Mostrando postagens com marcador Reinaldo Azevedo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Reinaldo Azevedo. Mostrar todas as postagens

Cotas: poço de polêmicas, fonte de aproveitadores

Postado em 10 de mar. de 2010 / Por Marcus Vinicius 26 Comentários

O Senador Demóstenes Torres (DEM-GO) falou no STF contra as cotas raciais. Disse coisas que qualquer pessoa sem quebra-molas nas sinapses compreenderia perfeitamente. Disse que reinos africanos também possuíam escravos, que nem todas as relações inter-raciais durante a escravatura eram estupros e que brancos pobres ficam desassistidos quando se adota um critério racial para beneficiar um grupo étnico com vagas em universidades.

Só que os ditos "Movimentos Sociais", leiam-se amontoados de gente doida por verba pública e boquinhas, com raras exceções, não tem apenas quebra-molas, eles possuem verdadeiros muros de Berlim nas suas sinapses, impedindo-os de enxergar um palmo além das suas cartilhas.

Vamos ser honestos: a defesa do sistema de cotas, feita de forma truculenta e objetivando difamar, destruir e eliminar do debate qualquer opositor é a defesa de um dogma e de interesses específicos.

Movimentos sociais defendem isso porque faz parte de um "big picture" que contará também com "controle social da imprensa" e "comissões da verdade".

Os beneficiados, leia-se alguns negros, defendem porque isso os permite conseguir uma vaga tirando quase metade da nota que os demais.

Alguns políticos como o ministro da "igualdade" racial Edson Santos (carreira política dedicada a questões raciais e defesa de ocupações em favelas) defendem porque sua poupança de votos encontra-se depositada nesta conta.

Qual a diferença dessa gente para quem se opõe às cotas? Simples: são organizados, são histriônicos e contam com um sentimento poderosíssimo ao seu lado: a culpa.

As pessoas têm horror de serem chamadas de racistas, afinal, negros sofreram mesmo mais do que bolacha em boca de velho durante a história do Brasil.

E eles se aproveitam disso, distorcendo e amedrontando aqueles que desejam na prática o que esse pessoal prega no seu discurso furado: igualdade racial.

E igualdade pressupõe que numa nação miscigenada como é o Brasil, negros, brancos e índios são atingidos pela pobreza da mesma forma e que uma cota social atingirá proporcionalmente as parcelas da população de cada etnia de forma homogênea.

Mas quem disse que movimento social é feito para promover pensamento, debate ou entendimento? São tropas de choque, tal qual os delinquentes do MST, que querem, desejam, anseiam pelo conflito porque de outra forma, qual a razão de existirem?

Num ambiente de paz, igualdade e distensão social, qual o objetivo e a utilidade daquela turma de turbante, camisas vermelhas, bandeiras e picaretas nas mãos?

Mas é mais fácil um governante distribuir vagas para um punhado de negros, o que faz um estardalhaço danado e o coloca do lado "social" da questão, do que enfrentar o verdadeiro problema que é a educação de péssima qualidade que é oferecida no Brasil.

E isso cria a curiosa situação onde as pessoas que defendem que não existe diferença de raças e que as oportunidades devem ser iguais para todos é que são taxadas de racistas.

Reinaldo Azevedo vem constantemente falando disso, de reportagens que distorcem a realidade e tentam a todo custo ajudar esses movimentos sociais a ganhar a simpatia do leitor.

O professor Demétrio Magnoli também fala disso bastante e por isso os dois merecem ataques de todo lado, desde Élio Gáspari com sua pena claudicante, até a "musa" das ONGs Laura Capiglione.

Tenho evitado falar disso, porque sei que só causa confusão e no fundo ninguém está aberto a mudar de idéia, mas dessa vez eu precisei falar do assunto.

Isso porque li esse texto, de Leandro Fortes, que chamava a Folha de São Paulo às falas por ter publicado este outro texto do prof. Magnoli em que ele chamava os jornalistas Laura Capiglione (sempre ela) e Lucas Ferraz de delinquentes por distorcer a fala do senador Demóstenes.

Nos comentários deste e de outros blogs que replicaram o texto, chamou a atenção a generalização. Para aquela gente, toda pessoa contrária às cotas é racista, negacionista, insensível, corrupta e "deprimente".

Deprimente aliás é uma boa palavra para usarmos nesse debate sobre cotas.

Mas na minha opinião, deprimente mesmo é ver repórteres distorcendo o que o senador Demóstenes falou, para enganar os leitores e ganhar no grito a perpetuação dessa política de cotas raciais, que é a coisa mais vagabunda que existe no Brasil.

