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O Brasil é assim, muito legal, sabe? Menos nas férias

Postado em 12 de jan. de 2012 / Por Marcus Vinicius 4 Comentários

Nunca entendi essa turma muito bem definida pelo Antônio Prata como "meio intelectual, meio de esquerda". Sério, porque até desculpo o gosto deles por botequins imundos, afinal é uma opção pessoal, mas o que me deixa meio intrigado é a preferência deles por transformar o mundo num botequim ruim.

Pode notar: sempre que alguma prefeitura de qualquer lugar do Brasil resolve ordenar alguma área, eles aparecem. Se é uma operação para coibir camelôs, é porque o governo mancomunado com os poderosos e os interesses ianques quer destruir o "comércio popular".

Se é uma ação para transformar algum pedaço de chão chamado de "Cracolândia" num conjunto de praças e prédios, é porque o governo mancomunado com os poderosos e os interesses ianques quer fazer uma gentrificação da área.

Quando a polêmica gira em torno da remoção de alguma favela, bem, é porque o governo mancomunado com os poderosos e os interesses ianques quer promover higienismo. Se for retirada de população de rua, é porque o governo mancomunado com os poderosos e os interesses ianques quer atentar contra o sagrado direito de morar e defecar na calçada.

Se é para coibir a prostituição em algum rua, claro! Será o governo mancomunado com os poderosos e os interesses ianques querendo sequestrar nossas prostitutas para trabalhar como missionárias mórmon nos EUA.

É curiosa essa fixação deles pela manutenção do lixo, ratos, depententes químicos, barracos, valas negras, prostituição, como se fossem bens antropologicamente intocáveis. Afinal, se isso é que faz o Brasil ser Brasil,  essa "mistura" que deu certo (???), a terra da "tolerância", porque não deixar como está?


Gente boa, esclarecida, assim "meio intelectual, meio de esquerda", curte é pobreza, mas não o pobre que trabalha na portaria do seu prédio ou o que lava o seu carro importado em troca de 5 reais, tem que ser aquela pobreza alegórica, de pés no chão, casa de sapê, aquela coisa vanguardista, social, engajada.
 

Um lixão jamais pode deixar de existir, favelas então nem pensar, afinal, rendem umas fotos maneiras, uns curta-metragens legais para apresentar por aí em algum festival. Gera debate e, acima de tudo, proporciona uma forma deles se mostrarem moralmente superiores aos outros (esses insensíveis que não curtem lixo na calçada, vala negra, essas coisas tão brasileiras).

Imagina só: sem uma favela para comer uma feijoada e bater palmas num "samba de raiz", como essa gente ia se mostrar assim...de raiz? Como iriam esfregar na cara da sociedade elitista que eles são tão bons que até se misturam com o populacho? Claro que na hora de fazer um mestrado eles preferem a Europa, afinal, virar advogado com diploma de uma faculdade de fundo de quintal financiado pelo crédito educativo é coisa de pobre metido a besta e eles não são nem uma coisa nem outra.

Mas quando voltam da Europa eles chegam cheios de saudade. Correm logo pro botequim pra se empanturrar com caipirinha e farofa, botam o CD de forró pra tocar sem parar no Citröen, se envolvem com alguma ONG que luta contra a construção de um shopping center onde antes existia um cortiço e se dedicam sem pausa à manutenção de todas essas coisas tão legais que fazem o Brasil ser Brasil, como trocar o Halloween pelo Dia do Saci.

Porque o Brasil é assim, muito legal, sabe? Menos nas férias, porque aí eles vão visitar os velhos amigos que fizeram durante o mestrado na Europa.

O assunto mais mala do mundo (ou não)

Postado em 3 de ago. de 2011 / Por Marcus Vinicius 6 Comentários

Rolou a maior confusão no Twitter, ainda que frente ao aspecto "feira de peixe" do microblog isso pareça redundante. E se o site como um todo é local de habituais confusões, o nicho brasileiro dele é uma verdadeira penteadeira de puta.

