"Muitas pessoas buscam na internet informações sobre seu microcosmo. Elas querem saber por que está faltando luz ou a razão do barulho na vizinhança e esperam que alguém saiba e coloque na rede."
A frase acima não é de algum dono de serviço de auto-falantes ou rádio comunitária e muito menos do dono de algum serviço de peixe-delivery, só que enrolado no jornal do dia, é de um dos criadores do Twitter, Biz Stone, dita em uma entrevista à revista Veja.
Outro dia falei aqui sobre a fixação que temos por criar listas dos "melhores" de tudo, não sou muito fã destas definições por achá-las superficiais e subjetivas, mas não tenho dúvidas que 10 entre 10 internautas apontariam o Twitter como o destaque, o fenômeno, a última bolacha do pacote da internet mundial (até que inventem outro biscoito, é claro).
Conheço muito pouca gente que tenha passado o ano de 2009 sem ouvir as perguntas do título.
E comigo não foi diferente. Há pouco mais de um ano atrás conheci o Twitter mais ou menos como a maioria das pessoas: ouvi falar em algum lugar, entrei e logo em seguida fiquei imaginando pra que diabos aquilo servia.
E creio que o processo que se deu comigo foi igual com todo mundo, ou seja, eu fui descobrindo a minha maneira de utilizar o Twitter, seja para absorver informação quanto para divulgar conteúdo ou simplesmente conversar fiado.
Fiz amizades e conheci pessoas que jamais teria conhecido se não fosse pelo site de microblog, algumas pessoas parece que conheço há bem mais do que esse ano que passou desde que cheguei.
Até este blog aqui, aconteceu e é levado a sério em muito pela divulgação que o Twitter me permite realizar e a consequente interação que posso desfrutar diariamente com quem me lê. Posso dizer que por causa do Twitter eu me interessei pelo blog e acabei vindo parar aqui.
O micro me trouxe ao macro.
O Twitter também trouxe ao nosso cotidiano expressões que nem imaginávamos que fossem se tornar tão corriqueiras como "retweet", "trending topics", "Follow Friday", os tão bem falados por uns quanto esculhambados por outros "scripts" e nos ensinou a outrora tão complicada diferença entre "followers" e "followings".
Sem contar que nos associou definitivamente ao símbolo da arroba, transformando-a quase em nosso prenome digital.
Virei o @mvsmotta , que segue e é seguido por outras tantas "arrobas".
Mas tirando este aspecto de "estilo", quem sabe até de comportamento, a frase do criador do Twitter que abre este post resume bem o segredo do sucesso e o porque da loucura que o site causou no mundo todo, este globalizado planetinha que agora pode mobilizar-se em razão das eleições no Irã, de uma cantora feiosa na Inglaterra ou simplesmente para demonstrar sua cabeça oca e emplacar um "chupa" nos Trending Topics.
O Twitter tornou-se não só algo "legal" de se usar, mas também necessário.
As pessoas passaram a procurar nele notícias sobre seu país, sua cidade e até seu bairro. Ele, em sua imensa e esmagadora universalidade, contribuiu para que os seus usuários voltassem para o seu microcosmo, por mais paradoxal que possa parecer e, no fim, a globalização levada às últimas consequências que o Twitter trouxe nos remeteu de volta à paróquia, à vizinhança, ao aspecto mais minimalista do nosso dia a dia.
Um cafezinho num bar agradável virou notícia, uma compra ou uma pechincha virou assunto, a feirinha da esquina que tem lichias em promoção virou manchete.
Buscamos o Twitter para saber do trânsito, das ridículas blitzes da tal Operação Lei Seca, dos novos escândalos políticos, dos últimos micos das subs-pseudos-protos-celebridades-lixão, para saber o que houve quando toda nossa cidade apagou e terminamos por descobrir que o país inteiro estava às escuras.
