Que o brasileiro não é um povo muito dado a pensar, os BBBs, a disseminação de funk, pagode e axé music estão aí como prova, mas isso não deixa de ser incômodo.
Nosso idioma já vem sendo esquartejado pelo mau uso, pelo desapego com qualquer norma, pela deglutição de esses e erres, nos já famosos "as criança" ou "eu sou o compradô", mas parece que não há limites para a estupidificação do idioma (e nem estou falando da reforma ortográfica estupradora de hífens e tremas).
Nosso linguajar não é grande coisa, nossas construções não são um primor, o idioma falado é espancado sem pena em praça pública, linchado como se fosse um batedor de carteiras de velhinhas aposentadas. Entre bordões de novelas, expressões sem pé nem cabeça e letras de música idiotizantes, o povo brasileiro vai se metendo no terreno baldio da indigência cultural.
Mas tudo bem, temos problemas maiores para cuidar.Uma Copa do Mundo e uma Olimpíada vêm aí e precisamos preparar nossa festa para receber os turistas com muito batuque, caipirinhas e superfaturamentos.
Porque falo isso? Porque conseguimos errar até quando acertamos. O Brasil é aquele time que ganha de 4x0 mas ainda assim é eliminado da competição, porque levou de 5 em casa. Nesse caso, a derrota no jogo de ida é a idiotização até do que está correto formalmente.
Primeiro foram os gerúndios. Conseguimos pegar o idioma pátrio que mal conhecemos, juntar com outro idioma estrangeiro que todo mundo finge que conhece, enfiar tudo no liquidificador dos manuais de telemarketing e transformar esse milk shake de gerúndio na saúva da Língua Portuguesa.
Como não sou grande conhecedor de gramática (apenas procuro escrever direito e tento consultar manuais quando tenho dúvidas) me sinto um daqueles casais nos filmes "Sexta-Feira 13", caminhando no matagal do idioma e morrendo de medo de cometer um deslize e ser atacado por um "vamos estar escrevendo" de uma hora pra outra.
Faço aqui uma confissão: peguei medo do gerúndio e esse medo está me transformando quase num português que só diz "estou a escrever", "estou a correr", "estou a evitar o gerúndio como o tinhoso foge da cruz".
Mas outra coisa me incomoda ferozmente, mais do que limão na Coca-Cola: o tal "risco de morte".
Algum professor de gabinete numa tarde de tédio resolveu queimar o "risco de vida" na fogueira da estupidez. Talvez já sabendo que o brasileiro adere a tudo o que não presta tal qual uma manada de bois de piranha, resolveu que dizer "risco de vida" era equivocado, afinal "ninguém se arrisca à vida" e sentenciou: o correto é "risco de morte".
A imprensa aderiu, a brasileirada começou a repetir e não demorou muito pra alguém que usasse o "risco de vida" fosse taxado de ignorante (ou como diria um monte de gente por aí, "ingnorante").
Só que uma rápida pesquisa na internet (lembram que não sou professor de português?) demonstra que risco de vida é uma elipse que contém - meio escondido, tal qual o último neurônio atuante da maioria das pessoas - a expressão "risco de perder a vida".
O tal "risco de morte" é errado? Não. É inclusive primo do outro, da família da mesma regra. Mas não é possível que a civilização tenha regredido tanto a ponto de ninguém se dar conta do quanto é ridículo escrever isso e ainda por cima corrigir quem ousa dizer o outro.
Aliás, quem usava "risco de vida" em suas obras era um tal de Machado de Assis, que no Brasil dos reality shows e do gerundismo provavelmente seria chamado de "ingnorante".
Pensando bem, acho que a civilização regrediu sim.
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Risco de vida ou risco de morte? O único risco é o de encher o meu saco
Postado em 29 de ago. de 2011 / Por Marcus Vinicius 8 Comentários
Fotografia: qual câmera comprar?