Todos os joguinhos, correntes, piadas toscas e cacoetes da geração O.L.H. (Orkut e Lan House) estão presentes ali. Tudo isso e, claro, as polêmicas (mamilos!).

Tenho certeza que se fizessem a menor idéia de onde tudo isso ia parar, os ancestrais da raça humana jamais teríam saído das cavernas. Mas vamos lá.

O novo novo motivo para a mamilização (polêmica!) do Twitter é o tal "Orgulho Hétero", xiiii!, confusão na certa. Pouca coisa é tão militante quanto gays e simpatizantes. Nem uma zonal do PT concentra tantos xiitas quanto na tal militância gay. Se você acha exagero, experimente discutir com militantes da tal "causa gay", defensores de cotas, associações de favelas, antropólogos e lésbicas vegetarianas e você conhecerá o que é terror e pânico ideológico.

Mas tudo bem, como ainda não vivemos na democracia "deles", "eles" ainda podem se manifestar. Caso o mundo ideal "deles" já fosse o real, bem, você teria que ser cotista-quilombola-antropólogo-defensor-duzoprimido-lésbico-vegetariano para poder falar alguma coisa.

Brancos, héteros, de classe média são meio que a Geni. Só prestam para tacar pedra, bosta e dar dinheiro para sustentar a profusão de ONGs e parasitas que só a esquerda pode nos proporcionar. É aquela velha história, "são reacionários, retrógrados, insensíveis e malditos, mas os quatro meses de trabalho por ano que pagam em impostos são muito bem vindos".


E no meio da tal polêmica sobre o "Orgulho Hétero" no Twitter, uma coisa me chamou a atenção: defensores da "causa gay" (o dia que conseguir levar a sério tiro as aspas) atacavam a idéia com argumentos como "são enrustidos", "orgulho hétero não dura três tequilas", "isso é gente que queria dar", "é coisa de crente da bunda quente".

Imagine você, que conseguiu me ler até aqui sem despertar o Che Guevara adormecido dentro de você e começar a me xingar, se presenciasse o seguinte diálogo:

- Boa tarde, você quer ajudar a nossa causa assinando essa petição pela lei da homofobia?

- Não, não quero.

- Você então é a favor do espancamento e discriminação de homossexuais?

- Não, não sou.

- E porque não assina?

- Porque você não é gay nada, cara, você só diz isso porque não bebeu uma sangria, não está doidão na noitada com uma loira siliconada boazuda no colo, na boa, pára com essa merda de gayzice que isso não existe.

- Existe sim, meu amigo, saiba que sou gay assumido e orgulhoso.

- Orgulhoso de quê? De não sair do armário? Corta essa, eu sei que isso tudo aí é fachada, teu negócio é uma mulherzinha pelada na cama...

Aposto que ia rolar uma certa confusão, afinal de contas, seria um "a-b-s-u-r-d-o" considerar um cara gay como apenas um "hétero até que se prove o contrário", mas o "versa" desse vice-versa vira argumento engraçadinho em discussão.

Pra mim esse papo de "Orgulho Hétero" x "Orgulho Gay" é o novo "100% Negro" x "100% Branco", ou seja, um verdadeiro duelo de titãs pelo título de assunto mais mala do mundo.

Só perde mesmo pra um debate entre lésbicas vegetarianas e antropólogos carnívoros, se é que isso existe.

A favelagem carioca

Postado em 3 de dez. de 2010 / Por Marcus Vinicius 8 Comentários

Essa cobertura extensa da tomada do "Complexo" do Alemão pela polícia e pelas forças armadas serviu para mostrar um monte de coisas, entre elas o estado de favelização completo em que se encontra o Rio de Janeiro.

Para se ter uma idéia do tamanho do problema, apenas esse conjunto de favelas do Alemão -  que é um dentre muitos - se extende por 15 bairros da cidade, degradando o meio ambiente e emporcalhando a visão.

