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O templo da discórdia

Postado em 1 de set. de 2010 / Por Marcus Vinicius 3 Comentários

Nas últimas semanas a já conturbada política americana ganhou mais um elemento literalmente explosivo: a proposta por parte de uma sociedade islâmica de construir uma mesquita a poucos metros do Marco Zero, o local onde estavam as duas torres do World Trade Center.

Obviamente isso gerou uma gritaria por parte dos conservadores e uma gritaria de igual tamanho por parte da turma da tolerância. Até o aiatolá, quer dizer, presidente Hussein Obama, já declarou seu apoio ao "direito" dos muçulmanos erguerem seu templo ali.

O que eu não consigo entender, sob nenhum aspecto, é onde se esconde o pessoal da "diversidade" quando um cristão é preso em algum país árabe pelo crime hediondo de portar uma Bíblia, ou porque eles não se chocam com o fato de outras religiões que não o islamismo serem proibidas em vários desses países, a despeito de gozarem de toda liberdade de culto no Ocidente.

Essa semana mesmo o ditador Líbio, Muammar Khadafi, recrutou 500 jovens italianas ao preço de 70 euros cada para tentar "converte-las" ao islã. Presenteou cada uma com um exemplar do alcorão e convidou-as a tornarem-se muçulmanas. Tudo isso em Roma, cidade onde está localizado do Vaticano.

Imaginem cena parecida, só que trocando o tiranete líbio por algum presidente de país ocidental em viagem ao Oriente, e substituindo os exemplares do alcorão por exemplares da Bíblia ou da Torah. Imaginem agora os protestos, xingamentos, badernas e sentenças de morte que isso não geraria.


Perguntem se o Papa Bento XVI, algum patriarca da Igreja Ortodoxa ou algum rabino tem permissão para fazer o mesmo convite para jovens iranianas, sauditas ou líbias. Que tolerância é essa que obriga alguém a se render àqueles que pregam sua destruição?

A religião islâmica historicamente constrói  mesquitas em locais conquistados. Será esse o simbolismo desse tipo de templo perto do local onde extremistas religiosos derrubaram as duas Torres Gêmeas?

Ainda mais sabendo que nenhum líder muçulmano esconde que sua religião converteria o Ocidente à força caso pudesse? Ora, a Igreja Católica abandonou um convento perto de Aushwitz para não ofender a memória dos judeus mortos ali. Isto não foi uma "rendição", mas um gesto de bom senso, num campo já tão carente dele quanto é o religioso. Porque os maometanos não podem fazer o mesmo?

Pelo mesmo motivo de proibirem crucifixos em seus países e reclamarem da proibição do uso do véu na França, e quererem construir perto de um local onde morreram brutalmente milhares de pessoas um templo em honra da religião dos seus algozes:  falta de sensibilidade, falta de um mínimo de respeito pela dor dos parentes daquelas pessoas.

Mas parece quem em nome da tolerância o Ocidente terá que suportar até mesmo o culto dos seus assassinos, até o dia em que a tolerância não se fizer mais necessária, já que eles terão imposto suas vontades através da força.

A partir daí, esse apedrejamento ideológico estará definitivamente substituído por aquele propriamente dito, tão difundido nos países que a turma da tolerância defende.

O véu do preconceito

Postado em 27 de jul. de 2010 / Por Marcus Vinicius 10 Comentários

O termo acima pode querer dizer tudo - desde um trocadilho pra lá de batido até uma forma de traduzir o drama das mulheres no assim chamado "mundo muçulmano" - mas também pode significar a forma como essa palavra foi estuprada pelo uso com o decorrer do tempo.

Poucas palavras foram tão violadas pelo uso indiscriminado quanto "preconceito", repetido e urrado como tábua de salvação para "ganhar" qualquer discussão, o que acabou encobrindo, esvaziando seu significado. E como todo mundo sente verdadeiro pavor de ser "preconceituoso", admite-se que tudo é tolerável, botamos tudo na conta da "diversidade".

Outro dia estava conversando com uma boa amiga sobre os direitos dos gays e disse a ela que não deveria haver nenhum direito "dos gays". Mas antes de me xingar de homofóbico, espere a explicação: "ser gay" pra mim não define uma pessoa, assim como "ser negro", "ser vascaíno", "ser casado" ou até mesmo "ser branco". As pessoas são filhos, pais, irmãos, tios, primos, amigos, profissionais, vizinhos, adoradores de sorvete de menta, cidadãos, enfim, pessoas, indivíduos com diversas características e, dentre elas, sua sexualidade. Portanto, não se justifica criar leis que protejam um segmento específico de cidadãos.