Postado em 26 de ago. de 2009 / Por Marcus Vinicius 8 Comentários
Talvez por conta do meu Flickr, volta e meia alguém me faz perguntas sobre câmeras digitais. Desde "qual câmera compro?" até "é verdade que não usa filme mesmo?!", toda hora eu tento responder com meus parcos conhecimentos às dúvidas dos meus seguidores no Twitter ou amigos de carne e osso.
Fotografia é aquela atividade que poucos conhecem e todo mundo acha que é profissional, mais ou menos como os blogs.
Sei que fotografia é um assunto extenso e que meus conhecimentos sobre ele ainda são incipientes, mas mesmo assim, já são bem maiores do que a média das "pessoas comuns" (entenderam o drama? Fotógrafo é uma espécie de maluco diferente que prefere registrar as coisas do que eventualmente até participar de algumas delas rsrs), assim, porque não compartilha-los?
Então, como primeiro post sobre fotografia, resolvi falar desta difícil decisão que é escolher a câmera para começar a se aventurar na arte.
Sim, arte. Fotografia é arte. Seja com sua apresentação clássica ou como suporte para divulgação de obras, como é o caso do Vik Muniz . Ganha-se muito dinheiro com isso e tanto no Brasil (de forma ainda tímida), quanto no exterior, grandes fotógrafos vendem suas criações por dezenas de milhares de dólares.
Mas como nem eu e provavelmente nem você que me lê ainda pensa nestas contas, ao contrário, gastamos mais do que ganhamos com a fotografia, volto ao assunto principal: "Marcus, qual câmera compro?"
A primeira pergunta que você deve fazer é: "Pra que eu preciso de uma câmera?". Isso é o principal, mesmo! Não adianta eu te indicar uma Hasselblad H3DII, se no final você terá que hipotecar até o seu rim somente para tirar fotos do churrasco na casa de praia.
Também ajudará muito pouco te indicar uma porcaria para você começar a fazer um curso básico de fotografia, com intenção de se aprofundar na arte.
A resposta para esta perguntinha tão simples quanto o "pra que?" é o início de tudo. A partir do que você responder, começará então sua busca, tentando equacionar marcas, modelos e orçamento.
As câmeras podem ser divididas, com poucas diferenciações entre quem faz essa divisão, em: ultra-compactas, compactas, Ultra-Zoom, Prossumer ou Profissionais.
Falarei o mais brevemente possível sobre elas:
"Marcus, uma Xing Ling Pix é tão boa quanto uma Canon?" Sendo curto e grosso: não. O cuidado e o dinheiro gasto em pesquisas e aprimoramento de equipamentos que a Canon ou a Nikon trazem em seus equipamentos, jamais vai se comparar com empresas que montam chassis bonitinhos com porcarias dentro.
Câmeras cor-de-rosa, com estampas da Barbie ou cobertas de strass podem ser uma "gracinha", mas lembre-se: às vezes é mais barato e fácil investir em porcarias que chamem a atenção do consumidor do que em tecnologia. Geralmente as "bonitinhas" também são bastante "ordinárias".
Assistência técnica disponível e eficiente e confiabilidade são primordiais. Não adianta uma aparência "robusta", se ali dentro você contará com a preciosa ajuda de um sensor digno de webcam e a qualquer defeito, você ganhará um maravilhoso peso de papel.
Esqueça.
Em fotografia, marca quer dizer muito sim. Mesmo sendo eu alguém que odeia a "correnteza", desta vez nade a favor dela: Canon, Nikon, Panasonic, etc, são sim marcas que merecem uma atenção maior.
Vale lembrar: Canon e Nikon dedicam-se muito no desenvolvimento de equipamentos para profissionais, então se sua intenção é uma compacta, preste atenção em outros bons fabricantes como a Olympus ou Sony, para citar duas bem conhecidas.