A cidade sempre sofreu com este problema, desde quando era capital federal e recebia trabalhadores de todo o Brasil até os dias atuais, onde o preço do metro quadrado atinge níveis inimagináveis para um lugar com tantos problemas de infra-estrutura como é o Rio de Janeiro.

Nos espaços onde hoje estão a UERJ (no bairro do Maracanã) e o Parque da Catacumba (na Lagoa Rodrigo de Freitas) antes existiam favelas. Outros locais hoje recuperados da cidade como o Planetário também eram tomados por barracos na década de 60.

A diferença é que os governos daquela época - hoje taxados de higienistas e "anti-pobres" pela indústria faveleira, porque na cabeça deles querer uma cidade mais bonita virou crime - faziam algo efetivo para diminuir o problema e achar soluções reais, que é a remoção e o reassentamento.

Hoje em dia as favelas se tornaram grande fonte de dinheiro, prestígio e votos. São associações de moradores, políticos que fazem currais eleitorais, milícias, empresas que vendem gás e outros serviços, vans e Kombis, gatos de luz, de net, de água, jogos ilegais, agiotagem e, claro, muita especulação imobiliária que se unem para garantir os seus negócios e que o Rio de Janeiro jamais se livre da montanha de barracos que enfeia o seu visual.

Dizem que não se pode tirar aquelas pessoas simplesmente, que é "obrigatório" que as coloquem em locais próximos de onde existe a favela atualmente, como se uma invasão fosse algum direito, como se um imóvel dado ou subsidiado pelo estado já não servisse para satisfazer o direito à moradia.

Uma coisa é morar, que realmente é um direito de todo cidadão, outra coisa é a localização, que é mérito.

Mora em Ipanema quem pode.

Mas como enfrentar essa indústria e esse pensamento padronizado que foi imposto à sociedade demanda riscos políticos, nossos governantes preferem se omitir e não fazer nada a respeito. E quando tentam, logo são lembrados dos prejuízos eleitorais que podem sofrer com isso.

A Lagoa da qual hoje o carioca se orgulha tanto era assim, se fosse hoje,
na era do "direito", imaginem que gracinha seria...

Afirmações e loas cretinas como "favela não é problema, é solução", "Viva a Favela!", e também filmes e outras manifestações artísticas que tentam convencer pela repetição de que aquela degradação da cidade é na verdade um bem "cultural", tudo isso junto com ONGs que vivem muito bem da graninha que arrumam defendendo a favelagem e os sempre presentes "Movimentos Sociais", fazem do Rio de Janeiro um lugar que beira a insolvência urbanística.

Suas ruas apertadas, sua geografia peculiar e o paredão de barracos que sitiam a cidade são a prova disso.

Recentemente o prefeito resolveu remover uma favela chamada "Favela do Metrô", justamente porque fica colada à linha férrea, o que por si só já seria razão mais do que justificável para remover tudo dali. Mas some-se a isso oficinas mecânicas ilegais, desmanches de veículos, carros abandonados e áreas públicas invadidas. O local seria limpo e transformado em parte do novo Complexo Esportivo do Maracanã, que sediará a final da Copa do Mundo.

Pois bem, as tais ONGs, Movimentos Sociais e a indústria faveleira já se uniram e começaram a fazer escândalo contra isso. "Não podem tirar a 'comunidade' dali", "algumas pessoas estão ali há 40 anos!","isso é uma violência!".

Quer dizer então que se eu roubar um carro e conseguir ficar com ele durante 40 anos ele passa a ser meu? Sei que o exemplo é extremo, mas tudo nessa história o é. Não podem tirar a "comunidade" porque? Porque compraram terrenos invadidos da mão dos invasores? Isso é uma "violência" porque? Porque remover pessoas de um local infestado de barracos para colocar em imóveis populares ofende o princípio básico da indústria faveleira que é "depois que invadiu, ninguém mais tira"? Até em áreas de risco comprovado a tarefa da remoção é quase impossível por conta de tanta pressão política.