Sempre que converso sobre o assunto a maioria das pessoas se diz contra cotas raciais, inclusive negros. Mas um dos grandes problemas do militante esquerdopata é que ele acredita saber mais o que o "povo" deseja do que o próprio povo, e aí sempre que podem empurram goela abaixo deste as suas medidas de exceção, as suas práticas de colocar cidadão contra cidadão.

Reinaldo Azevedo, sempre ele, diz com muita propriedade que as esquerdas quando não estão se fazendo de vítima é porque estão fazendo vítimas. E o sistema de cotas é mais uma vitimização de quem perde duplamente, na vala comum da pobreza e depois, nos tribunais raciais que definem quem merece ou não uma vaga em universidade pública.

Mas infelizmente a imprensa e a internet estão recheadas de aproveitadores, gente que quer a todo custo um soldo, uma boquinha pra defender essas baboseiras que o PT e esses movimentos sociais promovem.

Tudo não passa da busca mais capitalista possível pelo dinheirinho fácil, como as verbas públicas que supostamente foram gastas nessa campanha difamatória e mistificadora contra a ação do DEM que só diz o que é óbvio: que a pobreza no Brasil não tem cor.

Mas e daí, não é mesmo? Organizados são eles, os vagabundos que defendem comissões da verdade e tribunais raciais em universidades.

Só me resta prestar minha quase solitária solidariedade e dar meus parabéns ao professor Demétrio, por ter dado nome aos bois que, claro, vão mugir reclamando.

O samba do frasista doido

Postado em 3 de mar. de 2010 / Por Marcus Vinicius 3 Comentários

Confesso que adoro uma frase de efeito. Uma boa amiga, professora inclusive, observou que sempre procuro terminar meus textos com uma máxima. Admito: não consigo imaginar melhor conclusão.

Antes, quando não possuia um blog, tinha menos paciência para ler o dos outros. Simplesmente não era o tipo de leitura que me interessasse e o caráter extremamente pessoal dos blogs contribui muito para isso. Ainda sou um viciadinho da boca de fumo da "informação isenta". Menos, mas ainda.

Também sou admirador de grandes frasistas, Chesteron, Nietzsche, Reinaldo Azevedo (o livro de máximas dele é deliciosa leitura), alguns políticos da antiga como Tancredo e Brizola, enfim, aonde estiver uma boa frase, estarei lá oferecendo a ela meu milk-shake de admiração e inveja negra chocolate.

Frases como "O verdadeiro homem quer duas coisas: perigo e jogo. Por isso quer a mulher: o jogo mais perigoso"¹. Ou ainda "Há mais simplicidade no homem que come caviar por impulso, do que naquele que come nozes por princípio"². E ainda "Não confio em religião mais nova do que o meu whisky"³, são demolidores exemplos de que o mínimo pode destruir uma biblioteca inteira se for bem calibrado.

Uma boa máxima é a formiga no piquenique da estupidez convencionada.

Olha só, criei uma. :P

Mas há que se ter cuidado com elas.

Outro dia entrei num blog, que não vou dizer o nome para não pensarem que é ataque pessoal, de um cara que é brilhante, mas brilhante mesmo, um excelente frasista. Tem cada coisa ali que é de tirar o chapéu.

Mas...eu com os meus "mases", existem excelentes textos com frases perfeitas e textos de merda cheio de frases excelentes. É aquela coisa que causa coceiras em todo mundo que gosta de ler e criar frases: cunhei uma! E agora? Coloco aonde?

Não, não vou enfiar onde vocês pensaram, mas o dilema é real.

Quando, o que é pouco usual, a frase não nasce na usinagem do texto, a gente fica louco pra usá-la em algum lugar e corre o risco de soar como "A recompensa esta no fazer. Não é possível fazer um bom negócio com uma pessoa ruim, os bons artistas copiam, os grandes artistas roubam porque o hábito é o melhor dos servos, ou o pior dos amos. As pessoas não sabem o que querem até você mostrar a elas. Leia os meus lábios".

Esse samba do frasista doido aí em cima conta com coisas ditas por Warren Buffet, Emmons, Clarice Lispector, Picasso, Charles Schulz e Bush pai. Como se nota, não tem nenhum Zé Ninguém aí no meio e no entanto o resultado é um lixo quando mal encaixado.

E no caso desses blogs acontece isso aí mesmo: são frases excelentes salteadas por piadas internas, epifânias mal explicadas, incongruências e, finalmente, o vício do qual muitos blogueiros formam fila pra consumir tal qual bêbados em loja de destilados: a brevidade textual.