Somos tribais. O estranho, como o próprio nome já diz, nos causa estranhamento e isso é normal, é do ser humano. A tal globalização aliada ao ataque de gafanhotos do "politicamente correto" diz que as pessoas não podem torcer o nariz para nada. Só que cada um deve ter direito à sua cota de estranhamento - que alguns dirão "preconceito" - geralmente associada à sua formação cultural.

O que é normal nos grotões da África, não é em Nova Iorque. O que é inaceitável no interior do México, será perfeitamente comum na Suécia e o que é algo corriqueiro na Itália, será intolerável no Japão.

Assim somos nós, ainda que insistam que devamos lutar contra isso. Uma coisa, porém é você se espantar com o que é diferente, outra coisa é você usar esse espanto para agir à margem da lei.

Sair às ruas e espancar pessoas é crime sejam elas gays ou heteros. Injuriar alguém é errado independente do xingamento ser "crioulo!", "gay!" ou mesmo "branquelo nojento!". Agir com civilidade, dentro dos limites da lei, não é algo "opcional", é mandatório por mais redundante que isso seja, e as punições estão aí para isso.

E aí chego no ponto onde queria, que é a tal "Lei do Véu". A lei, aprovada pelo parlamento francês, proíbe o uso do véu islâmico integral em qualquer espaço público.

Óbvio que a turma da "tolerância" correu para condenar a medida, dizendo que era "perseguição religiosa" e "um absurdo", entre outros termos. Mas afinal, será mesmo? Muçulmanos não são muito conhecidos pela sua tolerância religiosa ou civil, sendo assim, não é difícil imaginar daqui a algum tempo "bairros" ou redutos muçulmanos em Paris onde mulheres, mesmo ocidentais, sejam hostilizadas por não cobrir a cabeça. A lei previne isso e também garante o direito à cultura ocidental do país.

E o que os escandalizados com a "Lei do Véu" talvez não saibam - ou ignorem - é que em países como a Arábia Saudita, por exemplo, o uso do véu é obrigatório mesmo para mulheres ocidentais, que estão sujeitas a uma surra de chicote no meio da rua caso não obedeçam à regra. No mesmo país - e em outros como o Irã - o simples ato de portar uma Bíblia é considerado crime passível de penas severíssimas.

Onde está a tolerância? Argumentarão que isso ocorre porque tais países são ditaduras, mas isso apenas confere uma legitimidade ainda maior à lei francesa, que foi fruto de votação em um parlamento democraticamente eleito, e não da vontade de um rei, imã ou aiatolá.

E cabe também lembrar que a tal "tolerância" é uma via de mão dupla (ou deveria ser). Os direitos individuais devem ser de todos e não dos negros e suas cotas, dos gays e suas passeatas, das pessoas do oriente que precisam emigrar para dar seguimento às suas vidas e seus véus.

Os brancos, heteros, cristãos e ocidentais também tem esse direito, inclusive o direito de proteger e preservar sua herança cultural.

Caso contrário, os "discriminados" serão eles.

O cuco nuclear

Postado em 16 de jun. de 2010 / Por Marcus Vinicius 1 Comentário

Quem não conhece o bom e velho relógio cuco? Não sei hoje em dia, mas sou do tempo em que todo mundo tinha uma casa de avó para ir que possuía um relógio desses na sala, anunciando com aquele seu tic-tac interminável e toque característicos a passagem das horas.

"Cuco-cuco-cuco!". Eu pelo menos já levei sustos homéricos quando aquilo resolvia piar de surpresa. Quer dizer, surpresa pra mim, que já era enganado pelo tempo que passa mais rápido do que imaginamos, porque para o reloginho eram os mesmos 60 minutos de sempre.

Mas não falo sobre tudo isso para contar histórias de um tempo que não volta mais, ainda que venha falar de atitudes que não têm volta.

O Irã sabidamente está buscando a tecnologia nuclear. 99% do mundo civilizado, clube do qual, aliás, o Brasil parece que resolveu abdicar de seu título de sócio no apagar das luzes do governo petista, acha que a República Islâmica busca o domínio do ciclo do enriquecimento do urânio com fins bélicos.

A ditadura religiosa dos aiatolás, a mesma que diz que o holocausto nunca existiu, jura também que essas intenções bélicas não existem. Pode ser realmente que os iranianos só desejem a energia nuclear para iluminar seus estudos noturnos do Alcorão? Sim, pode. É provável que não seja só isso? Sim, é provável, aliás, é muito provável.

