Fã é bom mas é uma merda
Postado em 18 de fev. de 2011 / Por Marcus Vinicius 18 Comentários
Essas musas do axé, por exemplo. Eu acho simplesmente um pavor todo o conjunto da obra delas.
Desde as letras pobres, passando pelas rimas acochambradas até aqueles gritinhos e falsetes que me deixam arrependido de limpar as orelhas e ouvir bem, tudo ali me faz pensar que nenhum aterro sanitário está cheio o bastante sem montanhas de CDs delas ali.
Eu até acho que algum desses cantores de axé poderiam me fazer queimar a lingua e cantar uma única música que preste, só de sacanagem.
Mas o que dizer dos fãs? Ah, os fãs! Eles são mil vezes piores. Pense num trio elétrico com aquelas pessoas vestidas de cores fluorescentes e você me dará razão. O micareteiro consegue pior do que a micareta.
Quer ver como um fã consegue piorar um artista? Lembre todas as vezes em que você esteve num bar com música ao vivo, numa rodinha de violão (confesse, você já esteve em alguma) ou num show e ouviu algum cretino gritar o famigerado "Toca Raul!".
Sério. Por pior que possa ser tudo o que o Raul Seixas produziu, os fãs dele suplantaram a obra de longe. Ele ainda conseguia fazer algumas músicas e letras interessantes, já os fãs deles são praticamente todos chatos.
É como um exército de Oswaldos Montenegros berrando "Voa Condor! E toca Raul!".
A Legião Urbana é outro caso singular. Essa banda embalou a minha juventude, por mais clichê que isso possa soar (e soa mesmo). Mas os chatos de galocha que passaram a tocar, cantar e repetir frases do Renato Russo a esmo, para justificar desde carência emocional até dores de barriga me causa arrepios.
Tem artista que só de pensar nele eu já imagino os fãs, a música alta no celular (parece que só música ruim foi feita para ouvirem alto no celular), os gritinhos das adolescentes e os imbecis dormindo em porta de hotel esperando um aceno da janela e pronto, antipatizo de vez.
Fãs chatos são piores do que cupins, são mais amedrontadores do que as pragas do Egito. Destróem até o que é bom.
Pensem em Clarice Lispector, Caio Fernando Abreu e até no mestre Nelson Rodrigues. Tanto talento, tanta criatividade, tudo isso para terminar virando porta-voz de cretino na internet.
Cada perfil de Orkut, cada frase de MSN, cada tuitada inútil usando uma frase deles para dar lastro a lugares comuns e comportamentos imbecis me causa a mesma sensação de ver o Abominável Homem das Neves arrancar as orelhas do Coelhinho da Páscoa.
Aposto que se eles soubessem o que seria feito da sua obra, teriam virado médicos, engraxates, ladrões de banco, qualquer coisa, mas não escreveriam uma linha na vida.
Muitos artistas são bons e os fãs estragam. Mas a maioria é ruim mesmo e os fãs só pioram. Artista e admiradores se merecem totalmente. Justin Bieber está aí para provar isso.
Veja o caso dessas bandas indie. Aquelas músicas, aquelas letras, aquelas barbas, enfim, tudo aquilo acabou virando o maior catalizador de palermas desde, sei lá, a seita de Jim Jones.
A coisa é tão séria, que certas bandas, cantores, séries, livros e filmes viraram uma espécie de Medusa. Se olhar, viro estátua de sal.
Tome como exemplo a saga "Crepúsculo". Não consigo ver aquilo nem como passatempo, porque no meio dos primeiros dez segundos de filme lembro da horda de aborrecentes histéricas e do ator que faz o vampirão declarando ter alergia "às partes íntimas femininas" e penso: já doei dinheiro pra Cruz Vermelha, não avanço sinal, pago meus impostos, não preciso fazer mais esse sacrifício.
Por isso esse negócio de fama é complicado, ainda mais por ser um clube que já não é mais tão exclusivo assim. Houve um tempo em que para ser reconhecido era preciso inventar algo, curar algo ou descobrir algo, hoje em dia basta uma câmera, uma sextape, um monte de besteiras para falar ou então ficar confinado numa casa comendo, defecando e falando bobagem o dia inteiro.
Parece prudente pensar bem antes de entrar nesse negócio de fama.
Gritei para ele: "eu te odeio!". E me senti bem.
Postado em 20 de out. de 2010 / Por Marcus Vinicius 6 Comentários
Justin Bieber provavelmente passou toda a prova escrita maldizendo a falta de um espelho na sala onde o certame foi aplicado, para que pudesse conferir se a sua franja ridícula estava no mesmo local ridículo de dois minutos atrás.
Por estar mais preocupado com sua franja - aquele acessório fundamental para adornar seus bicos e gritinhos de debutante dos anos 50 - Justin Bieber bombou na prova de direção e foi condenado a passar mais um tempo sendo apenas Justin Bieber, o bípede, e não Justin Bieber, o piloto de Range Rover.
Inconformado, Justin Bieber deu um piti digno de uma debutante dos anos 50 ao perder um salto ou um cílio postiço no auge do baile - ou talvez um piti digno do próprio Bieber, ao descobrir, sei lá, que o vento desarrumou a sua franjinha engraçada - e se recusou a sentar no banco do carona, para ser levado de volta para casa pela mãe, como muito bem sói a todo aborrecente enchedor de saco.
"De jeito nenhum eu me sentaria no banco de passageiros e choraria como um garotinho de dez anos, ela (a mãe) ficou me chamando enquanto eu virava a esquina de um estacionamento", declarou o jovem Bieber, sem nem desconfiar que sua aparência e seu comportamento como um todo já o fazem parecer não um garotinho, mas uma garotinha de dez anos. Mas ele ainda não estava satisfeito, tal qual suas fãs, ao que parece, Justin Bieber também nunca está farto o suficiente de si mesmo.
"Senti que cada motorista que passava estava rindo de mim", continuou Justin, sem imaginar que talvez os motoristas rissem mesmo, mas não por causa de uma prova de direção que nem imaginavam que havia acontecido, e sim por causa de um moleque que abusou do Mentos - e por isso parece meio fresco - com uma franja de marquise laqueada passeando na calçada, talvez fugindo de algum circo - o que não deixa de ser verdade, se pensarmos no mundo das "celebridades".
"Uma garota passou se maquiando enquanto percorria a avenida, mas com certeza ela tinha carta." - denunciou Justin Bieber, sem saber direito se tinha mais raiva da mocinha por causa da carteira de motorista ou do estojo de maquiagem.
"Outro cara passou em uma caminhonete, fumando um cigarro, que jogou na rua, como se o mundo fosse seu cinzeiro. Gritei para ele: “Eu te odeio!” E me senti bem. E fui gritando para todo mundo “Eu te odeio!”, “Eu te odeio!” e “Eu te odeio!” - Finalizou a história o super-herói adolescente, expondo de forma categórica, mais latejante do que um nervo exposto, a psiquê de sua geração, essa garotada que "odeia" os outros por causa de um videogame, um time de futebol, uma banda de rock, essa gente que odeia o idioma escrito, a maturidade, o bom gosto, o senso do ridículo.
O homem fazia do mundo seu cinzeiro, Justin Bieber faz do mundo seu penico. Estão empatados.