Barack Obama foi enaltecido por usá-lo, depois confessou que outros usavam por ele, mas tudo bem, o Twitter é esse sucesso todo também por isso: trouxe as "estrelas", os "famosos" e os "VIPs" para a praça, para o "pé-de-igualdade" com o anônimo, o "transeunte", o "comum".
No Twitter todos tem voz, todos podem fazer sua voz reverberar, tanto para o bem, quanto para o mal (a Xuxa que o diga).
Ele passou a pautar jornais, televisões, "orkutizou-se" e se transformou numa forma de comunicação rápida, eficaz, democrática e necessária.
E isto me leva à outra frase de Biz Stone, dita na mesma entrevista: "Nosso serviço é aquele tipo de coisa de que ninguém sabia que precisava até começar a usá-lo" .
Quando diz isso, ele sabe muito bem do que fala.
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O que é Twitter? Pra que serve o Twitter? Quem é Twitter?
Postado em 21 de dez. de 2009 / Por Marcus Vinicius 5 Comentários
Para onde vamos com a internet?
Postado em 16 de out. de 2009 / Por Marcus Vinicius 5 Comentários
Estava zapeando por aí quando cheguei a um blog que dizia algo muito interessante sobre a constante evolução das ferramentas da internet e da mobilidade das tais redes sociais.
O artigo falava mais especificamente da dificuldade que "gurus" da blogosfera tiveram para transferir sua fama virtual para o Twitter, o que gerou o maior mimimi por diversos motivos (Twittess, scripts, relevância relativa, métodos de auferir a tal relevância, etc, etc) e como está sendo dificílimo para estes "semi-deuses de coisa nenhuma" aceitarem a mudança de foco do leitor, de um monólogo extenso que é o blog, para uma troca de mensagens curtas que é o Twitter.
Como bem citou o autor, mencionar que na internet quem manda de verdade é o surfista-internauta é um clichê, mas como atrair e prender a atenção dele é uma discussão válida.
A alta blogosfera tupiniquim se considera uma espécie de bispo Macedo de uma igreja virtual, para eles "formadores de opinião", desprezar a grande mídia desvalorizando-a e debochando de seus defeitos é praxe e tentar manejar os leitores do blog como se fosse seu "ativo" é normal.
A internet evolui e não só transforma tudo em novidade, mas faz com que algo relativamente novo torne-se "matuzalênico" bem rapidamente. A blogosfera hoje, quer dizer, a "alta blogosfera" em pouco difere da grande mídia que eles tanto atacam, talvez faltando apenas orçamento compatível e formação acadêmica.
Não querem ou não sabem mais como inovar em busca de cativar os leitores, daí repetem a mesma fórmula que sempre adotaram e reclamam do que aparece de novo.
Como já disse antes, uma imensa quantidade de blogs "famosos" é um fim em si mesmo. Adoram um tutorial, uma lista de "10 regras pra sabe-se-lá-o-que", fazer auto-culto da sua "grande, apaixonante e inigualável persona" e faturar uma graninha quando puder.
O "semi-deus-proto-ou-propriamente-dito-problogger" é aquele cara que acha que sua opinião vale mais do que a de uns 10 mil "internautas-mortais" juntos, e pode não se sustentar disso, mas acha muito bem vindo o dinheirinho que pinga através do adsense e posts-pagos mal disfarçados.
Nada contra, é sempre bom unzinho a mais entrando na conta, mas por isso mesmo defendem sua "fama-virtual" como um mercado, o que não deixa de ser mesmo. Daí resistem ferozmente a qualquer "outsider" que lhes invada o espaço.
Disse tudo isso porque recebi finalmente ontem meu convite pro Google Wave.
Não sei direito como funciona, ou melhor, não me habituei a ele ainda, mas caso essa proposta realmente vingue e torne-se o novo fenômeno da internet, trata-se de uma ferramenta que dará um passo à frente outra vez.