Resolvida a marca de sua preferência, atente para as funções que ela possua, como o zoom (lembre-se: quanto mais zoom ótico e menos digital, melhor), e a sua fonte de energia (baterias são mais compactas e duradouras do que pilhas), por exemplo.
Informe-se sobre os tipos de cartões de memória que ela utiliza. Existem diversos tipos como MS Pro, MS Pro Duo, SD, Mini SD, XD. Não se assuste com essa sopa de letrinhas. As Sony e Olympus utilizam cartões próprios como o MS no caso da primeira e os XD no caso da segunda, mas esta é uma batalha quase perdida: a maioria usa mesmo o SD ou pelo menos aceita esta opção, sendo assim, procure câmeras que utilizem cartão SD, pois a compatibilidade será maior.
Cartões de 8gb impressionam, mas pense: se der xabu com um cartão desses, serão 8gb de fotos da sua caríssima viagem ao Japão que irão para o limbo. Tenha uma boa capacidade de armazenamento distribuida entre dois ou mais cartões de 2gb, por exemplo. Este será seu primeiro "backup". ;)
Outras características como o tamanho do visor LCD, sua qualidade e também a presença ou não de um visor ótico,o "viewfinder" (aquele que a gente encosta o olho igual nas câmeras de filme, recurso que eu pessoalmente acho fundamental), além da mobilidade ou não do visor, para que você tire fotos de você mesmo ou em ângulos mais complicados, como algumas Canon e Nikon, entre outras boas marcas, possuem, também são recursos a serem observados.
A opção de fazer filmes (algumas tem com som, outras sem), os modos de cena (noturno, esporte, luz de velas, macro, etc) também enriquecem a sua experiência fotográfica. Pesquise bem o que a câmera oferece antes de sacar o cartão de créditos ou o seu chumaço de dinheiro do bolso.
Deixei para o final o assunto que todo mundo mais adora em se tratando de usuários mais leigos: a quantidade de megapixels. Funciona mais ou menos como aquele eterno debate sexual: mais vale um gigante dorminhoco ou um pequeno brincalhão? Muitos megapixels são equivalentes a um cantil vazio no deserto se o sensor da câmera for uma porcaria.
O tamanho do sensor importa e muito. Não adianta entulhar 12 megapixels num sensorzinho diminuto que a qualidade das fotos continuará ruim. Para se ter uma idéia do valor excessivo que dão a isto, um outdoor pode ser impresso com fotos de 8 megapixels.
Aí eu te pergunto: pra que utilizar 10,12 megapixels nas fotos do batizado do seu sobrinho, que serão a maioria vistas no computador e, se impressas, não passarão dos populares 10x15? Pra necessitar um HD novo a cada 6 meses e uma coleção de cartões de memória?
Esqueça isso, concentre-se em qualidade. Procure reviews da câmera que você está interessado, existem bons sites que testam as câmeras e disponibilizam avaliações gratuitamente.
Tente ver algumas fotos tiradas com a câmera em questão. No Flickr você encontra fotos com quase todos os equipamentos existentes e dados estatísticos como número de usuários, entre outros.
Enfim, fotografar é uma arte, mas como qualquer arte ela depende de recursos, dedicação, estudo, paciência. Comprar sua câmera é o início de tudo, é o que abre as portas deste maravilhoso mundo para você.
Mas ela não trabalha sozinha, só fotografando muito você poderá melhorar diariamente e, às vezes, se surpreender com fotografias tão boas que "nem parece que foi você" que tirou.
Então? O que está esperando? Saia da net, desligue o computador e vá clicar! (Mas comente aqui antes) :P
(Este post teve a inestimável colaboração da minha amiga Drika Landim, fotógrafa, consutora, crítica e, muitas vezes, minha professora de fotografia, ainda que eu tenha que encher o saco dela no MSN pra obter as aulas) ;)
Fotografia é aquela atividade que poucos conhecem e todo mundo acha que é profissional, mais ou menos como os blogs.
