu único comentário diretamente ligado ao que você escreveu foi no primeiro paragrafo quando falei sobre o tal "higienismo".

O Higienismo é o novo Fascismo. Muitos usam essa expressão para colar uma imagem de "inimigos do povo" naqueles que na verdade querem é tirar o povo dos ambientes degradantes em que ele está e que dizem pra ele que é legal estar.

abs,

Alexandre Core postou 8 de abril de 2010 13:18

Luís,

Você e o Marcos fizeram colocações interessantes. Começando pelas suas:

1) Sou contra remoções arbitrárias para "embelezar" a cidade. Morros estáveis e já favelizados devem ser murados para evitar a expansão, e civilizados para conter a violência e garantir a qualidade de vida dos moradores, com saneamento e construção de ruas. A área deve ser loteada e títulos de posse devem ser dados a quem comprovar tantos anos de residência.

R: De fato! A questão principal não é o "embelezamento" da cidade. Estamos falando de 170 mortos até agora e a probabilidade de haver 200 soterrados em Niterói. O "embelezamento" aqui fica por conta de evitarmos ver um caixão branco de uma criança de 3 anos descendo numa cova. Os morros estaveis não são a prioridade. Prioridade é para aqueles que representam maior risco de deslizamentos, mas, diferente de você, sou contra cercar as favelas para impedir o avanço. Ou você tem um governo que controla e fiscaliza a ocupação do solo, ou não serão muros que deterão a expansão das favelas.


2) As remoções devem ocorrer para lugares relativamente próximos. É claro que, se houver remoção no Pavão, não vão ser alocados em Ipanema. Mas por que não no Catumbi ou no Rio Comprido, em que há áreas facilmente dasapropriáveis e até terrenos do governo sem uso?

As remoções devem ocorrer para onde for possível. Se mais próximas, evidentemente que é melhor para os moradores porque interfere menos no dia-a-dia. Quanto ao Catumbi e Rio Comprido, sinceramente não lembro se há grandes áreas para isso. Aliás, há uma série de perigosas comunidades naqueles bairros (Zinco, Mineira, Fogueteiro, Fallet etc). O que era o Presidio da Frei Caneca vai virar condomínio para PM e Bombeiro.

Considerações do Marcos:

Óbvio que mandar todo mundo pra Pedra de Guaratiba, em ruas de terra, sem transporte ou infra-estrutura alguma é varrer a sujeita para debaixo do tapete.

R: Você até pode remover muitas comunidades para grandes áreas que, acredito, só exitam lá pros lados da Zona Oeste. Mas, lembrem-se, coloquei que é preciso infra. Do contrário o governo só estaria "desovando" esse povo lá pra longe. Seria um aterro humano.

Mas realocar onde PODE, por exemplo, na Zona Portuária ou em extensos terrenos nos subúrbios e oferecer infra-estrutura, é a solução.

R: A zona portuária e o centro do Rio poderiam receber muitas pessoas, poderiam oferecer lugares para muitas moradias. Há um projeto (já deve estar com o papel amarelado pelo tempo) que preve a reocupação dessas áreas. Seria uma ótima forma de revitalizar o centro e o porto do Rio com a vantagem de que a infra necessária está disponível mais facilmente.

abrs

heli postou 8 de abril de 2010 13:26

Adorei.....como sempre um olhar atento , uma análise equilibrada

Sergio Rafael postou 8 de abril de 2010 14:03

"A demagogia e a busca do voto fácil não só fizeram com que sucessivos governos deixassem de combater essas invasões como passassem a estimulá-las." Essa frase do seu texto resume bem a genese do problema. É preciso, necessário e urgente que governantes serios, e com propósitos, criem planos de ocupação urbana da cidade que evitem a construção em área de risco. Botar o dedo na ferida é propor a desocupação de algumas áreas da cidade.