Em nome da tal concisão, os textos terminam de repente. Acho que o cara está lá escrevendo e pensa "Xiii, passei do limite de palavras/frases/parágrafos que o Manual do Aspirante a Problogger preconiza, tenho que terminar já".

Aí lemos algo como "Então eu estava no supermercado, com meu carrinho de compras abarrotado de besteiras nada saudáveis e aquela gata usando roupa de ginástica começou a me dar mole. Fiz uma piadinha dizendo que eram compras pro meu irmão gordo que estava em casa jogando Wii, ela riu e me chamou pra tomar um açaí com clorofila e na cama, fumando um cigarro pensei: melhor trepada da minha vida".

Passam da azaração ao pós-coito com a velocidade de um coelho literário.

Isso aliado a frases bem feitas, porém desconexas, transforma qualquer texto numa verdadeira prova de resistência para se chegar até o final. Preciso voltar duas, três vezes para tentar entender e no fim, bem, no fim não tenho tempo nem de gozar direito já que, como o tamanho dos meus textos demonstra, eu prefiro tudo um pouco mais devagar.

É isso. Terminou. De repente e sem frase de efeito.

1. Nietzsche, 2. Chesteron, 3. Reinaldo Azevedo

O "militante"

Postado em 24 de ago. de 2009 / Por Marcus Vinicius 3 Comentários

Confesso que segunda-feira geralmente estou pouco inspirado. Sabe como é, ressaca do final de semana, saudade de passar o dia à toa ou só pensando na difícil tarefa de "como me divertir", aí o que fica é esse gosto de tábua de chiqueiro na boca (opa, o Palmeiras venceu!) e uma falta de assunto que me faz ter vontade de falar sobre algo que eu considero uma das "natas" da hipocrisia e malice de um ser humano: a militância.

O militante é, antes e acima de tudo, aquele sujeito que vai ter opinião até sobre os Tigres do Tamil e a questão dos separatistas da Pacóvia do Norte.

Seja qual for o assunto ele está lá, o chato perene, contra ou a favor, ainda que dele conheça apenas a aparência ( ou pouco ligue para algo mais), seja o bigode , a barba ou a boina.

Identificamos grandes criadouros de militantes em universidades públicas ou nos DCEs de qualquer universidade em geral. Professores secundaristas também estão sujeitos a este fenômeno e nem preciso falar de sindicalistas ou "ongueiros".

O cara usa seu jeans Armani surrado e a estampa do Che em uma camiseta ou qualquer outro pano que custe mais de 100 reais, mas acima de tudo tem "consciência social".

Digamos que seriam como playmobils do Tico Santa Cruz na postura, todos produzidos em série, todos com uma opinião "abalizada" sobre tudo.

Já estudei em faculdade, então sei bem como é. Os caras ficam ali no DCE pensando qual a próxima festinha ou "manifestação", tem sempre aquela pinta de intelectual com barba por fazer, vestimenta cuidadosamente desleixada e bolsa a tiracolo impressionando as meninhas, aliás, impressionam somente as calouras e aquelas já mais veteranas que tem problemas de percepção do mundo à sua volta e realmente acreditam que Che Guevara foi um herói, que Cuba é uma nação revolucionária livre e perseguida, e que bolivarianismo é algo mais do que uma doutrina punguista, que tem como objetivo assaltar a democracia utilizando-se de seus próprios meios para isso.

Outra coisa que lembro bem eram os professores do ensino médio. Todos ávidos em me "explicar" como o capitalismo é decadente, como os EUA são um grande satã que tem planos de dominar a alma dos latino-americanos, como a violência nas grandes cidades é culpa do "egoísmo da classe média" e, last but not least, que a Coca-Cola é a água negra do imperialismo.

Nem preciso dizer que tive muitos problemas nesta época. Minha mãe chegou a ser chamada no colégio para explicar como uma criança pode ser, nas palavras da "mestra", tão "direitista e reacionário".

Como se vê, se essa gente pudesse agir à solta, teríamos "campos de reeducação doutrinária" no Brasil também.

Mas aí já é querer ir muito a fundo no assunto, quero falar é da chatice e do embuste que representam esse pessoal.

Sabe quando você está se referindo a alguém e diz "ah sim, sei, aquele que é preto..." e o cara corrige em tom professoral "Que isso, meu?!Não fala assim perto de mim não! É neeegro...", a partir do dia que resolverem me chamar de "claro", eu compro a idéia. Até lá, não, obrigado.