Sei que fotografia é um assunto extenso e que meus conhecimentos sobre ele ainda são incipientes, mas mesmo assim, já são bem maiores do que a média das "pessoas comuns" (entenderam o drama? Fotógrafo é uma espécie de maluco diferente que prefere registrar as coisas do que eventualmente até participar de algumas delas rsrs), assim, porque não compartilha-los?
Então, como primeiro post sobre fotografia, resolvi falar desta difícil decisão que é escolher a câmera para começar a se aventurar na arte.
Sim, arte. Fotografia é arte. Seja com sua apresentação clássica ou como suporte para divulgação de obras, como é o caso do Vik Muniz . Ganha-se muito dinheiro com isso e tanto no Brasil (de forma ainda tímida), quanto no exterior, grandes fotógrafos vendem suas criações por dezenas de milhares de dólares.
Mas como nem eu e provavelmente nem você que me lê ainda pensa nestas contas, ao contrário, gastamos mais do que ganhamos com a fotografia, volto ao assunto principal: "Marcus, qual câmera compro?"
A primeira pergunta que você deve fazer é: "Pra que eu preciso de uma câmera?". Isso é o principal, mesmo! Não adianta eu te indicar uma Hasselblad H3DII, se no final você terá que hipotecar até o seu rim somente para tirar fotos do churrasco na casa de praia.
Também ajudará muito pouco te indicar uma porcaria para você começar a fazer um curso básico de fotografia, com intenção de se aprofundar na arte.
A resposta para esta perguntinha tão simples quanto o "pra que?" é o início de tudo. A partir do que você responder, começará então sua busca, tentando equacionar marcas, modelos e orçamento.
As câmeras podem ser divididas, com poucas diferenciações entre quem faz essa divisão, em: ultra-compactas, compactas, Ultra-Zoom, Prossumer ou Profissionais.
Falarei o mais brevemente possível sobre elas:
- As ultra-compactas e compactas, como o próprio nome já diz são fabricadas com uma preocupação: tamanho. O resto é mais ou menos supérfluo. Elas geralmente vem com modo automático e poucos recursos manuais, sendo que a presença de alguns deles e um zoom um pouco melhor diferenciam uma compacta de uma ultra-compacta, que geralmente possui somente o básico do básico. São essas que encontramos facilmente nas lojas de departamento e quiosques de informática. (Excelentes para viajar, andar na bolsa ou no bolso, tirar fotos de baladas/nights, bons momentos, tudo isso sem a preocupação excessiva com "qualidade" das fotos)
- As Ultra-Zoom, "UZ" para os íntimos, podem muito bem ser chamadas também de "Denorex", lembra? Aquele que parece mas não é. Elas tem aparência e grip (pegada) parecidos com uma câmera mais "profissional" e também algumas regulagens manuais. Como o próprio nome já diz, seu grande diferencial é o zoom generoso que oferecem ao usuário. Um bom exemplo desta categoria é a Canon SX1 IS. (Boa pra quem quer começar a fotografar mais "a sério" sem investir tanto)
- As Prossumers, nome que é uma tentativa de unir "profesional" e "consumer" é aquela câmera que o sujeito compra quando pensa assim "Ok, quero virar gente grande e fotografar como tal". O usuário desta câmera é mais exigente do que os das anteriores, já tem noções e "chatices" de um profissional. Esses equipamentos tem bons recursos como sapata para flash externo e todos os recursos manuais de uma câmera profissional, além de uma excelente qualidade de imagem. O que a diferencia, a grosso modo, das "pros" é o fato de não trocar as lentes em 99% dos casos, possuindo um conjunto fixo. Um bom exemplo de Prossumer é a Canon G10. (Essa aqui é a categoria do candidato a profissional que ainda não se assumiu, aí pra não sair do armário ele compra uma prossumer. Brincadeira, esta é uma câmera "menor" que as profissionais, com qualidade e um investimento menor, já que geralmente você não precisará gastar uma quantia considerável com um conjunto de lentes).