E a violência contra a cidade que esse monte de favelas representa? A sujeira, a feiúra, a degradação, a informalidade? Isso tudo merece ser premiado?

E tome urbanização, teleférico, maquiagem, porque isso tudo dá voto e perpetua a dinheirama que essas "comunidades" fazem girar diariamente. Solução mesmo que é bom, nada.

E o Rio de Janeiro, que um dia já foi realmente a tal "Cidade Maravilhosa", segue na sua triste sina de violência, caos urbano e descida da ladeira.

Faço coro: não doe nada para as ONGs

Postado em 31 de mar. de 2010 / Por Marcus Vinicius 5 Comentários

Calma! Não comece a me tratar como se eu fosse um vendedor da Sinaf querendo te passar um plano funerário na sua festa de aniversário. Sei que existem algumas - poucas - ONGs que são sérias e que dependem de ajuda para fazer seus trabalhos, mas não sejamos inocentes em acreditar que todas são, porque senão vou te oferecer um excelente negócio com um herdeiro nigeriano.

Lendo um excelente artigo do professor Demétrio Magnoli, no qual ele jogava uma luz sobre a real situação da miséria no Haiti e exortava quem lesse para que não doasse dinheiro àquele país, porque este numerário fatalmente cairia no buraco negro das ONGs, eu percebi como essas entidades muitas vezes obscuras alimentam-se da pobreza global para existir.

Não é uma afirmação insensível essa, apesar de parecer assim de primeira. Podemos dizer que as ONGs só existem porque existe pobreza, mas será mesmo que essas entidades, algumas milionárias, querem mesmo erradicar o que lhes dá sustento?

Destaco um trecho do artigo do professor Demétrio sobre o Haiti que me parece primordial para o entendimento do problema que são as ONGs:

"O dinheiro arrecadado não chegará nunca às pessoas que perderam o quase nada que tinham. Será desviado para financiar os intermediários entre o mundo e o devastado país caribenho: as ONGs internacionais, às vezes associadas à diminuta, cleptocrática elite haitiana. Já era assim antes do terremoto (...) o Haiti é um protetorado da ONU governado pelas ONGs. Obviamente, existem ONGs bem-intencionadas, mas não é esse o ponto (...) as pessoas não têm direitos, a não ser o de aguardar na fila até que o funcionário de uma ONG lhes estendam um prato de comida. É assim há anos, bem antes do terremoto."

Será que, de posse dessas informações, sustentar ONGs e apoiá-las é uma idéia tão boa assim? Você que me lê, gostaria de uma vida assim para sua família?

Para vocês terem uma noção, até o Viva Rio (!!!) está no Haiti, como se já não houvessem pobres suficientes para eles aqui no Brasil.

Isso aliás lembrou bem uma história que ouvi de uma pessoa que trabalha no serviço público junto às populações que beiram o lumpesinato, se já não estão nele totalmente. Ela contou que precisava por vezes apartar as brigas de ongueiros, dizendo para eles que "tem pobre pra todo mundo".

Numa excelente abordagem do assunto, o filme "Quanto vale ou é por quilo?", do diretor Sérgio Bianchi, mostra sem muitos rodeios o absurdo que é a falência das instituições nacionais no Brasil e a sua paulatina substituição pelo assim chamado "Terceiro Setor".

Assim como no Haiti, somente a ausência de um estado possibilita o caldo de cultura para que essas entidades atuem. Assim como no Haiti, imensas populações no Brasil dependem dessas ONGs para comer, estudar, vestir, receber tratamento médico e, claro, essas mesmas ONGs recebem muito dinheiro de doadores privados e públicos para substituir o estado em suas obrigações.

É uma imensa engrenagem de marketing, logística, solidariedade subvencionada.