charlene postou 8 de abril de 2010 15:37

Apoio a opinião de vcs...mas quero defender os urbanistas que são a favor da urbanização de favelas!
Claro que favelas só podem e devem ser urbanizadas quando não se encontram em locais de risco!
A população deve sim ser retirada! Mas aqui se encontra o principal problema, para onde levar essas famílias? É evidente a total despreocupação dos governantes em realizar um planejamento eficaz para esse problema!
E isso não é só uma questão de planejamento urbano, econômico ou interesse dos governantes, mas sim de educação! uma sociedade que não possui esclarecimento para ter consciência dos riscos que um aterro sanitário ou um morro oferece, ou mesmo que o tenha, aceite a política de pão e circo brasileira, vai continuar passando pelos mesmos problemas sem saber o motivo!
O Brasil sofre hj problemas que outros países desenvolvidos sofreram enquanto estávamos sendo colonizados.
Acho importante discussões como essas, mas precisamos encontrar um meio de fazer com que essas informações cheguem a grande massa da população, para que assim toda a sociedade entenda oq realmente é importante para uma cidade, oq realmente faz um país ser desenvolvido e então saber cobrar as coisas certas de nossos governantes.

Abraços!
Charlene

Isabel postou 9 de abril de 2010 10:31

Ótimo texto e excelentes os esclarecimentos históricos do Alexandre.
Hoje o prefeito de Niterói disse que quando ele começou a governar a cidade (acredito que há alguns governos atrás, já que o PDT passou 15 anos na prefeitura de Niterói), estava começando a ocupação do Morro do Bumba, sobre um aterro sanitário desativado. Ele sabia disso e nada fez, permitindo, com sua omissão, que o número de famílias naquele local aumentasse significativamente. É justamente essa omissão dos nossos governantes que permitiu que o Rio de Janeiro e Niterói se tranformassem nessa enorme favela que são hoje. Se o mal tivesse tivesse sido cortado pela raíz (remoção dos primeiros barracos para evitar uma ocupação definitiva), muitos problemas que temos hoje poderiam ter sido evitados. Mas mesmo assim, o tempo de permanência em moradias irregulares não pode servir de desculpa para a não-remoção. Inclusive, parece que a questão das habitações irregulares se tornou um grande investimento. Hoje, residências nas favelas são negociadas a preços altos. Uma moradora que perdeu sua casa no Morro dos Prazeres, em Santa Tereza, disse que havia acabado de pagar 40 mil pelo imóvel. Na Rocinha, imóveis são alugados por R$500. Até mesmo casas do PAC têm sido alugadas por este preço.
Outra coisa: qual o problema de querermos uma cidade bonita? Por que temos que nos privar de paisagens arborizadas para conviver com lixo e barracos que estão lá ilegalmente? Sim, quero uma cidade bonita, mas quero acima de tudo ordem e segurança.

liz angel postou 10 de setembro de 2011 14:03

Procurando textos de pessoas sensatas sobre o tema favelas, achei seu blog, coloquei um trecho no meu, dando o seu link. Parabéns pelo texto, continue na luta, só assim conseguiremos mudar o mundo. Parabéns!

Anônimo postou 19 de novembro de 2011 16:16

Concordo que as favelas são feias esteticamente devido à precaridade de seus barracos, mas não concordo com a remoção delas. Se isso ocorrer, como na histórica remoção do Leblon para a Cidade de Deus, os seus habitantes vão praticamente ter a vida estraga, já que morarão longe do trabalho, perderão contato com pessoas conhecidas, haverá altos gastos com transporte coletivo para locomoção e, além disso, essas pessoas vão morar aonde? Elas vivem em terríveis condições com falta de saneamento básico, falta de água, precaridade dos barracos, violência e pobreza. Mas favela não é sinônimo de crime e violência. Essas ações se desenvolvem melhor lá pois há ausência de fiscalização do poder público e as favelas são grandes e complexas, perfeitas para esconderijos nas ruelas e becos. Se quisermos melhor a aparência da cidade maravilha, devemos, ao invés de estimular a remoção de favelas, tentar buscar uma melhor igualdade socioeconômica para todos num mundo extremamente capitalista, globalizado e segregador dos excluídos do processo de globalização. Se um dia isso ocorrer, será a melhor noticia que já ouvi em um jornal.

Anônimo postou 24 de fevereiro de 2013 07:17

AH EU VOU FAZER UM BARRACO PRA MIM, VOU ARRANCAR UMAS ARVORES E VOU FAZER UMA PUXADINHA. E DEPOIS NINGUEM ME TIRA KKKKKKK

 
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