- As Profissionais, também são "Reflex", apesar de nem toda Reflex ser profissional. Uma confusão comum é achar que "Reflex" ou DSLR (Digital Single Lens Reflex) é uma categoria, quando na verdade é um recurso presente nas profissionais. Uma prossumer pode ser Reflex, por exemplo. Mas o que seria isso? Nada mais do que um jogo de espelhos que são colocados após a lente da câmera. Ao acionar o disparador, estes espelhos que desviavam a imagem para o Viewfinder(aonde você visualiza a foto a ser tirada) são movimentados expondo o sensor e realizando a captura. Desta forma, a imagem que você vê no viewfinder de uma Reflex é exatamtente igual aquela que será capturada e se transformará na sua fotografia. As profissionais permitem troca de lentes (zoom, macro, grande angular, olho de peixe) e possuem um sensor de melhor qualidade, além de todos os controles manuais. A qualidade das fotos tiradas aqui é a melhor possível, dependendo é claro do investimento na câmera e daquele detalhezinho importantíssimo: o sujeito que a está operando.Nenhum equipamento, por melhor que seja, resiste a um péssimo fotógrafo. Bons exemplos destas câmeras são a Canon XSI (de preço mais acessível) ou a 5D Mark II (esta uma verdadeira arma de fotografar). (São câmeras para quem ganha ou não dinheiro com fotografia, mas que tem compromisso forte com a qualidade e com a versatilidade, elas que permitem ao usuário realizar todos os tipos de capturas possíveis)
Basicamente são essas as categorias de câmeras. Veja, eu disse basicamente(antes que venha algum "professor" me xingar nos comentários).
Definida a categoria do equipamento que você pretende investir, partiremos para outras características importantes.
A primeira dúvida é a marca."Marcus, uma Xing Ling Pix é tão boa quanto uma Canon?" Sendo curto e grosso: não. O cuidado e o dinheiro gasto em pesquisas e aprimoramento de equipamentos que a Canon ou a Nikon trazem em seus equipamentos, jamais vai se comparar com empresas que montam chassis bonitinhos com porcarias dentro.
Câmeras cor-de-rosa, com estampas da Barbie ou cobertas de strass podem ser uma "gracinha", mas lembre-se: às vezes é mais barato e fácil investir em porcarias que chamem a atenção do consumidor do que em tecnologia. Geralmente as "bonitinhas" também são bastante "ordinárias".
Assistência técnica disponível e eficiente e confiabilidade são primordiais. Não adianta uma aparência "robusta", se ali dentro você contará com a preciosa ajuda de um sensor digno de webcam e a qualquer defeito, você ganhará um maravilhoso peso de papel.
Esqueça.
Em fotografia, marca quer dizer muito sim. Mesmo sendo eu alguém que odeia a "correnteza", desta vez nade a favor dela: Canon, Nikon, Panasonic, etc, são sim marcas que merecem uma atenção maior.
Vale lembrar: Canon e Nikon dedicam-se muito no desenvolvimento de equipamentos para profissionais, então se sua intenção é uma compacta, preste atenção em outros bons fabricantes como a Olympus ou Sony, para citar duas bem conhecidas.
Resolvida a marca de sua preferência, atente para as funções que ela possua, como o zoom (lembre-se: quanto mais zoom ótico e menos digital, melhor), e a sua fonte de energia (baterias são mais compactas e duradouras do que pilhas), por exemplo.
Informe-se sobre os tipos de cartões de memória que ela utiliza. Existem diversos tipos como MS Pro, MS Pro Duo, SD, Mini SD, XD. Não se assuste com essa sopa de letrinhas. As Sony e Olympus utilizam cartões próprios como o MS no caso da primeira e os XD no caso da segunda, mas esta é uma batalha quase perdida: a maioria usa mesmo o SD ou pelo menos aceita esta opção, sendo assim, procure câmeras que utilizem cartão SD, pois a compatibilidade será maior.