Aí me pergunto: é realmente uma coisa boa? Ou isso é um imenso mercado que movimenta milhões ao redor do planeta e que mais se assemelha a uma máfia? Só que ao invés de traficar escravos, drogas ou explorar a prostituição, esta é a máfia da pobreza.

São empresários, profissionais enjeitados pelo mercado e pelo serviço público e aproveitadores que, repito, se não perfazem a totalidade dos "ongueiros", pelo menos constituem uma grande porção destes.

Toda essa gente sustentada como nababos a partir das doações que a miséria e a ausência do estado proporcionam, teria qual interesse em promover a erradicação da miséria e o retorno do estado?

É por isso que faço coro, mais uma vez, ao professor Demétrio e digo: eu não dou dinheiro para ONGs (e se faço, procuro conhece-la bem mais do que sua propaganda conta) e espero que, uma vez sabendo disso tudo, todas as pessoas pensem bem antes de fazê-lo também.

O país dos petralhas ou esquerdopatia faz mal à cabeça

Postado em 6 de nov. de 2009 / Por Marcus Vinicius 7 Comentários

O típico esquerdopata, aquele de jeans surrado, barba por fazer e, de preferência, uma camiseta com o Che Guevara estampado, é uma peça de estudo bastante interessante.

Podemos encontrar toda espécie de esquerdóide possível. Os assumidos, os dentro do armário, mas a esmagadora maioria tem esse traço de personalidade: truculência, falta de educação e a tendência em achar que o uso de vernáculo de baixo calão irá amedrontar ou mesmo intimidar alguém.

Passeiem pelos foruns que falam de política na internet e entenderão o que digo.

Eles compram suas camisas e outros apetrechos com a foto do "comandante" na Cavalera por quase R$200,00 e militam pelo fim das "misérias" do mundo, curiosamente apoiando os governos que mais miseráveis produzem entre seus cidadãos como Cuba ou Venezuela.

São os guerrilheiros de shopping center, militantes de apartamento, piqueteiros de corredor.

Uma vez alguém me disse muito bem que militante é para isso: militar, não pensar. Concordo totalmente. Mostre a essa gente o céu azul que se em algum de seus "livrinhos" estiver escrito que o mesmo é vermelho, eles berrarão, ululantes, que o céu é escarlate e pronto, o resto é tramóia dos Estados Unidos e da "direita".

São tão imbecis que ainda acreditam que estas velhas e carcomidas ideologias possam determinar claramente o que se faz de bom ou mal no mundo e enquanto canalhas anacrônicos e aproveitadores como Chávez, Morales e Correa levam um continente a constantes tensões e praticam o mais raso populismo em nome de uma tal "revolução bolivariana", recusando-se a entender que estas velharias estão na posteridade do século XX, defendendo-as e propagando-as como uma "boa nova".

Vivem algo que acabou e só sobrevive nesta paupérrima máquina do tempo sul-americana.

Na Venezuela, por exemplo, não se tem nem leite para beber, pão para comer, mas o proto-ditador de camisa vermelha não deixa faltem discursos e boquirrotice.

Tal qual Cuba, morrendo de fome e presa no século XX, sem comida, sem habitações decentes e com médicas e engenheiras trabalhando como prostitutas para complementar renda, lá não faltam palavras de ordem, inimigos externos que unam o país e a eterna luta do bem (o governo e seus áulicos, obviamente) e o mal (qualquer tipo de oposição).

Mas o incrível é que estes esquerdóides todos adoram esses ditadores de meia pataca, mas nenhum vai lá pro paiseco deles viver na miséria e na opressão e o pior é que as pessoas que não querem isso para si, seja em que lugar do mundo for, é que são taxadas de "reacionárias e autoritárias".

Realmente! Os Estados Unidos são uma ditadura sanguinária. Por isso é que lá as oposições tem tratamento tão rude e opressor. Bom mesmo é ser oposicionista na China, em Cuba ou na Chavezlandia.

Façam-me o favor: vão se informar e se reciclar. Afinal, o ano novo de 2000 para 2001 já aconteceu faz bastante tempo.

