A mãe de todas as vergonhas

Postado em 24 de ago de 2011 / Por Marcus Vinicius

Certamente todo mundo já passou vergonha na vida. E a menos que queira bancar o Ziraldo (conhecido como "o homem que nunca broxou") da pagação de mico, até você que me lê já entrou nessa.

Levar tombo na frente dos outros, tomar um caldo na praia e sair com o calção de banho na cabeça, sorrir com alface no dente, todas esses são micos menores, que acontecem nas melhores famílias e até nas piores também.

Ser convidado para provar aquela receita maravilhosa no almoço de sábado e depois ter que dizer que está maravilhosa mesmo e não a merda que você achou ou contar alguma piada que só você achou graça podem ser adicionadas na lista de situações embaraçosas.

Mas é no álbum de fotos que tudo começa a complicar mais. Você vai visitar um amigo e ele resolve te mostrar as fotos da viagem que fez a Porto Seguro, com um monte de "gatas que ele pegou".

O problema é que entre a décima primeira e a décima segunda gorda bêbada até você já está incomodado por só conseguir balbuciar coisas como "só", "é" ou no máximo "foda".

Outra coisa é perguntar "está de quantos meses?" pra cunhada da sua namorada e só descobrir depois, quando ela sai de perto correndo aos prantos, que na verdade moça só curte um rodízio de pizzas dia sim, dia não.


Falar mal de alguém sem perceber que a pessoa se aproximou e está parada bem atrás de você, ou então fazer uma brincadeira totalmente absurda e surreal e ainda assim ofender alguém também entram fácil na lista:

- Não vou nessa aula nem que eu precise inventar que fui atropelado por um carrinho de montanha russa...

- Pô, cara, minha tia morreu caindo de uma montanha russa.


Ser pego roubando balas nas Lojas Americanas ou mijando na escada de incêndio do prédio também não são coisas muito legais para a sua reputação. Imagine você numa reunião do condomínio e o síndico pede a atenção de todos para mostrar um vídeo do circuito interno de TV onde você aparece esvaziando seu reservatório de Schincariol numa área comum. Com certeza não será o ponto alto da sua vida.

E isso me leva ao doutorado em vergonha, algo que certamente te acompanha desde os tempos da escola. Pior do que ser pego colando em exame psicotécnico, pior do que qualquer coisa que você já tenha feito sob o efeito do álcool, pior até do que o karaokê da festa de final de ano da sua empresa.

Digo isso porque não importa o que você tenha feito, o mico que tenha aprontado ou a frase sem noção que tenha acabado de dizer, nada será tão vergonhoso quanto ser pego cagando.

E se você duvida que não existe vergonha maior (nem broxar), pense no que aconteceria se na época da escola seus amigos subissem num banquinho e olhassem por cima daquelas portas que não vão até o teto e te pegassem lá sentado no trono.

Acho que nem a "Loira do Banheiro" me causava tanto medo.

3 Comentários:

Sanne. postou 24 de agosto de 2011 12:28

hahahaha, booa ! muito foda, adorei o post. beeijo :*

Ravick postou 24 de agosto de 2011 13:31

Nhé, descobrir o zíper aberto também é bem constragendor...

Mas, sim, ser visto nessa hora deve estar entra as piores coisas da vida.

Anônimo postou 24 de agosto de 2011 23:36

Você realmente não mudou nada desde que te conheci em 2006. Sempre com esse humor adorável... Te acompanho, mesmo que somente por aqui ou pelas redes sociais, apesar de não estar listada em "amigos"!!! Beijos Alguém do passado.

 
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