Sabendo disso, o mundo que pensa e onde é permitido pensar resolveu tentar por vias diplomáticas demover o Irã desta idéia, mas não tem obtido muito sucesso na empreitada. Ao que parece o país dos aiatolás não tem pobreza, não tem problemas de saúde pública, não tem problemas até mesmo com a saúde da sua democracia e pode gastar todos os bilhões que ganha vendendo tapete persa para embarcar na aventura nuclear.

E o cuco está fazendo o seu tic-tac. Entre uma rodada de negociações e outra, entre reuniões do Conselho de Segurança da ONU para votar moções de condenação ou mesmo novas sanções, o Irã segue armando-se. Sendo bons alunos de Saddam Hussein, ainda que seus inimigos, os iranianos não cometeram os mesmos erros que o antigo ditador iraquiano cometeu em seu programa nuclear, que foi seriamente prejudicado por um ataque preventivo de Israel.

Suas instalações são espalhadas em diversos pontos do território do país, túneis e abrigos subterrâneos foram construídos com o auxílio tecnológico-humanitário de outro campeão da democracia, a Coréia do Norte, e finalmente, algumas instalações foram colocadas dentro de áreas com grande densidade populacional, para que o povo destes lugares tenha a imensa honra de se tornar mártir compulsoriamente em caso de algum ataque.

Ainda que possua uma defesa antiaérea fraca, o Irã está se reforçando com armas compradas da Rússia. Ainda que não possa lançar uma retaliação em grande escala contra Israel, ninguém duvida que ataques suicidas e com armas de destruição em massa serão lançados de vários pontos do Oriente Médio, vindos de países que os aiatolás alimentam com suas armas e seu dinheiro.

E não é só isso. Hoje, no cenário que se apresenta neste momento, os israelenses não possuem condições logísticas (caças, aviões-tanque, aviões de apoio, entre outros) para sustentar o ataque de várias semanas que seria necessário para destruir completamente o programa nuclear iraniano que já está em avançado grau de desenvolvimento.

O máximo que podem fazer é atrasá-lo, ganhar algum tempo para que alguma coisa possa ser feita e evitar que um regime fundamentalista possua armas nucleares capazes de desestabilizar todo o mundo. Para se ter uma noção do tamanho da ameaça, basta apenas uma bomba nuclear para destruir completamente o pequeno território de Israel.

Sem contar que outros países da região se acharão no direito de possuir essas armas também, como a Turquia e o Egito, por exemplo. Não consigo ver um mundo mais pacífico e seguro enquanto regimes que pregam que a morte é a maior glória e que dezenas de virgens aguardam sedentas pelos mártires no paraíso possuam a capacidade de causar uma destruição de proporções gigantescas.

A situação é clara: ou o Irã interrompe imediatamente seu programa nuclear ou Israel e os EUA, que possuem próxima e privilegiada base no Iraque, devem devem tomar medidas sérias e decididas para interromper o seu programa nuclear. O tempo corre, os aiatolás estão muito próximos de seu objetivo e a cada dia que passa uma ação desse porte torna-se mais difícil e custosa.

O regime islâmico iraniano já mostrou que não tem apreço nem pelo seu próprio povo. Os mortos, os torturados e presos nos protestos oposicionistas contra Ahmadinejad são a prova de que vidas humanas para eles são meros detalhes, afinal, o que importa é a "glória do martírio".

Agradeço imensamente, mas "passo" essa oportunidade "gloriosa" de virar mártir involuntário de uma causa na qual não acredito e nem apóio, e acho que todo o mundo civilizado deve começar a pensar nisso também, antes que o cuco resolva nos dar um susto e que seja tarde demais para voltar no tempo.

A flotilha da paz

Postado em 1 de jun. de 2010 / Por Marcus Vinicius 7 Comentários

No último dia 31 de Maio uma ONG (sempre elas) chamada Free Gaza organizou uma flotilha com 6 embarcações com intenção de furar o cerco à Faixa de Gaza e levar ajuda humanitária. Israel abordou essas embarcações para não permitir que chegassem ao seu destino e, durante a luta que ocorreu, o saldo foi de 10 mortos, 25 feridos e 600 pessoas detidas.

O mundo em peso condenou a ação israelense, ocorreram protestos em várias cidades e rapidamente países anti-americanos e anti-israelenses como Irã e Venezuela et caterva apareceram para dizer o já conhecido "eu avisei", como se aquilo tudo fosse a confirmação de que eles são o "bem" na eterna luta do bem contra o mal.