Pena que as pessoas estavam ocupadas demais para prestar atenção no que Justin Bieber tinha para dizer, afinal de contas, qualquer um com alguns anos a mais e espinhas a menos precisa se preocupar com coisas mais importantes como repor o papel higiênico na despensa, tomar um sorvete ou simplesmente jogar milho para os pombos, logo não têm tempo para Justin Bieber.
Mas se tivessem, duvido que gritassem "Eu também te odeio!", porque afinal de contas, "ódio" a gente guarda para um monte de coisas, como aquele cara que dá em cima da nossa namorada, o fiscal do imposto de renda ou todos os autores de novelas da Globo, mas jamais para um adolescente tresloucado berrando na calçada.
Tenho quase certeza de que o máximo que essas pessoas diriam, antes de trocar a estação de rádio porque alguma música de algum astro adolescente ou de R&B começou a tocar poluindo seus alto-falantes, seria:
- Cala a boca, moleque! E vai num barbeiro cortar esse cabelo escroto!
Um mês depois o pequeno Bieber conseguiu sua carteira de motorista. Mas a franja continua lá.
Fama
Postado em 19 de jul. de 2010 / Por Marcus Vinicius 3 Comentários
Nome de filme, objeto de desejo de quase todo mundo que respira ou já respirou, ela, a "fama" sempre rende assunto.
Quando - por acaso - leio numa coluna social que aconteceu uma festa cheia de "famosos", me pergunto: mas famosos pelo que? Sim, porque ninguém duvida que Oscar Niemeyer seja famoso - ele, sem aspas - e ainda assim ainda nunca vi alguém apresentando o contemporâneo de Dom Pedro como "o famoso Oscar Niemeyer" e sim como "o arquiteto".
Assim como ele, existem "o músico", "o teatrólogo", "o escritor", "o ator", "o filósofo" - ainda que hoje em dia a filosofia que faz mais sucesso seja a de botequim mesmo - enfim, ninguém que tenha um "porque" de ser famoso é apresentado como tal.
Digo isso porque "fama" é algo muito relativo. Quem não quer sobressair no que faz? Ser conhecido e reconhecido, ser apontado como exemplo, ser "o cara" ou pelo menos um dos "caras"? Agora, acho difícil alguém desejar a fama do Alexandre Nardoni ou então trocar a fama que o goleiro Bruno tinha quando era apenas "goleiro" pela que ele tem hoje, quando é goleiro + suspeito-de-ser-um-psicopata-estilo-Jason-do-Sexta-Feira-13.
Aí você abre um jornal ou revista de variedades e vê um cara que é famoso porque "namorou uma cantora", o outro é famoso porque "bateu na namorada durante um reality show", uma moça que ficou famosa porque aparecia com o corpo coberto de folhas num programa dominical, outra porque engravidou de um ator de novela, outra porque foi vaiada ao usar um vestido de péssimo gosto, um outro que é famoso por ser gago e por aí vai.É um desejo de fama tão grande que não duvido que essas pessoas não ligassem nem de ser famosas por ser "o maior corno de Botucatu" ou então "a bunda com mais celulite de Bangu".
E a internet é campo fértil para isso. Hoje em dia basta uma câmera de vídeo caseira, muita falta de noção do ridículo e o site You Tube no ar para que qualquer imbecil - desde uma moça que faça uma dancinha ridícula até alguém que passe vários minutos falando bobagens e platitudes - seja visto por milhares de pessoas.
Esta é a época em que vivemos, onde a fama vem antes da realização. Não é a toa que seja tão repleta dos famosos "quem?".
NO-vela
Postado em 6 de jul. de 2010 / Por Marcus Vinicius 8 Comentários
É um núcleo de ricos, um bairro de pobres, alguns personagens de ligação entre os dois universos, uma empregadinha gostosa (que pode ser substituída por uma secretária gostosa ou uma manicure gostosa), a heroína, a vilã, o galã, o coroa esperto que traça alguma gatinha mais nova, a gravidez por interesse e assim por diante.
Sei que dirão que tudo na vida é assim, repetitivo, e que essas situações são a matéria-prima de todas as histórias já contadas nos livros, teatro e cinema. Concordo. Mas nenhum deles leva meses se repetindo na TV, só para terminar e começar a contar a mesma história toda outra vez, apenas sob nova roupagem.
Porque se pensarmos bem, é assim que funciona. Saem os árabes, entram os orientais. Saem os filhos do sol nascente, entram os italianos (italianos aliás são uma espécie de Wilson Grey das novelas, volta e meia - quando você menos espera - eles aparecem de novo). Sai a turma do "dio mio!", entram os indianos. Saem os indianos, entram os ciganos, e por aí vai.
O problema é que se você se distrair um pouco é capaz de pensar que o cigano Igor vai aparecer de repente no meio de uma novela de italianos ou que o José Mayer vai aparecer fazendo o papel que sempre faz, ou seja, o de José Mayer.
Não consigo entender como alguém consegue acompanhar essa mesmice toda desde os tempos da Janete Clair até hoje. Antes eu compreendia, afinal estávamos afundados até a cabeça no charco da TV Aberta. Você que me lê - e que não nasceu na época em que se amarrava cachorro com lingüiça - fique sabendo que tínhamos estas excelentes opções de canais televisivos: TVE, Globo, Manchete, Bandeirantes, SBT e Record.
Sim, assim como sou da época em que as únicas coisas que funcionavam depois das 22:00 eram latido de cachorro e padres que davam a extrema-unção, também sobrevivi ao tempo em que somente existiam seis canais de televisão.
Aí você podia assistir animações com massinha na TV Educativa, novelas na Globo, imitações de novelas da Globo só que com gente pelada na Manchete, programas de auditório na Bandeirantes (que ainda não tinha abreviado o nome para Band), Bozo e Sílvio Santos no SBT e a Record, bem, desde aquela época ninguém assistia a Record.
Isso explica porque as produções mais caprichadas e os atores e atrizes canastrões da Globo faziam tanto sucesso, tanto quanto as madeixas grisalhas do Cid Moreira. Mas diferente do Cid, que hoje só aparece de vez em quando para falar "Miiiisteeeer Êmeeeeee" ou "Jaaaabulaaaaaaaani", as novelas continuam aí, em 4 horários diferentes. E o que me choca não é nem que elas existam, afinal, onde mais aquele monte de falta de talento iria trabalhar? No cinema? O impressionante é que ainda tem quem as assista.
Com tantos canais fechados e com as TVs por assinatura cada vez mais baratas, é como optar por andar de Chevette quando se pode comprar, pelo menos, um Celtinha.
Aqueles atores recitando diálogos decorados meia hora antes, com a expressividade de uma esponja de lavar louças, aquele monte de gente que só presta para rechear as edições da "Caras" e da "Quem" (antigamente era a revista "Amiga") me deprime.
Só não me deprime mais do que fã de novela declarado, desses que não perdem um capítulo e aderem às modas lançadas nos folhetins televisivos. Porque sei que não é um sentimento bonito, mas eu acho um pavor quem usa bordões de novela, tipo "inshala","hare-baba","ma che!!!","cada mergulho um flash", etc.
Com tanta porcaria nova pra ser cultuada, vamos pelo menos aposentar as antigas.
O que esse cara está fazendo aí mesmo?
Postado em 15 de abr. de 2010 / Por Marcus Vinicius 5 Comentários
Max, ex-BBB, toca no aniversário de Alemão, ex-BBB, e sai acompanhado de Priscila, ex-BBB, que esses dias terminou seu namoro com Alan, ex-BBB.