Não sei ainda se ele surtirá o mesmo efeito que o Messenger surtiu no mIRC, substituindo-o totalmente e mudando o paradigma de um "chat cheio de gente que queria se conhecer" para um "chat de gente que já se conhece", estreitando o campo, mas caso ele funcione mais como uma mistura de Twitter, Tumblr e Messenger e não restrinja o contato das pessoas às suas "amizades virtuais", parece que estamos diante da "ferramenta perfeita", até que surja alguma outra, é claro.
Aí, todos os "famosos" agora do Twitter terão que se reinventar, surgirá uma nova "classe relevante" e a dança seguirá adiante.
Onde isso tudo vai parar? Não sei...a única quase certeza que tenho é que a blogosfera vai aderir, reclamar, dizer que não basta e chamar para si toda a c*gação de regras que puder dentro da nova ferramenta.
E la nave va.
O artigo falava mais especificamente da dificuldade que "gurus" da blogosfera tiveram para transferir sua fama virtual para o Twitter, o que gerou o maior mimimi por diversos motivos (Twittess, scripts, relevância relativa, métodos de auferir a tal relevância, etc, etc) e como está sendo dificílimo para estes "semi-deuses de coisa nenhuma" aceitarem a mudança de foco do leitor, de um monólogo extenso que é o blog, para uma troca de mensagens curtas que é o Twitter.
Como bem citou o autor, mencionar que na internet quem manda de verdade é o surfista-internauta é um clichê, mas como atrair e prender a atenção dele é uma discussão válida.
A alta blogosfera tupiniquim se considera uma espécie de bispo Macedo de uma igreja virtual, para eles "formadores de opinião", desprezar a grande mídia desvalorizando-a e debochando de seus defeitos é praxe e tentar manejar os leitores do blog como se fosse seu "ativo" é normal.
A internet evolui e não só transforma tudo em novidade, mas faz com que algo relativamente novo torne-se "matuzalênico" bem rapidamente. A blogosfera hoje, quer dizer, a "alta blogosfera" em pouco difere da grande mídia que eles tanto atacam, talvez faltando apenas orçamento compatível e formação acadêmica.
Não querem ou não sabem mais como inovar em busca de cativar os leitores, daí repetem a mesma fórmula que sempre adotaram e reclamam do que aparece de novo.
Como já disse antes, uma imensa quantidade de blogs "famosos" é um fim em si mesmo. Adoram um tutorial, uma lista de "10 regras pra sabe-se-lá-o-que", fazer auto-culto da sua "grande, apaixonante e inigualável persona" e faturar uma graninha quando puder.
O "semi-deus-proto-ou-propriamente-dito-problogger" é aquele cara que acha que sua opinião vale mais do que a de uns 10 mil "internautas-mortais" juntos, e pode não se sustentar disso, mas acha muito bem vindo o dinheirinho que pinga através do adsense e posts-pagos mal disfarçados.
Nada contra, é sempre bom unzinho a mais entrando na conta, mas por isso mesmo defendem sua "fama-virtual" como um mercado, o que não deixa de ser mesmo. Daí resistem ferozmente a qualquer "outsider" que lhes invada o espaço.
Disse tudo isso porque recebi finalmente ontem meu convite pro Google Wave.
Não sei direito como funciona, ou melhor, não me habituei a ele ainda, mas caso essa proposta realmente vingue e torne-se o novo fenômeno da internet, trata-se de uma ferramenta que dará um passo à frente outra vez.
Não sei ainda se ele surtirá o mesmo efeito que o Messenger surtiu no mIRC, substituindo-o totalmente e mudando o paradigma de um "chat cheio de gente que queria se conhecer" para um "chat de gente que já se conhece", estreitando o campo, mas caso ele funcione mais como uma mistura de Twitter, Tumblr e Messenger e não restrinja o contato das pessoas às suas "amizades virtuais", parece que estamos diante da "ferramenta perfeita", até que surja alguma outra, é claro.