Cartões de 8gb impressionam, mas pense: se der xabu com um cartão desses, serão 8gb de fotos da sua caríssima viagem ao Japão que irão para o limbo. Tenha uma boa capacidade de armazenamento distribuida entre dois ou mais cartões de 2gb, por exemplo. Este será seu primeiro "backup". ;)
Outras características como o tamanho do visor LCD, sua qualidade e também a presença ou não de um visor ótico,o "viewfinder" (aquele que a gente encosta o olho igual nas câmeras de filme, recurso que eu pessoalmente acho fundamental), além da mobilidade ou não do visor, para que você tire fotos de você mesmo ou em ângulos mais complicados, como algumas Canon e Nikon, entre outras boas marcas, possuem, também são recursos a serem observados.
A opção de fazer filmes (algumas tem com som, outras sem), os modos de cena (noturno, esporte, luz de velas, macro, etc) também enriquecem a sua experiência fotográfica. Pesquise bem o que a câmera oferece antes de sacar o cartão de créditos ou o seu chumaço de dinheiro do bolso.
Deixei para o final o assunto que todo mundo mais adora em se tratando de usuários mais leigos: a quantidade de megapixels. Funciona mais ou menos como aquele eterno debate sexual: mais vale um gigante dorminhoco ou um pequeno brincalhão? Muitos megapixels são equivalentes a um cantil vazio no deserto se o sensor da câmera for uma porcaria.
O tamanho do sensor importa e muito. Não adianta entulhar 12 megapixels num sensorzinho diminuto que a qualidade das fotos continuará ruim. Para se ter uma idéia do valor excessivo que dão a isto, um outdoor pode ser impresso com fotos de 8 megapixels.
Aí eu te pergunto: pra que utilizar 10,12 megapixels nas fotos do batizado do seu sobrinho, que serão a maioria vistas no computador e, se impressas, não passarão dos populares 10x15? Pra necessitar um HD novo a cada 6 meses e uma coleção de cartões de memória?
Esqueça isso, concentre-se em qualidade. Procure reviews da câmera que você está interessado, existem bons sites que testam as câmeras e disponibilizam avaliações gratuitamente.
Tente ver algumas fotos tiradas com a câmera em questão. No Flickr você encontra fotos com quase todos os equipamentos existentes e dados estatísticos como número de usuários, entre outros.
Enfim, fotografar é uma arte, mas como qualquer arte ela depende de recursos, dedicação, estudo, paciência. Comprar sua câmera é o início de tudo, é o que abre as portas deste maravilhoso mundo para você.
Mas ela não trabalha sozinha, só fotografando muito você poderá melhorar diariamente e, às vezes, se surpreender com fotografias tão boas que "nem parece que foi você" que tirou.
Então? O que está esperando? Saia da net, desligue o computador e vá clicar! (Mas comente aqui antes) :P
(Este post teve a inestimável colaboração da minha amiga Drika Landim, fotógrafa, consutora, crítica e, muitas vezes, minha professora de fotografia, ainda que eu tenha que encher o saco dela no MSN pra obter as aulas) ;)
Academia? Leia antes de usar
Postado em 21 de ago. de 2009 / Por Marcus Vinicius 6 Comentários
Um dia desses eu estava na academia e vi um casalzinho transformando o cross over em marquise de mendigos, sabe como é?Eles ficam ali se beijando, transando na rua com as pessoas passando como se não houvesse amanhã.
OK, os pombinhos não transaram, talvez porque estivessem usando a academia só para as preliminares, mas pensei logo que aquilo "não era de bom tom". Daí a elaborar um conjunto de comportamentos estereotipados que são o mico in totum não foi difícil (quem frequenta academia sabe).