Juliana, ex-BBB, faz evento para lançar seu novo disco e conta com a presença de Rafinha, ex-BBB, Marcela, ex-BBB e Rafael, ex-BBB, todos muito animados em uma boate da Barra da Tijuca. Eles já confirmaram novo encontro no lançamento do livro de Elenita, ex-BBB.
A cada ano a Globo despeja no mercado nova leva de ex-BBBs. Tirando faculdades de Direito, acho que é o mercado mais inflacionado do Brasil. Junto com a sócia honorária que é a Preta Gil, a única ex-BBB que nunca participou de nenhuma edição do programa, eles formam uma espécie de maçonaria das sub-celebridades.
Se algum deles lançar um livro, um disco, uma sessão de fotos ou qualquer novo "projeto", todos os demais estarão lá apoiando. E assim que termina uma edição o fenômeno se amplifica.
Ex-BBBs saem de todas as catacumbas da Rede TV, das páginas secundárias da revista Quem e das colunas sociais do David Brazil e voltam para as luzes da ribalta.
É quase impossível abrir um jornal ou acessar um site de notícias sem ser informado sobre a ida de um deles à praia, sobre uma noitada fervente em alguma boate ou sobre suas viagens de São Paulo para o Rio, do Rio para Brasília, de Brasília para Salvador e no final de tudo para New York, onde vão "estudar" alguma coisa no intervalo das fotos para a Caras.
Ser ex-BBB pelo visto inclui algum programa de milhagem.
Mas não estou crucificando-os não. Quem não quer ganhar o equivalente ao salário mensal de um alto funcionário do setor privado só para aparecer numa festa bebendo prosecco de canudinho e fazendo cara de Chiquinho Scarpa?
Talento não tem nada a ver com sorte, oportunidade ou esperteza e, se para alguns deles, falta muito talento, o resto eles tem de sobra. Alguns até demais.
Mas isso não tira o meu direito de achar esse microcosmo fútil, oco, um fim em si mesmo. Saber que existe um, vá lá, nicho que movimenta uma considerável quantia de dinheiro e chama a atenção de tanta gente se dedicando tão e somente a comentar o cabelo de alguém, a roupa de alguém, quem está comendo quem, qual ex-BBB da sub-classe dos coloridos faz o maior carão, enfim, toda essa mise en cene típica do métier, primeiro me diverte (rindo disso tudo, é claro), mas depois me deixa um pouco assustado com a idiotice das pessoas.
Toda vez que leio no Twitter a expressão "bafo!" ou "bapho!" já tenho um calafrio semelhante ao que o Dimmy Kieer deve sentir ao ver uma barata francesinha (ou uma mulher pelada).
Com raras exceções a impressão que fica é que primeiro alçam as pessoas à fama e depois tratam de descobrir o que possa justificar essa fama. É a inversão do mérito, prática tão confortável quanto corriqueira hoje em dia.
Como já disse antes, não acho que o BBB seja o pior dos mundos. Estão aí a Luciana Gimenez, o Ratinho, o Luciano Huck e o Galvão Bueno para provar isso. A exposição que qualquer um ganha ali é um ativo que se bem aproveitado alavanca carreiras e empurra talentos para a frente, só que essa não é a regra.
Infelizmente essa indústria das celebridades raramente pega um talento verdadeiro e lhe empresta a merecida fama que a "tchurma da jogación" possui. O normal é fazer qualquer um ficar famoso e depois verificar se presta para alguma coisa além de festas promocionais e fotos em colunas de fofoca.
É como se essas revistas e sites se perguntassem no final "O que esse cara está fazendo aí mesmo?".
Uma notícia interpretada sob outra ótica
Postado em 6 de abr. de 2010 / Por Marcus Vinicius 4 Comentários
Porque detesto "famosos"
Postado em 5 de fev. de 2010 / Por Marcus Vinicius 14 Comentários
Até criei a série "Notícias que merecem o selo f*da-se de qualidade" aqui no blog, série que posto quase diariamente e que invariavelmente traz manchetes bizarras sobre banalidades do dia a dia, transformadas em assunto só porque foram protagonizadas por algum "famoso".
É um tal de "Fulana toma sorvete na praia", "Cicrano mergulha no mar com seus filhos", "Beltrano foi fazer compras no shopping", que não me contenho sempre que leio isso e penso "porra, mas e o f*da-se?".
Sei que muitas vezes essas pessoas prefeririam não ter paparazzis na sua cola o dia inteiro, mas sei também que esses são minoria e geralmente tem algum talento sobressalente para acrescentar à ocupação de "famoso" ou "VIP ou ainda "filho/marido/namorada/amante de alguém".
Não creio, por exemplo, que o Mel Gibson deseje ser ridicularizado e tachado de retrógrado, troglodita, entre outras coisas pelos repórteres-fotoqueiros que o seguem pela rua, muito pelo fato de ser um católico apostólico romano declarado que não fica por aí pedindo "desculpas" por tudo o que a sua religião pode ter "feito de errado" sabe há quantos séculos atrás, mas também porque ele é um ator talentoso e o que faz, vira notícia querendo ou não.
Sabe como é, se ele fosse adepto da Cabala ou do Budismo, religiões mais "in" entre a mídia-fofoqueira, ele talvez recebesse um tratamento menos asqueroso por parte dela, mas isso é um outro assunto.
Voltando ao porque de detestar "famosos", o que claro muitos imbecis definem como "inveja", a explicação para isso vem justamente do fato dessas manchetes na internet, em jornalecos de formato tablóide ou mesmo na televisão nos impedirem de ignorá-los.
Queira ou não, olhe pro lado, troque o canal, aperte correndo o ctrl+alt+del, uma hora você se vê obrigado a saber que a Susana Vieira saiu de casa sem sutiã, que a Carolina Dieckmann deu beijos em seu novo namorado numa sessão de cinema, que a Ivete Sangalo lançou mais alguma "moda quentíssima" pro carnaval de Salvador, que a Gracyanne Barbosa comeu cereais no café da manhã, que algum ex-BBB torrou-se a tarde inteira numa clínica de bronzeamento artificial.
O que desejo explicar é que por mais que a gente tente ignorar, alguma hora uma dessas informações "úteis" nos pegam desprevenidos e são implantadas em nossa mente como um verdadeiro estupro noticioso.
Volto a dizer: não entro aqui no mérito do talento ou da qualidade, ainda que considere que metade desse pessoal de colunas de fofocas não possuem algum(a), mas no ridículo que são essas coberturas, ainda que mais ridículo ainda seja quem consome isso seriamente.
E falei tudo isso porque hoje estava lendo uma edição virtual de um grande jornal do Rio e me deparei com essa manchete: "Madonna não permitirá paparazzi no hotel em que vai se hospedar", que encabeçava uma matéria que dizia que "Os síndicos dos prédios em volta ao Hotel Fasano já foram avisados para que não permitam, em hipótese alguma, paparazzi entrar nos edifícios para tirar fotos de Madonna na piscina do hotel".
