Qual é a senha?

Postado em 18 de ago de 2010 / Por Marcus Vinicius

A vida moderna exige que quase todo mundo memorize uma quantidade cada vez maior de senhas. É senha para entrar na academia, para acessar a conta bancária, contra-senha para o caixa eletrônico, senha diferente para o acesso pela internet a esta mesma conta. Tem a senha do email, a do msn, a senha da conta do Twitter, do Orkut, do Facebook, do vídeo-clube, do cartão de milhagem, do computador, enfim, para quase toda necessidade diária, temos que memorizar um "abre-se sésamo".

Mas isso não é tudo. A prudência e os conselhos dos especialistas nos ensinam que elas nunca devem ser baseadas em dados óbvios como datas de aniversário, nomes dos filhos ou o clube de futebol que a pessoa torce. Elas também não podem ser todas iguais - e nem mesmo parecidas - além de que não devemos jamais (esse "jamais" bem grifado) trazê-las anotadas em pedaços de papel, já que isso facilita o roubo dessas senhas por pessoas mal-intencionadas, bisbilhoteiros e ex-namorados(as) sedentos de vingança.

Existem até programas de computador especializados em roubar senhas alheias, tamanha é a obsessão que esses pequenos códigos despertam.

Mas a obsessão humana por senhas vem de longa data. Quem nunca teve um cofre em casa? Ou então nunca viu um daqueles filmes de espionagem ou guerra em que uma palavra apenas diferenciava o amigo do inimigo? "Luz do sol!", "luz da lua!". Pronto, tudo está bem. Agora, se a resposta para "luz do sol!" fosse, por exemplo, "filtro solar!", uma chuva de balas cairia em cima do pobre coitado.


Eu tenho um amigo que também usa certas situações como "senha". Tudo bem que a conotação é diferente, mas não deixa de ser engraçada. Estamos em alguma boate, festa, reunião e a coisa está chata. Mas até certo momento resistimos com bravura à chatice, até que uma música horrível, uma frase bizonha, um gesto fatal, servem como a "gota d'água". Na hora ele vira pra mim e diz "é a senha...". Já sei que a resistência acabou e que vamos nos render ao programa furado, voltando pra casa.

Mas existem outras senhas que nós não definimos, mas ainda assim precisamos decifrar, como a senha do coração de alguém ou a senha para falar de amor sem soar piegas, o que o termo "encontrar a senha do coração" torna quase impossível.

Alguém duvida que os seis números da Mega Sena sejam a senha para uma vida totalmente diferente da que 90% das pessoas comuns vivem? Ou que conseguir o número do telefone daquela gata que estamos paquerando faz tempo seja a senha para varias possibilidades?

Nossa vida está cercada delas por todos os lados e precisamos protegê-las a todo custo. Talvez fosse uma boa solução anotar todas num papel e guardar num cofre, bem seguro, para só sair dali em caso de necessidade.

Só tem um problema: e se esquecermos a senha do cofre?

7 Comentários:

serginho Pass postou 18 de agosto de 2010 12:24

E facil,lembra das senhas , e so por usa senha bem abusrda, com palavras do dia dia, não tem como esquecer!! Cada vez mais teremos senhas em nossas vidas, se vc não lembrar das suas senhas ponha no seu tel cel( abrevidado expl banco bradesco poe br e senha uma palavra ou qualquer objeto que vc usa no dia dia abraços adorei a reportagem

Conceição postou 18 de agosto de 2010 12:30

concordo em gráu, gênero e número, rsrs
hoje mesmo esqueci a senha de um dos meus emails.
pior mesmo é nunca encontrar a senha do coração de alguém...
porque senha pra programa chato; é a coisa mais fácil de criar

Tag2000 postou 18 de agosto de 2010 12:57

Eu crio "níveis" de senhas e as uso repetidamente. Exemplo:
Senha nível 3: Senha de cadastros mais "bobos" (email que uso só pra cadastros, sites sem importância etc);
Senha nível 2: emails que realmente uso, serviços de TV, internet, energia etc
Senha nível 1: cartões de crédito;
Senha nível 0: bancos.

Pelo menos hoje não decoramos mais quase nenhum telefone (tudo na memória do celular). Antes a gente sabia 10, 20 telefones. E dá até um certo saudosismo.

Anaísa postou 18 de agosto de 2010 13:25

esse negócio de guardar telefone é verdade...
eu já nem guarda nada na cabeça!
senhas são chatas, até mesmo essas q envolvem sentimentos...ai ai

Bruno Serrat postou 18 de agosto de 2010 13:42

A senha nossa de cada dia apresenta um dilema: se temos várias diferentes, esquecemos; se temos a mesma para tudo, ficamos vulneráveis; se anotamos, alguém nos rouba. Estou pensando, mas ainda não cheguei a uma conclusão sobre a melhor alternativa. Enquanto isso, espero pela identificação biométrica da iris ou da digital. Se bem que aí podem querer arrancar nosso olho ou cortar nosso dedo. #oremos

REVISTA DO ED postou 18 de agosto de 2010 16:10

Cara que bosta, né rsrsrs... Uma coisa bem simples essa coisa de senha e tão complicada ao mesmo tempo rsrsrs...

Solange postou 19 de agosto de 2010 06:38

Bom,não sei se é devido a idade (kkk) ou a necessidade de ter que guardar na memória tantas senhas,mas tenho percebido que minha cabeça para números tem melhorado ano a ano.Visto que aos 20 anos eu era uma derrota nas aulas de matemática.Sei que o tico e o teco andam afiadíssimos inclusive para numeros de telefone.

 
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