Confesso que não concordo com o embargo à Gaza. Não que eu considere digno de interlocução um governo liderado pelos terroristas do Hamas, mas simplesmente porque acredito que a pobreza, a ignorância e principalmente, a desesperança, são insumos para o extremismo e o terrorismo. Aquela gente passando fome, sem direitos básicos, sem possibilidade de planejar qualquer coisa no futuro só tem um sentimento: o ódio. E o ódio reprimido leva qualquer um a fazer coisas que não faria normalmente.

Mas entendo também o chanceler de Israel, Avigdor Lieberman, homem prolixo e fértil em dizer asneiras que incendeiam ainda mais a fogueira do conflito árabe-israelense, mas que está coberto de razão quando diz que Israel já cedeu mais territórios aos palestinos do que os que ainda sobram para serem devolvidos, e ainda assim o conflito só piorou.

A Faixa de Gaza foi devolvida aos palestinos integralmente, até os famigerados assentamentos foram retirados, mas ainda assim ela serve como plataforma de lançamento de foguetes palestinos contra as cidades israelenses próximas.

Durante as conferências em Camp David, foi oferecida aos palestinos a devolução total de Gaza e da Cisjordânia, além de Jerusalém Oriental como capital do seu estado independente. Eles recusaram, porque queriam também a volta de exilados que estavam em outros países.

A cada concessão, nova exigência. Porque isso? Simples, porque toda essa luta palestina gera fundos de ONGs e governos estrangeiros, que enriquecem os líderes daquele povo, enquanto seus liderados são mantidos na miséria.

Mas não existe ninguém totalmente "bonzinho" ali. Israel faz questão de alimentar seus críticos e detratores com medidas impopulares, inumanas e truculentas. Um muro que cerca a Cisjordânia e ajudou a impedir ataques suicidas espertamente tungou 10% do território palestino. A cada foguete caseiro lançado contra o país, as Forças de Defesa de Israel (IDF, em inglês) lançam ataques poderosíssimos, que deixam um rastro de mortes.

Postos de controle que garantem a segurança interna também infernizam o ir-e-vir dos palestinos. Sem contar o fato de ser a única democracia real do Oriente Médio e ainda assim conviver com a incômoda realidade dos campos de refugiados.

Tudo isso dificulta a tarefa de quem deseja defender Israel no campo das idéias, porque à primeira vista o país faz muito para justificar a cota de ódio da qual é objeto.

Mas aí eu lembro que em países islâmicos sem ocupação alguma, o povo é oprimido por seus próprios governantes do mesmo jeito. Irmãos atacam irmãos, pais tratam suas filhas como animais, sociedades criam monstros como os Talibãs, enviam terroristas para atacar pessoas do outro lado do mundo com a simples justificativa de que são "infiéis". E tudo isso sem ocupação alguma que justifique tanto ódio, tanta violência.

Convenhamos: não existem terroristas israelenses explodindo bombas em metrôs. Eles usam violência exacerbada em várias ocasiões, mas o fazem na intenção de defender seu país de pessoas que afirmam para quem quiser ouvir que seu objetivo é "destruir Israel, varrer o país do mapa e jogar os judeus no Mediterrâneo".

Não existem israelenses surrando mulheres porque saíram às ruas sem usar um véu e também não vemos um presidente ou premier israelense há tanto tempo no cargo quanto os presidentes do Egito e da Síria, os aiatolás iranianos ou o "comandante" Fidel.

Numa equação simples, numa escolha entre o preto e o branco, eu tendo a dizer que preferiria muito mais ser um israelense a ser um cidadão de qualquer outro país árabe, pelo simples fato de que, em Israel, as pessoas possuem dois ítens raros naquela região tão rica em petróleo: liberdade e democracia.

Mas chega a ser uma pena que um povo que sofreu tanto durante a Segunda Guerra não tenha a sensibilidade de poupar alguns inocentes de tanto sofrimento, de evitar assim que se criem cobras que tentarão mordê-los mais adiante, e que forneçam tanta munição para extremistas, autoritários e terroristas nessa "guerra ideológica".

O problema é que por mais concessões que Israel faça, o país jamais poderá dar aos palestinos e ao mundo árabe o que estes realmente desejam que é a sua destruição. E ninguém pode exigir de um povo que este se ofereça ao sacrifício em nome de qualquer coisa, nem mesmo da paz, porque isso não seria paz, seria rendição.