Quer dizer, uma porrastar (licença da expressão, por favor, porque popstar ela foi já faz tempo, hoje é apenas mais uma coroa desgovernada) quer mandar no que condomínios particulares fazem em suas dependências em nome de uma privacidade que ela mesma não faz a menor questão de manter, senão não noticiaria idas à praia, à academia, quantas águas de coco bebeu por dia, etc, etc, e nem fecharia o trânsito de quarteirões inteiros, com a patética colaboração da "Prefeitura da Ordem" do Sr. Eduardo Paes, somente para ir jantar com o namorado.
E como nada pode ser tão detestável que não possa piorar, a matéria ainda dizia que "Os assessores da material girl, inclusive, já entraram em contato com a equipe de Beyoncé para definir os detalhes do jantar entre as divas, que deve ser terça à noite".
Madonna e Beyoncé jantando na Zona Sul do Rio de Janeiro? Podem matar o Obama e toda a cúpula européia nesse mesmo dia, que a imprensa não vai querer nem saber.
Relevante mesmo só o que for totalmente inútil.
1001 utilidades
Postado em 25 de jan. de 2010 / Por Marcus Vinicius 8 Comentários
O hotel garante que os funcionários "estarão totalmente vestido e deixarão a cama antes de o hóspede voltar a ocupá-la".
Tirando que o sujeito deve ficar com aquela sensação de cornitude, sabe como é? "Escova de dentes molhada, travesseiro quente, toalha molhada", pensei que vários outros serviços bizarros deste tipo poderiam ser criados baseados em personalidades que conhecemos.
Querem ver?
Começo pela piada mais manjada de todas e impossível de não pensar numa hora dessas: o air bag humano, Fafá de Belém. (Prometo melhorar na próxima...)

Sua vida está entediante? Você não vê mais graça em nada que acontece à sua volta? Está emocionalmente equilibrado demais, tranquilo demais e só consegue relacionamentos maduros, calmos e não aguenta mais isso? Fácil acabar com o equilíbrio, basta encomendar um Namoro-Problema Day. Ela chega na sua casa de manhã, vai pra praia contigo, paga um cofre na frente da galera, treta com um garçom na hora do almoço e à noite o pacote te garante uma briga homérica numa boate. A visita à Delegacia mais próxima é opcional.
Está com uma graninha sobrando e quer ser o próximo Hugh Hefner? Já entrevistou a Preta Gil para saber dos seus "projetos", já arrumou uma reportagem sobre automóveis para ajudar seus leitores a disfarçar o porque de comprar sua revista, mas falta o principal, ou seja, uma peladona pra mostrar? Pare de esquentar sua cabeça! Ligue para o Call-Garota da Capa e contrate a Viviane Araújo. Ela já posou para todas as revistas de mulher pelada que existem (até para uma dedicada a monges tibetanos) e não tem erro, ela é como uma Ferrari: por mais que você já conheça não consegue deixar de olhar (e querer olhar mais).
Você é promoter mas está meio preocupado da sua festa não gerar buzz, quer uma garantia de que vai aparecer em alguma coluna social, revista de fofocas ou pelo menos nas páginas policiais? Mole! Ligue para uma Personal Criadora de Caso e deixe o resto por conta dela.
você anda tendo Tiger Woods feelings e precisa de um tratamento de choque contra o seu vício no prazer solitário? Não terá nem que procurar pessoas usando buttons "Perca seus cabelos na mão. Pergunte-me como" por aí, basta comprar este guia Livre-se do Vício da Masturbação Lendo só a Capa e você vai preferir tomar chá com suas tias.

Last but not least, um dos serviços mais importantes que imaginei. Você conhece aquela gata (ou cara) metido a intelectual, com amigos que cursam Filosofia e Antropologia, foram dirigentes estudantis e não sabe como impressioná-los para agradar o seu par? Está sem repertório para conversas e filosofias de botequim e precisa de ajuda? Fácil. Basta ligar para o Dial a Palpite, onde um Emissor Randômico de Opiniões o ajudará a conversar sobre assuntos que vão desde a sucessão presidencial filipina até a melhor prancha de surf para surfar na pororoca, passando é claro por qualquer assunto que envolva política, música, religião e receitas de torta.
Pensou em mais alguém? Me conta!
5 pessoas que mais parecem bombas-relógio
Postado em 13 de jan. de 2010 / Por Marcus Vinicius 16 Comentários
Tudo bem que o exemplo foi ruim, afinal, conversa sobre novela é sempre desagradável, mas acho que consegui demonstrar meu ponto.
Pois bem, tem gente que você sempre acha que vai fazer algo desagradável, desastroso ou simplesmente desolador a qualquer momento.
Tive essa impressão assistindo uma entrevista da Madonna no David Letterman uma vez. Ela estava ali, conversando na boa até que começou a dizer coisas como "se você não experimentou ainda, experimente mijar no chuveiro" ou "você já fumou endo (um dos apelidos da maconha)?".
O apresentador deu uma zuada fingindo anotar os "conselhos" numa "to do list" e terminou a entrevista.
Pensei: tem gente que é assim, tudo vai bem até que começa a ir mal.
Resolvi então enumerar 5 personalidades que me fazer ter a mesma impressão, não somente em uma entrevista mas em todos os aspectos da vida, vamos lá:
1 - Amy Winehouse - Como começar uma lista assim sem pensar nela? Amy poderia se destacar pelas belas canções que compõe, pela bela voz, mas não, seja pelas bebedeiras, confusões ou pelo confesso vício em drogas pesadas, sempre que o nome dela aparece numa manchete, por mais mórbido que possa parecer, eu acho que vou ler "morreu" em seguida.
2 - Caetano Veloso - Não sou muito fã de "baianidades", confesso, mas como músico Caetano não é o desastre que normalmente representa falando. Toda vez que assisto ou leio uma entrevista dele fico com medo de a qualquer momento começarem a surgir aquelas idiotices e viagens existenciais de alguém que só pode ter cheirado uma meia como "devoraria Leonardo DiCaprio, mas no sentido antropofágico" ou "Osama Bin Laden é um homem bonito e se parece com algumas pessoas da minha família".
3 - Mike Tyson - Depois que assistir o documentário sobre a sua vida, no qual ele dá longa entrevista, a impressão de que Mike Tyson é uma bomba-relógio ficou ainda mais evidente. Ele parece alguém sempre prestes a explodir por razões tão plausíveis como "acho que aquele cara piscou pra mim". Neste mesmo documentário ele conta como "bateu até derrubar no chão e depois pisou na cabeça" de um empresário que ele suspeitava que tinha roubado seu dinheiro. Torço para que não, mas sempre acho que um dia ainda veremos numa manchete que o ex-lutador entrou numa lanchonete e matou todo mundo lá dentro ou que estuprou um ônibus inteiro cheio de colegiais.
4 - Hugo Chávez - Todos nós sabemos que o coronel Chávez não bate bem da cabeça. Já elegeu o golf e as banheiras Jacuzzi como "anti-revolucionárias", disse que o povo não precisa de mais do que 3 minutos de banho por dia, tenta controlar preços colocando soldados com fuzis dentro de supermercados e inventou um tal "Socialismo do Século XXI" que curiosamente levou a Venezuela de volta ao século XIX, com apagões e racionamento num país produtor de petróleo. Mas o que faz de Hugo Chávez uma bomba-relógio é que ele parece não ter limites e a todo momento eu espero uma declaração de guerra contra os EUA, um expurgo de milhões entre a população venezuelana ou simplesmente um decreto revogando a lei da gravidade. Dali, tudo é possível.