Aí, todos os "famosos" agora do Twitter terão que se reinventar, surgirá uma nova "classe relevante" e a dança seguirá adiante.
Onde isso tudo vai parar? Não sei...a única quase certeza que tenho é que a blogosfera vai aderir, reclamar, dizer que não basta e chamar para si toda a c*gação de regras que puder dentro da nova ferramenta.
E la nave va.
"Quem fala o que quer...é invejado!"
Postado em 6 de out. de 2009 / Por Marcus Vinicius 9 Comentários
Ontem escrevi no Twitter que 99% das brigas só acontecem porque quase ninguém está preparado para ouvir um "f*da-se" logo em seguida ao pronunciamento das mágicas palavras "mas isso é só a minha opinião, tá?".
Não sei porque cargas d'água alguém um dia convencionou que dizer isso isenta a pessoa de ouvir uma resposta.
É como um cara dizer pra mim "não sei como você consegue caminhar nas ruas com estas costeletas!" e ouvir algo como "nem eu sei como você consegue com essa sua cara!" e ficar ofendido. Incrivel, né?
Mas as pessoas ficam.
Todo mundo pensa que tem aquela frase final, aquela máxima inapelável, o famoso "óbvio ululante" que encerrará qualquer debate como passe de mágica. Pode ser uma revelação bombástica, uma tirada genial, uma verdade inatacável, na cabecinha de quem a pronuncia, aquilo ali será a popular "chave de ouro".
Aí quando recebe aterrorizado uma resposta, seja ela qual for, o que acontece? Ah! É um absurdo!
O sujeito pode ter procurado encerrar uma discussão com um prosaico "você é um idiota" que se ouvir o outro responder "e você é um asno" vai se ofender mais do que qualquer coisa.
O outro é que é grosso, entenderam? Afinal, foi "só uma opinião".
Isso acontece comigo no Twitter vez por outra.
Estou lá falando sobre as minhas limãozices diárias e vem um esperto querer dar uma de "engraçado", aí eu respondo com a minha conhecida ferradura dourada e o sujeito se ofende.
O primeiro passo é me chamar de usuário de script, como se isso não fosse público, notório e confesso.
Depois, como não pode me chamar de burro porque isso é impossível, já que não sou mesmo, começa a me imputar acusações como "racista", "discriminatório", "truculento", etc, etc.
Ora, bolas! Se mete na minha conversa pra me encher o saco e quer o que? Flores?
E como pode ficar ofendido o sujeito contrariado! Se ele diz "O Pão de Açúcar é com certeza a paisagem mais linda do mundo" e você responde "Não, eu não acho que seja", pronto! Você é um "idiota, imbecil, tacanho e que não merece o convívio social".
É o julgamento de todo um caráter baseado no que a pessoa discorda do outro.
O próximo passo é chamar os amigos. Todo mundo sempre tem um amigo ou dois, ou três, prontos a defende-lo em qualquer coisa que faça. O ser-humano tem isso. Acha que prova de amizade e fidelidade é apoiar qualquer imbecilidade que o outro faça.
Por fim, a cartada genial: a inveja!
Uhhhhhh!
Alguém disse muito bem que a inveja é aquele argumento "infalível" que se usa quando a opinião ou crítica do outro é tão oposta à sua visão e tão bem defendida que só te resta apelar a ele.
É inveja porque não sou um "problogger de sucesso", "relevante", porque não tenho um iPod Touch, porque não tenho um par de tênis prateados, porque não me chamo Pafúncio, etc, etc...
Resumindo, seja lá o que a você diga, até que o céu é azul, você estará errado porque é "grosso", porque "todo mundo" acha você errado e porque você é invejoso.
Infelizmente não consigo ouvir/ler funçanata idiota sem responder. Não tenho medo de grosseria e nem de "turma", daí me acham encrenqueiro.