Chego a conclusão de que o homem, o ser-humano, não deu muito certo.

La Mohammed poderia ser você

Postado em 1 de set. de 2009 / Por Marcus Vinicius 2 Comentários

Lal Mohammed tentou votar para presidente no Afeganistão. Lal Mohammed foi pego pelos talibãs no caminho da seção eleitoral. Lal Mohammed foi espancado e teve seu nariz e orelhas cortadas, pelos "sagrados" guerreiros do Talibã.

Assim como Lal Mohhamed, vários manifestantes contrários ao resultado da eleição no Irã foram espancados. Não tiveram seus narizes cortados, mas foram estuprados e abusados em prisões fétidas. Tudo isso feito pelos "sagrados" guerreiros da Guarda Revolucionária iraniana.

O que existe em comum nestes dois casos, além da violência contra cidadãos que tentavam exercer seus direitos? Muitas coisas, mas duas que particularmente me chamam a atenção: em ambos os agressores acusaram os "estrangeiros e ocidentais" de conspirarem contra o islã. E em ambos esta tal conspiração contra o islã também atendia pelo nome de "democracia".

George W. Bush foi um presidente controverso. Aproveitou-se de um momento de união nacional devido aos ataques do 11 de setembro para perpetrar uma política bélica agressiva, a tal "ação preventiva".

Sua truculência e a de seus assessores e conselheiros acabou por criar uma onda de anti-americanismo e uma simpatia por regimes islâmicos que é totalmente descabida por parte de quem, na visão destes regimes islâmicos, representa todo o mal que possa existir no mundo, ou seja, nós ocidentais não-islâmicos.

George W. Bush falhou em transmitir esta idéia. Falhou em administrar seu país de forma que a sua economia não desmoronasse sobre ele, falhou em vários aspectos, mas foi bem sucedido naquela que foi a linha mestra do seu governo: a segurança.

Depois do 11 de setembro, nenhum, repito, nenhum, e sem pudor repito outra vez, nenhum terrorista islâmico explodiu sequer um traque nos EUA. Tentaram, mas tudo foi em vão. O país passou 7 anos sem sofrer nenhum outro atentado.

O resto do mundo claudicou no início e Espanha e Inglaterra tiveram o seu quinhão da "tolerância" islâmica. Passaram a adotar as medidas impopulares e "exageradas" da doutrina Bush.

Igualmente passaram a ser mais seguros.

Mas não é sobre o presidente Bush, que eu particularmente não tenho a menor vergonha de dizer que gosto, que eu quero falar, é sobre a tal "tolerância" que é ditada como obrigatória a todos nós.

Os países muçulmanos possuem com ocidentais, não-islâmicos e principalmente judeus e cristãos uma tolerância que somente vemos paralelo nos leões e zebras.

Sim, os senhores de turbante tem conosco a mesma tolerância que um leão tem com uma zebra no Serengeti. Se puderem nos traçam, sem pena. Caso não seja possível, nos observam ao longe, esperando uma oportunidade.

Todo país cristão ocidental possui mesquitas funcionando livremente. Entoam seus cantos e louvores a Maomé, aquele que disse que o islã deveria ser difundido na base da espada se necessário, com toda a liberdade que nos negam em seus países para louvar Cristo, Buda, Abraão ou qualquer outro.

Na Arábia Saudita, por exemplo, carregar uma Bíblia ou um crucifixo é crime passível de cadeia e punições severíssimas (conheço algumas ONGs e militantes brasileiros que devem adorar a idéia, mas não é sobre elas que quero falar também agora).

Convencionamos dizer que a "minoria atuante" islâmica é assim, que eles na verdade são um "povo de paz". Vou parar de usas aspas aqui mas coloquem-nas aonde convier, porque tudo que direi é relativo. Dizemos que eles são oprimidos, que apenas devolvem a violência que sofrem, que são incompreendidos, que são vítimas, enfim, tudo que faz parte do discurso vitimista para justificar violências que outras pessoas sofrem sem terem feito nada para merecer isto.

É a maldita "divida histórica", paga com suor e sangue de inocentes.

Não são minoria. Se são, contam com a simpatia ou pelo menos a cumplicidade da tal "maioria" e por isso representam, sim, um aspecto determinante desta cultura.

Explodem bombas, cortam narizes, fazem ataques terroristas, vivem em outros países quando imigram para eles em guetos como se ainda estivessem na sua terra e, pior, tentam impor sua cultura até onde são imigrantes.