5 - Deborah Secco - Não vou falar aqui das qualidades artísticas da moça, porque não assisto novela, minissérie televisiva e nem programas de variedades, mas já perceberam como ela está quase sempre de "amor novo"? Desde o cantor Falcão até o encrenqueiro Dado Dolabella a moça já transitou por Maurício Mattar, Roger (ex-jogador de futebol), Marcelo Faustini (ex-paquito), Marcelo Faria, Erik Marmo...como podem ver, desde o mundo dos esportes à música, passando até pelo programa da Xuxa, a moça passou o rodo. Ela entra na lista de bombas-relógio porque temo um dia ler a notícia "Deborah Secco de amor novo...Bento XVI larga a batina". E o exagero aí passa mais pelo Papa largar a batina mesmo.
Tem mais gente que entraria fácil nessa lista, por exemplo: qual o próximo mico da Xuxa? Ou então qual será a próxima ex-vedete, ex-atriz pornô, ex-musa do biquini que vai virar evangélica?
Edir Macedo também poderia entrar numa lista de bombas-relógio, já que eu sempre fico com medo de algum dia aparecer uma doação compulsória para a igreja dele na minha conta de luz.
Lula e os petralhas seria até covardia listar, a fábrica de escândalos e polêmicas deles pode ser considerada até indústria bélica no mundo das "pessoas bomba-relógio".
Fernanda Young ficou de fora. Primeiro porque ela já entrou numa lista mais condizente, que é a das "Malas do Ano" do Arthur Xexéo, depois porque o único medo que ela poderia me causar, que seria aparecer pelada, ela já concretizou, ou seja, essa bomba já explodiu.
Conheço algumas atrizes-modelo-passista-rainha-de-bateria-musa-de-sei-lá-o-que que também mereciam estar na lista, já que toda vez que eu as vejo na TV ou em jornais e revistas penso que estão prestes tirar a roupa e tentar transar com alguém para arrumar um contrato, mas como esse blog não tem verba para pagar processos, prefiro omitir os nomes e deixar só o exemplo, tenho certeza que ao ler esse parágrafo vários de vocês pensaram em vários nomes diferentes.
Mas como toda lista é uma obra em construção, deixo o espaço pra você me dar suas idéias. Quem sabe o arsenal não é maior ainda do que eu pensei?
Esse post faz parte do sorteio que estou realizando. Faça seu comentário e concorra a um calendário 2010. :)
Mandingas de ano novo
Postado em 31 de dez. de 2009 / Por Marcus Vinicius 3 Comentários
Todo mundo, inclua-se aí alguns ateus, querendo uma forcinha do sobrenatural para atravessar o ano seguinte com dinheiro no bolso e saúde pra dar e vender.
Tive uma namorada que a mãe começava a rezar mais ou menos umas 5 horas da tarde e só parava depois da meia noite, conheço outros que só comem alimentos da cor branca e outros ainda que acham que estourar 300 morteiros de 12 tiros por hora, incomodando os vizinhos e causando problemas auditivos em cachorros, gatos, periquitos e crianças trará sorte para ele no ano novo.
Acho que se o cara conseguir estourar essa morteirada toda sem se machucar, sem que chamem a polícia ou sem a esposa fazer uma resolução de final de ano para arrumar um "Ricardão", ele terá gasto toda a sua cota de sorte para o ano vindouro apenas nos primeiros minutos dele, mas vamos adiante.
Com o nosso horário de verão, o Brasil virou um país sui generis: soltamos fogos e desejamos felicidades uns aos outros na incrível e cabalística virada de 22:59 para 23:00 (no horário real).
Tirando essa peculiaridade, algumas figuras políticas e demais "famosos" do nosso país devem ter seu estoque de simpatias personalizado e adaptado, afinal, VIP que se preze não se mistura com o populacho nem na hora de fazer mandinga.
Jogam orquídeas no mar e comem manjar feito pela Roberta Sudbrack, mas como seriam as tentativas de curimba deles?
Vou ver se adivinho algumas destas simpatias a seguir:
José Sarney - Provavelmente o "aiatolá do Amapá" já afanou as 7 ondas ano passado, então esse ano ele jogará moedas ao alto e ficará esperando com um lançol aberto embaixo.
Petralhas em geral - Já sabendo da recomendação de uso de roupas íntimas novas na virada, os proto-bolivarianos do PT comprarão cuecas 2 ou 3 números acima dos seus normais, dessa forma esperam caber mais dólares dentro delas no ano que se inicia.
Xuxa - À meia-noite desejará "Rápí Nu Íar" para sua filha alfabetizada em inglês.
Madonna - Quem tem Jesus literalmente ao seu lado não precisa de simpatia alguma.
Preta Gil - Comerá lentilhas...o caldeirão inteiro.
Dado Dolabella - Dará 3 pulinhos à meia-noite...só que talvez em cima do pescoço de quem estiver namorando atualmente.
Isis Valverde, Carolina Dieckmann, Alinne Moraes, Susana Vieira e demais "famosos" noveleiros - Avisarão à imprensa, aos sites de fofocas e a alguns paparazzis selecionados que pretendem acender uma vela na praia, porém querem que tudo seja bem íntimo, discreto e sem exposição, como suas idas ao shopping, seus banhos de mar e suas estadias na Ilha de Caras.
Geisy Arruda - A "Loira da Uniban" colocará um vestidinho branco, transparente, curtíssimo e irá para um culto da Igreja Universal torcendo para "não" levar outra vaia que a leve novamente para dar entrevista ao Fantástico.
Lady Gaga - Comerá alguns cachos de uvas quando der meia-noite. Só fará isso porque cachos de uvas em Portugal se chamam "bagos". (Entenderam o trocadilho?)
Any Winehouse - Logicamente ela beberá 20 garrafas de champagne inteiras, afinal, está se desintoxicando pela milésima vez e precisa pegar leve.
Barack Obama - O presidente americano convencerá as "forças do além" que merece tudo o que desejar em 2010 sem fazer simpatia alguma, mais ou menos como ele conseguiu um Prêmio Nobel da Paz sem fazer p*! nenhuma para merecer isso.
Luciana Gimenez - Vocês acham mesmo que alguém que conseguiu em uma trepada rapidinha engravidar do vocalista dos Rolling Stones já não vendeu a alma faz tempo e dispensa essas ajudinhas menores?
Lula - À meia noite, subirá o degrau de uma escada. E ele tem certeza que esse tal de "deus" ficará abaixo dele a partir desse momento.
Brincadeiras à parte, este dia mexe com o imaginário de todos nós, mas acreditem: ele nada mais é do que a passagem de mais um final de mês, de mais uma quinta para uma sexta-feira, do sinal da chegada das nossas contas que vencerão a partir do dia 5.
O que nós fazemos todos os dias é o que realmente conta e não existe simpatia mais eficaz do que tentar simplesmente fazer o nosso melhor possível, um dia de cada vez.
Feliz Ano-Novo para todos nós!
(Agora este blog só retorna em 2010. Comemorem, encham a cara mas por favor: sem "chamar o Raul" nos pés de ninguém!)
Geisy Arruda no BBB
Postado em 1 de dez. de 2009 / Por Marcus Vinicius 7 Comentários
Ela possui todos os atributos de talento normalmente exigidos para participar de um BBB da vida ou da Fazenda do Macedão.