Mas nem sou, o que rola é que, como disse no início, quase ninguém está preparado para ouvir um "f*da-se" quando emite uma opinião inconveniente e eu estou cheio de "f*da-ses" para distribuir pra essa gente. Bring it on.
Não se acanhe! Distribua-os também.
Não sei porque cargas d'água alguém um dia convencionou que dizer isso isenta a pessoa de ouvir uma resposta.
É como um cara dizer pra mim "não sei como você consegue caminhar nas ruas com estas costeletas!" e ouvir algo como "nem eu sei como você consegue com essa sua cara!" e ficar ofendido. Incrivel, né?
Mas as pessoas ficam.
Todo mundo pensa que tem aquela frase final, aquela máxima inapelável, o famoso "óbvio ululante" que encerrará qualquer debate como passe de mágica. Pode ser uma revelação bombástica, uma tirada genial, uma verdade inatacável, na cabecinha de quem a pronuncia, aquilo ali será a popular "chave de ouro".
Aí quando recebe aterrorizado uma resposta, seja ela qual for, o que acontece? Ah! É um absurdo!
O sujeito pode ter procurado encerrar uma discussão com um prosaico "você é um idiota" que se ouvir o outro responder "e você é um asno" vai se ofender mais do que qualquer coisa.
O outro é que é grosso, entenderam? Afinal, foi "só uma opinião".
Isso acontece comigo no Twitter vez por outra.
Estou lá falando sobre as minhas limãozices diárias e vem um esperto querer dar uma de "engraçado", aí eu respondo com a minha conhecida ferradura dourada e o sujeito se ofende.
O primeiro passo é me chamar de usuário de script, como se isso não fosse público, notório e confesso.
Depois, como não pode me chamar de burro porque isso é impossível, já que não sou mesmo, começa a me imputar acusações como "racista", "discriminatório", "truculento", etc, etc.
Ora, bolas! Se mete na minha conversa pra me encher o saco e quer o que? Flores?
E como pode ficar ofendido o sujeito contrariado! Se ele diz "O Pão de Açúcar é com certeza a paisagem mais linda do mundo" e você responde "Não, eu não acho que seja", pronto! Você é um "idiota, imbecil, tacanho e que não merece o convívio social".
É o julgamento de todo um caráter baseado no que a pessoa discorda do outro.
O próximo passo é chamar os amigos. Todo mundo sempre tem um amigo ou dois, ou três, prontos a defende-lo em qualquer coisa que faça. O ser-humano tem isso. Acha que prova de amizade e fidelidade é apoiar qualquer imbecilidade que o outro faça.
Por fim, a cartada genial: a inveja!
Uhhhhhh!
Alguém disse muito bem que a inveja é aquele argumento "infalível" que se usa quando a opinião ou crítica do outro é tão oposta à sua visão e tão bem defendida que só te resta apelar a ele.
É inveja porque não sou um "problogger de sucesso", "relevante", porque não tenho um iPod Touch, porque não tenho um par de tênis prateados, porque não me chamo Pafúncio, etc, etc...
Resumindo, seja lá o que a você diga, até que o céu é azul, você estará errado porque é "grosso", porque "todo mundo" acha você errado e porque você é invejoso.
Infelizmente não consigo ouvir/ler funçanata idiota sem responder. Não tenho medo de grosseria e nem de "turma", daí me acham encrenqueiro.
Mas nem sou, o que rola é que, como disse no início, quase ninguém está preparado para ouvir um "f*da-se" quando emite uma opinião inconveniente e eu estou cheio de "f*da-ses" para distribuir pra essa gente. Bring it on.
Não se acanhe! Distribua-os também.
O Egoblog
Postado em 9 de set. de 2009 / Por Marcus Vinicius 5 Comentários
Andei passeando pelos blogs brasileiros considerados mais famosos e (argh) "relevantes" por eles mesmos.
Sim, o início da distorção é este: são eles próprios que decidem seu peso na blogosfera.