Ou então você lê no jornal a notícia de um indivíduo de 17 anos, que matou um casal de jovens não sem antes estuprar a moça e esquertejar o mancebo, e exclama: "um desgraçado desses tinha que ser fuzilado", e logo o Zé da Boina ao lado solta um "Mas ele é vítima da sociedade! Esse seu discurso embotado é que estraga o Brasil!".

Um ladrão "está tomando o que a sociedade lhe negou", um traficante "é uma criança que não teve educação e está devolvendo à sociedade a violência que sofreu", um sem-terra que curiosamente só invade fazendas produtivas do agronegócio é um " guerrilheiro campesino, que só quer um lugar para plantar".

Pensem em quantos clichês e teorias pachorrentas quiserem, cada uma delas será abraçada pelo militante.

Curiosamente, 90% deles realiza suas reuniões de cúpula sentados numa mesa de bar ou na praia de Ipanema, com a bandeirola do partido ao alto junto com as nádegas das moças. Todos admiram o fato de que em Cuba "não existem crianças que passam fome", mas ninguém muda pra lá pra ajudar a distribuir o sopão.

Todos revolucionários marxistas, comunistas, o escambau do Século XXI, mas curiosamente não se oferecem para viver a única experiência realmente comunista em curso no mundo atualmente, que é a da Coréia do Norte.

Tenho certeza que Kim Jong Il os receberia de braços abertos, mas talvez lá não exista uma praia de Ipanema, nem choppinho, nem DCEs, manifestações e muito menos Big Macs ou Sundaes para degustar depois da passeata.

Ouvi dizer aliás que na terra do "querido líder", passeata só se for a seu favor e autorizada previamente por todos os 397 comissários responsáveis pelo setor. Tudo devidamente carimbado e em duas vias como é praxe na eficiência de estados esquerdistas.

Veja você que o militante é um cara tão legal que até gosta do Obama! Um chefe de estado do "império". É um marco que um "afro-descendente", de matizes esquerdistas, que deseja "espalhar a riqueza" e estatizar a saúde (a General Motors e alguns bancos ele já estatizou), esteja à frente daquele país, para purga-lo de "todo o mal que sempre fez".

Como diz o Reinaldo Azevedo muito bem, não conheço um único anti-americano que não adore o Obama.

Os militantes são assim, sua regra para gostar ou não de alguém foge do simples "certo" ou "errado" e passa mais pela pergunta "está ao meu lado?". Se a resposta for "sim", a pessoa passará a ser referência, e terá credibilidade atestada independente das asneiras que diga. Se a resposta for "não", bem, pode ser até Jesus Cristo que não será "uma pessoa muito boa".

Vejam que até crucifixos em repartições públicas estavam incomodando os militantes.

Funciona mais ou menos assim: corruptos tomando conta de todas as esferas de poder do país? Tudo bem. Petralhas aparelhando o serviço público? Bom. Lula apoiando o Sarney? Bom! Lula fazendo as pazes com Collor e chamando o "caçador de maracujás" de perseguido? Muito bom! Jesus Cristo nas repartições públicas? Não...acho que faz mal para o país.

Seja qual for o assunto haverá um militante para defende-lo: vegetarianismo, promoção da racista política de cotas (branco pobre? o que é isso?), petralhismo, defesa de ocupação dos morros por barracos, colocar a culpa pela poluição no chá que a sua avó faz todo dia, te chamar de egoísta porque não faz "trabalho social" mesmo entregando ao governo 40% do que ganha todo ano...

São especialistas em disseminar a culpa dos outros, enquanto jogam a sua para baixo do tapete. Sejam os mortos vítimas dos regimes "ideais" que defendem, sejam os pecadilhos que cometem quando tem alguma oportunidade.

O curioso é que a militância, em grande parte dos casos, é o pré-vestibular da boquinha. Um imenso contingente destes "companheiros", assim que conseguem um posto seja na máquina partidária, seja na administração pública, conventem-se em pragmáticos.

Vamos ajudar o "povo" mas primeiro vamos nos ajudar. Sabe como é, "Mateus, primeiro os teus", nestas horas até a Bíblia passa a valer.

Atualmente o indivíduo branco, hetero, cristão, de classe média e que pague todos os seus impostos é a nova minoria oprimida do país. Tem todos os deveres, é passível de todas as punições, mas os seus direitos cada vez mais vão diminuindo, para que ele possa pagar com o próprio suor uma "dívida histórica" que não acaba nunca.

Era melhor dever para um agiota.

E o pior de tudo, nenhuma ONG, Associação ou militante estão aí para defende-lo.
 
Template Contra a Correnteza ® - Design por Vitor Leite Camilo