Pensem comigo: com um personal trainer, um personal stylist, um personal hairdresser, um personal plastic surgeon e um assessor de imprensa, a Geisy terá tudo o que um BBB possui: um corpitcho mais ou menos, uma carinha pós-extreme-makeover e praticamente zero talento artístico.
Não sei se alguém acredita mesmo que os participantes do BBB são escolhidos através de fitas ou DVDs que o "povão" envia para testes que cairão em algum programa que fará chacota deles depois, mas eu não acredito mesmo nisso.
Imagino mais um "casting" em agências de modelo, com profissionais menos requisitados (ainda que bonitos), que são convidados para esta chance de entrar no "Mundo de Caras".
Às vezes colocam alguém "do povo" ali para satisfazer uma espécie de cota social/estética como aquela clone do Zacarias que acabou até vencendo uma edição, ou uma pessoa com formação superior e uma cota acima da média de cérebro como o Dr. Marcelo, mas o usual ali é o modelo-manequim-aspirante-a-ator-barra-apresentador.
E ao que eles se dedicam durante sua participação nos tais programas? Criar polêmicas, "causar", aparecer o máximo (seja com barracos, nudez ou mesmo sexo explícito, sem esquecer as trocas de casais) e dali extrair uma fama que se extenda mesmo após o final do programa.
Quando finalmente saem "da casa", passam a frequentar revistas de fofoca, as moças posam nuas, alguns dos rapazes também, viram arroz de festa em eventos-jabá, participam de programas em emissoras de menor expressão, alguns vão parar em programas de humor, colunas sociais eletrônicas, viram destaques de escola de samba e, em comum, tem o fato de seram tal qual um pastel de feira: possuem 90% de vento como conteúdo.
Ora, a Geisy apareceu para o país inteiro numa polêmica: foi praticamente linchada pelos boçais da universidade onde estudava porque foi assistir aula com um vestido "muito curto".
Chorou, virou estrela do YouTube, o Twitter inteiro clamou por justiça, a faculdade ameaçou expusá-la e, por fim, virou personagem de programas de TV, revistas, jornais, foi convidada para posar nua e...vai desfilar numa escola de samba!
Como vocês podem ver, a moça soube mais do que ninguém transformar o seu limão numa belíssima limonada. Ela já teve o sua versão de BBB, ocorrido na Uniban e transmitido via YouTube, porque não poderia ser convidada para o "oficial"?
Seus "talentos" já estão comprovados, e se isso fosse viral de candidato a BBB seria o mais bem sucedido da história.
A única sugestão que fica é que a emissora providencie, pelo menos, um bom estoque de vestidinhos-curtos-rosa-brega para ela, porque um dia aquele lá precisará de uma máquina de lavar.
Morrissey: a volta dos Smiths
Postado em 4 de nov. de 2009 / Por Marcus Vinicius 3 Comentários
Tio Moz nunca disse definitivamente que não, mas também nunca mostrou que isso poderia terminar com um "sim" e no final das contas não o culpo, afinal, ele estaria tentando reviver uma lenda de si mesmo, o que geralmente é fatal para a maioria dos artistas.
Não que falte talento, pelo contrário ele sobra, na dupla Morrissey-Marr, mas as espectativas que isso geraria seriam talvez pesadas demais até para eles. E exemplos não faltam.
Bandas que sumiram e de repente reapareceram como que por passe de mágica, chegam a ser deprimentes e a depor contra seu passado.
Gigantes como Led Zeppelin e The Police entraram nessa.
Notem, não falo mal dessas bandas em si, mas do seu retorno meio que sem explicação a não ser a financeira mesmo.
Alice in Chains e Blur(este depois de 9 anos parado) também anunciaram sua volta recentemente.
Que me desculpem os fãs, mas isso tem tanto cheiro de "As melhores das melhores do lado B que nunca saiu remixado desse jeito que lançamos agora", sabe?
Esses discos caça-níqueis tipo "Fulano - Unplugged", que até tribo do Amazonas que nunca foi "plugged" já deve ter lançado.
Existe pra mim uma grande diferença entre bandas que permanecem e perseveram como os Stones, o Guns'n'Roses, entre outros, bandas que apesar de já serem "dinossauros", não causam tanto espanto porque estão aí na ativa desde que Matuzalém usava fraldas, o que difere bem de "voltar" de uma hora pra outra.
Talvez seja porque eles envelheceram bem diante dos fãs (que também envelheceram) e fica aquela coisa de ser "da família", talvez seja porque acreditam no que fazem e demonstram respeito para com estes mesmos fãs com sua longevidade e mais ainda, com sua criatividade demonstrada através de novos e constantes lançamentos.
Tanto que o próprio Morrissey estes dias pediu aos seus fãs que não comprem um box de singles que a EMI relançou pela trocentésima vez.
Tudo bem que uma das razões é por ele não receber nada com isso, mas também existe uma preocupação artística, inegável em quem lança regularmente novas canções há muitos anos.
O fato é: a indústria da música sempre viu o consumidor como um caixa eletrônico sempre pronto a liberar saques infinitos e alguns artistas embarcam nesta onda, tentando reviver épocas que pertencem somente à nossa memória.
E seria bom que às vezes elas permanecessem assim.
Pobreza vai mais além...
Postado em 20 de out. de 2009 / Por Marcus Vinicius 19 Comentários
O "imperador" não é o assunto principal que eu desejo falar hoje, foi somente um gancho já que é apenas um dos exemplares de "ricos-pobres" que existem no Brasil.
Explico o termo: rico-pobre é aquele sujeito que por alguma razão era um zé das couves e ganhou muito dinheiro fazendo alguma coisa.
Seja vendendo quentinhas, sucatas, agenciando modelos, jogando futebol, tocando axé, funk ou pagode, acertando na loteria, montando uma loja de qualquer coisa, seja como for, a primeira característica do rico-pobre é essa: tem que ter saído da m*! e ascendido de forma meteórica na vida, estilo 90% da Barra da Tijuca.
Outra característica marcante é que o rico-pobre geralmente mantém após a entrada da dinheirama na conta bancária basicamente os mesmos hábitos de quando era pé rapado.
Dizem que é pra "manter as origens", mas na realidade é porque nem sabem o que fazer com o dinheiro.
A churrascaria rodízio mais cara da cidade que passam a frequentar diariamente, nada mais é do que a única versão conhecida do churrasquinho de esquina que eles encontram e seja compatível com suas novas possibilidades orçamentárias.
Assim como as milhares de pulseiras e cordões de ouro que ostentam, quase como que para dizer "olha, me livrei do chapeado". E os automóveis? Cada carro caro, bom, que eles transformam num verdadeiro trio elétrico "enfeitado" por acessórios de mau gosto.
É mole identificar: cordões e pulseiras, carro com vidro espelhado ou filmado, tocando músicas de quinta categoria como funk, axé e pagode numa altura que é mais pra quem está na calçada ouvir do que para eles próprios.
Esta aliás é a última característica da qual quero falar sobre o rico-pobre: quase tudo o que faz é pra mostrar pros outros que pode. São capazes de colocar livros de madeira numa estante, já que a maioria acha que "ler é chato", mas no entanto precisam mostrar pros amigos que não são apenas ignorantes com tino pra negócios.