O "militante"

Postado em 24 de ago. de 2009 / Por Marcus Vinicius 3 Comentários

Confesso que segunda-feira geralmente estou pouco inspirado. Sabe como é, ressaca do final de semana, saudade de passar o dia à toa ou só pensando na difícil tarefa de "como me divertir", aí o que fica é esse gosto de tábua de chiqueiro na boca (opa, o Palmeiras venceu!) e uma falta de assunto que me faz ter vontade de falar sobre algo que eu considero uma das "natas" da hipocrisia e malice de um ser humano: a militância.

O militante é, antes e acima de tudo, aquele sujeito que vai ter opinião até sobre os Tigres do Tamil e a questão dos separatistas da Pacóvia do Norte.

Seja qual for o assunto ele está lá, o chato perene, contra ou a favor, ainda que dele conheça apenas a aparência ( ou pouco ligue para algo mais), seja o bigode , a barba ou a boina.

Identificamos grandes criadouros de militantes em universidades públicas ou nos DCEs de qualquer universidade em geral. Professores secundaristas também estão sujeitos a este fenômeno e nem preciso falar de sindicalistas ou "ongueiros".

O cara usa seu jeans Armani surrado e a estampa do Che em uma camiseta ou qualquer outro pano que custe mais de 100 reais, mas acima de tudo tem "consciência social".

Digamos que seriam como playmobils do Tico Santa Cruz na postura, todos produzidos em série, todos com uma opinião "abalizada" sobre tudo.

Já estudei em faculdade, então sei bem como é. Os caras ficam ali no DCE pensando qual a próxima festinha ou "manifestação", tem sempre aquela pinta de intelectual com barba por fazer, vestimenta cuidadosamente desleixada e bolsa a tiracolo impressionando as meninhas, aliás, impressionam somente as calouras e aquelas já mais veteranas que tem problemas de percepção do mundo à sua volta e realmente acreditam que Che Guevara foi um herói, que Cuba é uma nação revolucionária livre e perseguida, e que bolivarianismo é algo mais do que uma doutrina punguista, que tem como objetivo assaltar a democracia utilizando-se de seus próprios meios para isso.

Outra coisa que lembro bem eram os professores do ensino médio. Todos ávidos em me "explicar" como o capitalismo é decadente, como os EUA são um grande satã que tem planos de dominar a alma dos latino-americanos, como a violência nas grandes cidades é culpa do "egoísmo da classe média" e, last but not least, que a Coca-Cola é a água negra do imperialismo.

Nem preciso dizer que tive muitos problemas nesta época. Minha mãe chegou a ser chamada no colégio para explicar como uma criança pode ser, nas palavras da "mestra", tão "direitista e reacionário".

Como se vê, se essa gente pudesse agir à solta, teríamos "campos de reeducação doutrinária" no Brasil também.

Mas aí já é querer ir muito a fundo no assunto, quero falar é da chatice e do embuste que representam esse pessoal.

Sabe quando você está se referindo a alguém e diz "ah sim, sei, aquele que é preto..." e o cara corrige em tom professoral "Que isso, meu?!Não fala assim perto de mim não! É neeegro...", a partir do dia que resolverem me chamar de "claro", eu compro a idéia. Até lá, não, obrigado.

Ou então você lê no jornal a notícia de um indivíduo de 17 anos, que matou um casal de jovens não sem antes estuprar a moça e esquertejar o mancebo, e exclama: "um desgraçado desses tinha que ser fuzilado", e logo o Zé da Boina ao lado solta um "Mas ele é vítima da sociedade! Esse seu discurso embotado é que estraga o Brasil!".

Um ladrão "está tomando o que a sociedade lhe negou", um traficante "é uma criança que não teve educação e está devolvendo à sociedade a violência que sofreu", um sem-terra que curiosamente só invade fazendas produtivas do agronegócio é um " guerrilheiro campesino, que só quer um lugar para plantar".