Conheço um austríaco que teve problemas quando sua filha quis casar-se com um turco. Ele não via nada demais nisso, a família turca sim. Não queriam "misturar-se".

Funciona assim: os euros austríacos são bem vindos, os genes, não.

Essa tendência de tolerância excessiva ocidental vem da tal "culpa" histórica sabe-se lá pelo que. Pelo período colonial? Pelas cruzadas? Pelas guerras? Ora, o islã ocupou a Europa, matou muita gente e até hoje acusa o ocidente por tudo de mal que lhes aflige.

Condenaram o presidente Sarkozy por proibir o uso do véu nas escolas, mas esquecem-se que no início seria apenas a "permissão" do uso, dali a pouco todas as meninas muçulmanas seriam obrigadas a usa-lo caso contrário sofreriam punições na sua comunidade, e mais a frente até as não-muçulmanas acabariam sendo obrigadas a usa-lo, caso eles pudessem fazer isso.

Não se esqueçam: falamos aqui de uma religião e uma cultura que proibem a livre manifestação religiosa em seus países. Tudo o que eu disser sobre eles aqui não será exagero.

Não digo que deveríamos fazer igual. Devemos manter a liberdade de culto sempre, pois essa é a essência de nossa civilização (Quem vier falar de inquisição levará uma espada da idade média enfiada no nariz, falo de hoje, dos dias de hoje).

Não adianta nada, pois eles continuam sendo intolerantes, mas não nos iguala, o que já é muito bom.

Israel (contra quem tenho milhares de diferenças, diga-se de passagem, mas que é a única democracia real no Oriente Médio) é a prova que não adianta ser tolerante. Lá funcionam mesquitas, existem árabes que são cidadãos do país, mas eles continuam sendo acusados de "tirania", quando na Palestina ocupada, por exemplo, ainda se apedreja mulheres que não submetem-se aos ditames do Alcorão.

Não devemos modificar a essência de nossa cultura para fazer um "olho por olho", mas devemos ser mais incisivos na sua defesa e em não permitir que nos satanizem desta forma.

Os "bandidos" no Afeganistão são os talibãs e não os marines.

Essa tolerância excessiva é que cria espaço para que, por exemplo, um jornal europeu tenha jornalistas ameaçados de morte porque fez uma caricatura com a imagem de Maomé. Caricatura de Jesus pode, de Buda pode, de qualquer um pode, Maomé não pode porque é mais "sagrado'?

Não, não é. Apenas tem entre seus seguidores os religiosos mais fanáticos, violentos e fundamentalistas que existem.

Alguém pode argumentar que todas as religiões só servem ao mal, que se não existissem o mundo estaria bem melhor. Respeito essa opinião apesar de não concordar com ela.

Se fosse tão simples assim, acho que veríamos monges budistas perseguindo judeus com espadas ou padres catolicos trocando tiros com evangélicos, só para citar algumas das maiores religiões monoteístas e algumas sub-divisões.

Não vemos. Só existe terrorismo islâmico, só existe intolerância religiosa oficial em países islâmicos e somente estes países lutam tão ferozmente contra coisas como tecnologia, informação, liberdade, democracia.

Em nenhum outro país do mundo persegue-se tanto a liberdade das mulheres, da individualidade, da livre escolha quanto nos países muçulmanos. 689 livros como "O Caçador de Pipas" ou "Desonrada", que falam sobre a repressão, estupros e violências nos regimes e na sociedade islâmicas não me deixam mentir.

Vamos perder o pudor de falar que são sociedades piores neste aspecto sim, que precisam mudar de um jeito ou de outro, não devemos nos curvar ante a sua violência em nome de uma suposta tolerância que acabará nos soterrando.

Devemos ter noção que, no patamar atual, nossa sociedade ocidental capitalista, cheia de defeitos, diferenças, problemas e milhões de questões que devem ser melhoradas ainda é o que existe de melhor disponível.

Lembro sempre do que disse Churchill nestas horas, assim falou o velho premier inglês: "A Democracia é um mau regime; mas é o melhor que se conhece".

Isso é um fato e jamais devemos deixar esta idéia esvaecer de nossas mentes. É no campo das idéias que todo conflito é vencido primeiramente.

É cool ter ódio dos EUA e apoiar, digamos, a resistência árabe, mas pergunte a si mesmo por um instante: você preferiria viver sob um governo americano ou sírio?

Não sejamos mais zebras, pois isso é tudo o que os leões mais desejam.
 
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