É incrível, mas é raro o jogador de futebol, pagodeiro, axezeiro ou emergente que se dedique a melhorar como pessoa, estudar, educar-se, melhorar seus gostos e descobrir que de repente ao invés de gastar milhares de reais no final do ano fazendo um "reveião" em Araruama "prus amigo todo", ele pode festejá-lo com a esposa ou um grupo mais seleto num lugar muito melhor.
Podem argumentar que é direito do cara gastar seu dinheiro como bem entender, afirmação da qual eu não discordo de forma alguma, afinal este é um país livre e o mau gosto não é proibido por lei.
Lei nesse caso só uma, que minha avó (que aliás saiu de Ramos, a terra do piscinão, e melhorou de vida em todos os sentidos) me dizia: "Meu filho, é muito mais fácil tirar uma pessoa de Ramos do que tirar Ramos de dentro da pessoa".
O Egoblog
Postado em 9 de set. de 2009 / Por Marcus Vinicius 5 Comentários
Sim, o início da distorção é este: são eles próprios que decidem seu peso na blogosfera.
Número de acessos também conta, é claro, mas nunca vi nenhum membro da elitosfera dizer que a Bruna Susfistinha é relevante, apesar de milhares de acessos, livros e o escambau, o que leva a crer que visibilidade, visitação e "fama" não contam muito.
O que conta então? Achismo.
Podem chamar de "choro", tanto faz, não me importa o que digam, mas é um método de avaliação mais ou menos fácil e cômodo. Você aplica a prova, responde às questões e corrige, no final dando um "10" pra você mesmo.
Digamos que um blog "ifluente" da tal bostosfe, quer dizer, blogosfera tenha 10 mil acessos diários e uns mil comentários em cada post. Veja que exagerei, porque alguns que se consideram o último biscoito Bono do pacote não tem nem 10%,20% disto que chutei.
Mas tudo bem, digamos que tenham e coloquemos isto frente ao número de internautas do Brasil e ao tráfego diário da rede: não é nada. É um gueto e só.
Mas como são eles mesmos, junto a algumas empresas que querem passar uma imagem descolada que formam este "mercado", a coisa é extremamente interessante: eles se definem como relevantes e dividem assim o bolo do que vier como "lucro".
Mas não quero fazer aqui muro das lamentações sobre isto, não preciso que ninguém me dê brindes ou mimos, graças a Deus meu trabalho me proporciona o direito de compra-los quando desejo, este não é o ponto.
O que me deixou pasmo é alguns destes blogs não terem em seu conteúdo, o tal conteúdo "relevante" e de "qualidade" que eles tanto apregoam, muito assunto diferente.
Quando não estão fornecendo receitas sobre "como fazer um blog de sucesso", estão listando "10 coisas que se deve fazer para ser relevante" ou contando "o que fiz para ser um blogueiro famoso, influente e ganhar algum dinheiro com isso".
Tem também os posts contando sobre as últimas impressões de algum brinde ou boca-livre que ganharam graças ao fato de andar sobre o tapete vermelho da blogosfera, o que pensam dos outros blogs, o que pensam sobre o que as pessoas pensam deles mesmos, o que pensam sobre o que pensavam quando escreveram um post em 2003(pra mostrar antiguidade) e, claro, mais alguns posts ensinando "como seguir o caminho dos vencedores no...mundo dos blogs!".
Resumindo: eu, eu, eu.
O conteúdo é pobre, talvez por isto não rompam demais a barreira dos sites sobre tecnologia, revistas especializadas e tudo mais que for relacionado ao restrito público de quem se interessa pela blogosfera.
"Mas eu apareci no Estadão!", "E eu fui convidado a palestrar sobre como monetizar o Twitter no BoondoggleCamp 2009!".
Peanuts. Isso não é nada. Representa muito pouco até mesmo para o já restrito público internauta brasileiro.
Podem até falar que é bem mais do que eu já consegui, mas ainda assim é bem pouco e lembro que eu não me dedico a esta função, isso pra mim é catarse, diversão, faço pelos elogios e não por dinheiro ou "influência", logo, pouco importa.
Mas é extremamente desagradável ver gente que tem como principal assunto o "eu", ficar por aí ditando regras sobre o que é válido ou não.
Podem dizer que é direito deles fazer isso, concordo, mas é direito e dever de qualquer um que abomine a mistificação jogar uma luz sobre isso e não aceitar o engodo.
As pessoas tem todo direito de passar a vida falando num blog sobre "como eram verdes os anos da minha infância" ou "foi assim que me tornei xerife do Blogger e delegado no WordPress ", mas não tem nenhum direito de criticar alguém por falta de conteúdo, quando o que produzem é, a rigor, um verdadeiro passeio pelas suas próprias entranhas.
São conceitos relativos, é verdade, mas até mesmo por isso não considero nada do que essa gente diga como lei.
Pra mim, egoblog não é relevante. E ponto final.
Xuxa, as celebridades e o Twitter
Postado em 29 de ago. de 2009 / Por Marcus Vinicius 13 Comentários
O busílis todo se deu porque Xuxa primeiro não teria gostado de ser corrigida pelos "fãs" que a alertaram para não escrever em caixa alta(sinônimo de gritos na internet), o que a "rainha dos baixinhos" havia atribuído a um suposto "jeitinho" seu, e depois ficou contrariada quando seus seguidores começaram a fazer galhofa pelo fato de sua filha, Sasha(aquela criança que teve a sua gestação televisionada no Faustão com direito a ultra-sonografia em rede nacional e tudo) ter escrito "sena", ao invés de "cena" em uma twitada que fez usando a conta da sua mãe.
Xuxa ficou irada, respondeu rispidamente e finalizou sua aventura no Twitter com uma bobagem mais ou menos assim: "Vocês não merecem falar comigo nem com meu anjo".
Essa menina, Sasha, aliás é um caso único. Seu parto, seu primeiro banho, a primeira meleca que tirou do nariz, tudo foi parar no Jornal Nacional. Isso por si só já é uma aberração digna de Michael Jackson e suas esquisitices, mas ela não merece ser punida realmente pela falta de noção da mãe.
Ruy Castro disse muito bem, à época: "Nem Cristo foi tão esperado. Nem o bebê de Rosemary".
E foi. Mas quem pegou no pé da garota porque ela escreveu "sena" ao invés de "cena", na verdade queria é pegar no pé da Sra. X, que acabou dando razão a antipatia que muita gente sente por ela, querendo bancar a "das zelite", dizendo que sua filha escreve errado porque "foi afabetizada em inglês".
Talvez a menina tenha estudado em alguma instituição de ensino em New York (S)ity?
E assim, ao que parece, Xuxa saiu do Twitter. Posso dizer que já foi tarde. Menos uma.
Mas este não é, se me permitem o trocadilho, o "X" da questão.
Isso tudo começa pela falta de noção que a própria Xuxa tem, assim como a maioria destas pseudo-celebridades do Brasil. Todos querem privacidade, todos querem que "respeitem sua vida pessoal", mas invariavelmente fazem de tudo para se expor.
Sei que é um fenômeno mundial, não é exclusividade nossa. Mas vivo no Brasil, então, falo por nós, brasileiros.
Não estou falando aqui de área de atuação, mas do que os tais "famosos" fazem da vida quando não estão sendo apenas "famosos".
Posso ser rabugento demais, não nego isso e nem faço questão de faze-lo, mas vejo a maioria das pessoas que fazem sucesso no Brasil, e entenda aqui por sucesso aparecer na TV, em revistas de grande circulação, em sites e programas de fofocas, como gente de qualidade artística medíocre.