Número de acessos também conta, é claro, mas nunca vi nenhum membro da elitosfera dizer que a Bruna Susfistinha é relevante, apesar de milhares de acessos, livros e o escambau, o que leva a crer que visibilidade, visitação e "fama" não contam muito.
O que conta então? Achismo.
Podem chamar de "choro", tanto faz, não me importa o que digam, mas é um método de avaliação mais ou menos fácil e cômodo. Você aplica a prova, responde às questões e corrige, no final dando um "10" pra você mesmo.
Digamos que um blog "ifluente" da tal bostosfe, quer dizer, blogosfera tenha 10 mil acessos diários e uns mil comentários em cada post. Veja que exagerei, porque alguns que se consideram o último biscoito Bono do pacote não tem nem 10%,20% disto que chutei.
Mas tudo bem, digamos que tenham e coloquemos isto frente ao número de internautas do Brasil e ao tráfego diário da rede: não é nada. É um gueto e só.
Mas como são eles mesmos, junto a algumas empresas que querem passar uma imagem descolada que formam este "mercado", a coisa é extremamente interessante: eles se definem como relevantes e dividem assim o bolo do que vier como "lucro".
Mas não quero fazer aqui muro das lamentações sobre isto, não preciso que ninguém me dê brindes ou mimos, graças a Deus meu trabalho me proporciona o direito de compra-los quando desejo, este não é o ponto.
O que me deixou pasmo é alguns destes blogs não terem em seu conteúdo, o tal conteúdo "relevante" e de "qualidade" que eles tanto apregoam, muito assunto diferente.
Quando não estão fornecendo receitas sobre "como fazer um blog de sucesso", estão listando "10 coisas que se deve fazer para ser relevante" ou contando "o que fiz para ser um blogueiro famoso, influente e ganhar algum dinheiro com isso".
Tem também os posts contando sobre as últimas impressões de algum brinde ou boca-livre que ganharam graças ao fato de andar sobre o tapete vermelho da blogosfera, o que pensam dos outros blogs, o que pensam sobre o que as pessoas pensam deles mesmos, o que pensam sobre o que pensavam quando escreveram um post em 2003(pra mostrar antiguidade) e, claro, mais alguns posts ensinando "como seguir o caminho dos vencedores no...mundo dos blogs!".
Resumindo: eu, eu, eu.
O conteúdo é pobre, talvez por isto não rompam demais a barreira dos sites sobre tecnologia, revistas especializadas e tudo mais que for relacionado ao restrito público de quem se interessa pela blogosfera.
"Mas eu apareci no Estadão!", "E eu fui convidado a palestrar sobre como monetizar o Twitter no BoondoggleCamp 2009!".
Peanuts. Isso não é nada. Representa muito pouco até mesmo para o já restrito público internauta brasileiro.
Podem até falar que é bem mais do que eu já consegui, mas ainda assim é bem pouco e lembro que eu não me dedico a esta função, isso pra mim é catarse, diversão, faço pelos elogios e não por dinheiro ou "influência", logo, pouco importa.
Mas é extremamente desagradável ver gente que tem como principal assunto o "eu", ficar por aí ditando regras sobre o que é válido ou não.
Podem dizer que é direito deles fazer isso, concordo, mas é direito e dever de qualquer um que abomine a mistificação jogar uma luz sobre isso e não aceitar o engodo.
As pessoas tem todo direito de passar a vida falando num blog sobre "como eram verdes os anos da minha infância" ou "foi assim que me tornei xerife do Blogger e delegado no WordPress ", mas não tem nenhum direito de criticar alguém por falta de conteúdo, quando o que produzem é, a rigor, um verdadeiro passeio pelas suas próprias entranhas.
São conceitos relativos, é verdade, mas até mesmo por isso não considero nada do que essa gente diga como lei.
Pra mim, egoblog não é relevante. E ponto final.
Sim, o início da distorção é este: são eles próprios que decidem seu peso na blogosfera.