Pensem em quantos clichês e teorias pachorrentas quiserem, cada uma delas será abraçada pelo militante.

Curiosamente, 90% deles realiza suas reuniões de cúpula sentados numa mesa de bar ou na praia de Ipanema, com a bandeirola do partido ao alto junto com as nádegas das moças. Todos admiram o fato de que em Cuba "não existem crianças que passam fome", mas ninguém muda pra lá pra ajudar a distribuir o sopão.

Todos revolucionários marxistas, comunistas, o escambau do Século XXI, mas curiosamente não se oferecem para viver a única experiência realmente comunista em curso no mundo atualmente, que é a da Coréia do Norte.

Tenho certeza que Kim Jong Il os receberia de braços abertos, mas talvez lá não exista uma praia de Ipanema, nem choppinho, nem DCEs, manifestações e muito menos Big Macs ou Sundaes para degustar depois da passeata.

Ouvi dizer aliás que na terra do "querido líder", passeata só se for a seu favor e autorizada previamente por todos os 397 comissários responsáveis pelo setor. Tudo devidamente carimbado e em duas vias como é praxe na eficiência de estados esquerdistas.

Veja você que o militante é um cara tão legal que até gosta do Obama! Um chefe de estado do "império". É um marco que um "afro-descendente", de matizes esquerdistas, que deseja "espalhar a riqueza" e estatizar a saúde (a General Motors e alguns bancos ele já estatizou), esteja à frente daquele país, para purga-lo de "todo o mal que sempre fez".

Como diz o Reinaldo Azevedo muito bem, não conheço um único anti-americano que não adore o Obama.

Os militantes são assim, sua regra para gostar ou não de alguém foge do simples "certo" ou "errado" e passa mais pela pergunta "está ao meu lado?". Se a resposta for "sim", a pessoa passará a ser referência, e terá credibilidade atestada independente das asneiras que diga. Se a resposta for "não", bem, pode ser até Jesus Cristo que não será "uma pessoa muito boa".

Vejam que até crucifixos em repartições públicas estavam incomodando os militantes.

Funciona mais ou menos assim: corruptos tomando conta de todas as esferas de poder do país? Tudo bem. Petralhas aparelhando o serviço público? Bom. Lula apoiando o Sarney? Bom! Lula fazendo as pazes com Collor e chamando o "caçador de maracujás" de perseguido? Muito bom! Jesus Cristo nas repartições públicas? Não...acho que faz mal para o país.

Seja qual for o assunto haverá um militante para defende-lo: vegetarianismo, promoção da racista política de cotas (branco pobre? o que é isso?), petralhismo, defesa de ocupação dos morros por barracos, colocar a culpa pela poluição no chá que a sua avó faz todo dia, te chamar de egoísta porque não faz "trabalho social" mesmo entregando ao governo 40% do que ganha todo ano...

São especialistas em disseminar a culpa dos outros, enquanto jogam a sua para baixo do tapete. Sejam os mortos vítimas dos regimes "ideais" que defendem, sejam os pecadilhos que cometem quando tem alguma oportunidade.

O curioso é que a militância, em grande parte dos casos, é o pré-vestibular da boquinha. Um imenso contingente destes "companheiros", assim que conseguem um posto seja na máquina partidária, seja na administração pública, conventem-se em pragmáticos.

Vamos ajudar o "povo" mas primeiro vamos nos ajudar. Sabe como é, "Mateus, primeiro os teus", nestas horas até a Bíblia passa a valer.

Atualmente o indivíduo branco, hetero, cristão, de classe média e que pague todos os seus impostos é a nova minoria oprimida do país. Tem todos os deveres, é passível de todas as punições, mas os seus direitos cada vez mais vão diminuindo, para que ele possa pagar com o próprio suor uma "dívida histórica" que não acaba nunca.

Era melhor dever para um agiota.

E o pior de tudo, nenhuma ONG, Associação ou militante estão aí para defende-lo.
 
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