São cantores e cantoras chulé, canastrões e peitudas inexpressivas de novelas, gente "bonitinha" que só presta mesmo para vender a imagem e fazer polêmicas com o intuito exclusivo de "aparecer", lógicamente preservando a "vida íntima".
Pegue uma revista "Caras" da próxima vez que for ao dentista, médico ou cortar cabelo e preste atenção no naipe das pessoas que são "VIPs" e "famosos" no Brasil.
São coroas desgovernadas metidas a garotona, gente burra metida a intelectual (sempre que vejo aquelas fotos de um boçal segurando um livro do Paulo Coelho, com óculos no melhor estilo "leio 192 livros por ano" e cara de estudioso me dá vontade de enfiar uma caneta Bic na orelha de um deles).
São atrizes e atores de novela que quando não estão nos presenteando com atuações regularmente ridículas em tramas ridiculamente iguais, que repetem-se com pequenas variações desde a época da Janete Clair(Um dia falarei, mal é claro, de novelas aqui), axezeiros, pagodeiros, enfim, o que faz sucesso no Brasil e é tido como nossa "classe artística" é, para mim, a nata do que existe de mais medíocre no país.
Se formos ver quem são fora da casca de noz brasileira, são os famosos "quem?". Tanto que quando viajam de férias para o exterior, precisam levar na bagagem seu paparazzi portátil, senão ninguém os fotografa "relaxando e lendo um livro no Central Park".
Basta ver que os mais espertos, os com um talento diferenciado, primeiro afastam-se de novelas (ou pelo menos realizam extensa produção fora do ambiente televisivo clássico) e depois tentam vôos maiores fora daqui.
Vê se o maestro Tom Jobim vivia em programas de auditório ou tirando fotos na praia do Leblon pra plantar em colunas sociais xinfrins depois.
Não quero dizer que o termômetro para ver se alguém é bom ou não é "fazer sucesso lá fora", o senso crítico deles pode ser igualmente ruim, caso contrário, bizarrices como Jonas Brothers não existiriam por lá.
O termômetro é existir fora deste métier de famosidades efêmeras e vazias.
Tem muita gente boa fazendo arte de excelente qualidade em nosso país, pena que não recebem o mesmo carinho e atenção do que os "globais" e "famosos" recebem.
Ser famoso nem é tão difícil comparado à complexidade que existe em mostrar algum talento.
Voltando ao Twitter, a maioria dessa gente "famosa" e acostumada a bajulação, achou que chegaria ali e encontraria os mesmos "fãs" adestrados que encontram nos auditórios e eventos-jabá que frequentam.
Quiseram ser "antenados" e aparecer um pouquinho também, é lógico, porque não?
Só que o Twitter não tem filtros, ali você fala o que quer e é obrigado praticamente a ler o que não quiser também.
Podemos bloquear a pessoa depois da primeira "tijolada", mas ela já o terá atingido de um jeito ou de outro.
É isso que ocorreu com essas pessoas. Chegaram ali e pensaram que tudo seria como um passeio no tapete vermelho da última festa de uma indústria de cosméticos, um camarote de cervejaria no carnaval ou a puxação de saco dos programas de TV.
Não foi.
Primeiro porque o Twitter não é nada disso, depois porque sua característica de "conversa direta" tornou possível, como muito bem disse o Mauricio Stycer, "um sonho de infância: xingar a TV".
Algumas destas celebridades estão descobrindo ali que, apesar do seu status no mundo de Caras, muitas pessoas não as tem num conceito muito bom.
E o melhor (para as pessoas, é claro), todo mundo diz isso sem pena. Nem acho injusto, afinal, alguém tem pena de nos fazer aturar a presença perene destas "caras" por onde quer que olhemos nas mídias convencionais? Não. então pronto, então "toma".
Só que os "famosos" não estão levando isso na boa. O caso da Xuxa foi somente o mais notório de todos.
A Claudia Leite (se ela quiser que eu escreva com dois Ts, como sua "numeróloga" deve ter mandado, me envie um cheque de R$500,00 que faço, veja que tá barato, é o preço de uma twittada da Twittess) já se irritou com um fã.
Aquele Junior (o irmão da Sandy, que aliás também está no Twitter) se envolveu num episódio ridículo junto com outras sub-celebridades a uns 2 meses atrás.E nesse caso da Sra. Meneghel, outros membros do "Sindicato das Celebridades, Famosos, Habitantes do Mundo de Caras, Contigo e Similares" como a Angélica, a Preta Gil e a Carolina Dieckmann saíram em sua defesa, "repreendendo os fãs" porque, adivinhem, "não respeitam a intimidade deles".
Vamos tentar entender: o indivíduo vive se expondo em revistas, em programas de fofoca, faz da sua vida pessoal um reality show, mas as pessoas é que tem que respeitar uma linha imaginária entre o que é público e privado, linha esta que eles mesmos não sabem nem aonde esconderam ou se perderam em um dos quartos do "castelo" ou da "ilha" de Caras no último verão.
Mas o fato é: pensaram que teriam ali a condescendência que repórteres e veículos que vivem de vender a imagem deles sempre tiveram, só que não encontraram isso. Ainda que o Twitter tenha sofrido uma "orkutização", a média das pessoas por lá ainda é maior do que a da audiência da TV aberta e dos leitores do "Meia Hora" ou "Expresso".
Os "twitteiros" tem um pouco mais de senso crítico e o resultado é este: rusgas, desentendimentos e alguns escândalos aqui e ali.
No entanto, bons exemplos de artistas que usam o Twitter de forma inteligente e potencializam assim sua relação com fãs e admiradores não faltam.
São vários como o Leo Jaime, o Roger do Ultraje, os humoristas do CQC (programa que eu não gosto, mas que seus membros são exímios em utilizar o Twitter a seu favor), o Ritchie, entre outros.
São artistas que foram inteligentes e entenderam que o contato ali é direto, que a internet diminui a "distância" e a timidez que existiriam em um encontro real e dispuseram-se a dialogar diretamente com seu público, sem subterfúgios e aceitando na boa ônus e bônus deste tipo de contato, seja na forma de elogios, risadas e bons momentos, seja na forma de virtuais "chamuscadas" que sempre ocorrem.
Estes estão no Twitter faz tempo e se dão bem por lá. Conversam, interagem, expõem detalhes curiosos e até engraçados de suas vidas pessoais, mas deixam claro que existe uma linha que separa isso do que é "íntimo" realmente, e sabe o que é mais curioso? Todo mundo entende e respeita.
Tira-se disto tudo que aqueles que não se esquecem que, ainda que possuidores de uma certa notoriedade em menor ou maior grau, ainda são pessoas comuns, cidadãos sujeitos a falar e ouvir, estes se dão bem
E aqueles que pensam que realmente vivem numa ilha ou castelo, aonde são bajulados e podem dizer todo tipo de idiotice que ninguém irá contestar acabam fazendo algum barraco, batendo-boca e "desiludindo-se" com a experiência.
O Twitter veio pra mostrar pra este pessoal do "mundo de Caras" que nem tudo o que reluz é ouro, e que nem todo mundo que tem fama é (ou merece ser) respeitado só por isso.
O tal castelo da revista neste caso revelou-se um castelo de cartas, e desabou bem em cima deles.