Número de acessos também conta, é claro, mas nunca vi nenhum membro da elitosfera dizer que a Bruna Susfistinha é relevante, apesar de milhares de acessos, livros e o escambau, o que leva a crer que visibilidade, visitação e "fama" não contam muito.
O que conta então? Achismo.
Podem chamar de "choro", tanto faz, não me importa o que digam, mas é um método de avaliação mais ou menos fácil e cômodo. Você aplica a prova, responde às questões e corrige, no final dando um "10" pra você mesmo.
Digamos que um blog "ifluente" da tal bostosfe, quer dizer, blogosfera tenha 10 mil acessos diários e uns mil comentários em cada post. Veja que exagerei, porque alguns que se consideram o último biscoito Bono do pacote não tem nem 10%,20% disto que chutei.
Mas tudo bem, digamos que tenham e coloquemos isto frente ao número de internautas do Brasil e ao tráfego diário da rede: não é nada. É um gueto e só.
Mas como são eles mesmos, junto a algumas empresas que querem passar uma imagem descolada que formam este "mercado", a coisa é extremamente interessante: eles se definem como relevantes e dividem assim o bolo do que vier como "lucro".
Mas não quero fazer aqui muro das lamentações sobre isto, não preciso que ninguém me dê brindes ou mimos, graças a Deus meu trabalho me proporciona o direito de compra-los quando desejo, este não é o ponto.
O que me deixou pasmo é alguns destes blogs não terem em seu conteúdo, o tal conteúdo "relevante" e de "qualidade" que eles tanto apregoam, muito assunto diferente.
Quando não estão fornecendo receitas sobre "como fazer um blog de sucesso", estão listando "10 coisas que se deve fazer para ser relevante" ou contando "o que fiz para ser um blogueiro famoso, influente e ganhar algum dinheiro com isso".
Tem também os posts contando sobre as últimas impressões de algum brinde ou boca-livre que ganharam graças ao fato de andar sobre o tapete vermelho da blogosfera, o que pensam dos outros blogs, o que pensam sobre o que as pessoas pensam deles mesmos, o que pensam sobre o que pensavam quando escreveram um post em 2003(pra mostrar antiguidade) e, claro, mais alguns posts ensinando "como seguir o caminho dos vencedores no...mundo dos blogs!".
Resumindo: eu, eu, eu.
O conteúdo é pobre, talvez por isto não rompam demais a barreira dos sites sobre tecnologia, revistas especializadas e tudo mais que for relacionado ao restrito público de quem se interessa pela blogosfera.
"Mas eu apareci no Estadão!", "E eu fui convidado a palestrar sobre como monetizar o Twitter no BoondoggleCamp 2009!".
Peanuts. Isso não é nada. Representa muito pouco até mesmo para o já restrito público internauta brasileiro.
Podem até falar que é bem mais do que eu já consegui, mas ainda assim é bem pouco e lembro que eu não me dedico a esta função, isso pra mim é catarse, diversão, faço pelos elogios e não por dinheiro ou "influência", logo, pouco importa.
Mas é extremamente desagradável ver gente que tem como principal assunto o "eu", ficar por aí ditando regras sobre o que é válido ou não.
Podem dizer que é direito deles fazer isso, concordo, mas é direito e dever de qualquer um que abomine a mistificação jogar uma luz sobre isso e não aceitar o engodo.
As pessoas tem todo direito de passar a vida falando num blog sobre "como eram verdes os anos da minha infância" ou "foi assim que me tornei xerife do Blogger e delegado no WordPress ", mas não tem nenhum direito de criticar alguém por falta de conteúdo, quando o que produzem é, a rigor, um verdadeiro passeio pelas suas próprias entranhas.
São conceitos relativos, é verdade, mas até mesmo por isso não considero nada do que essa gente diga como lei.
Pra mim, egoblog não é relevante. E ponto final.
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