As regrinhas viraram uma sequência de posts no Twitter e renderam boas risadas. Como a limitação de 140 caracteres é meio (meio?) castradora, resolvi fazer este post, com o incentivo do (da?) Pirulito de Banana (vamos combinar?Fica muito estranho se referir a alguém com esse apelido), então lá vai:
Regrinhas básicas de etiqueta para quando você resolve largar a preguiça de lado e ir ao "gym":
OK, os pombinhos não transaram, talvez porque estivessem usando a academia só para as preliminares, mas pensei logo que aquilo "não era de bom tom". Daí a elaborar um conjunto de comportamentos estereotipados que são o mico in totum não foi difícil (quem frequenta academia sabe).
As regrinhas viraram uma sequência de posts no Twitter e renderam boas risadas. Como a limitação de 140 caracteres é meio (meio?) castradora, resolvi fazer este post, com o incentivo do (da?) Pirulito de Banana (vamos combinar?Fica muito estranho se referir a alguém com esse apelido), então lá vai:
Regrinhas básicas de etiqueta para quando você resolve largar a preguiça de lado e ir ao "gym":
- Como seria óbvio, o primeiro conselho é: Ficar beijando, se esfregando e/ou fazendo exame ginecológico/urológico com a(o)namorada(o) não é bonito.
- Não existe "metrosexual", isso é coisa de Laura de Vison presa no armário, então, ficar se olhando no espelho como se seu sonho de consumo fosse um sósia inflável é auto-viadagem, evite.
- Se te sobram banhas demais,experimente não usar tecido de menos. Eu sei que você gastou um dinheirão comprando aquele conjunto estiloso na lojinha da academia, mas lembre-se: se ao usa-lo algo balançar demais, pular demais ou esticar demais, fica feio e meio que choca quem olha.
- Agora um ponto nevrálgico da convivência em academias: os reprodutores de mp3. Aquilo vem com um fone de ouvido, certo? Vem de fábrica assim por um motivo: para que só você ouça o que está tocando. Colocar seu som predileto no iPod e cantar mais alto que os fones que estão no seu ouvido é chato, incomoda e te faz pagar um certo mico. Celulares com alto-falantes e músicas funk/axé incluem-se nesse quesito.
- Abadá já é um erro desde a tecelagem do pano que faz aquele treco. Aquilo não é roupa, é ingresso e atestado de mau-gosto. Mas já que você não tem apreço pelo estilo, por boa música e não se importa em trocar saliva com milhares de outros axezeiros em beijos cruzados, pelo menos evite ir com aquela coisa para a academia. Acredite: não fica legal.
- Se o seu "colega" está levantando 100 quilos no supino talvez não seja uma boa hora para fazer piadinhas com ele, puxar assunto ou desviar a atenção do cara. Lembre-se: ele não te admirará mais porque se machucou com uma barra caindo na testa.
- Eu sei que academias são cheias de gostosas, que você adoraria ser o "cara dos sonhos" delas. Também estou ciente que essas gatas de academia gostam mesmo é de sujeitos estilo remador de porta-aviões, mas não tente impressiona-la colocando mais peso do que você aguenta. Primeiro porque a única coisa que irá crescer será seu saco rendido, depois porque um sujeito estatelado no chão, cheio de anilhas em cima e com a cueca aparecendo não é exatamente uma visão sexy. Evite ser personagem de um quadro desses.
- Troque de roupa de um dia para o outro. É isso mesmo! Usar a mesma camisa a semana inteira é nojento. Sei que o Stallone e o Van Damme não aparecem lavando roupa nos filmes, mas na vida real suor fede e ainda que você não sinta o seu próprio "kefe", creia em mim: os outros sentem.
- Se você é aquela moça voluptuosa e seus amigos dizem na sua cara que você é gostosa, e a sua forma física se assemelha à daquelas modelos de folhinha de borracharia e você não deseja ser encarada ou escorregar em poças de baba, procure não ir malhar com aquela calça de ginástica que a sua irmã de 12 anos usa pra fazer educação física no colégio. Vai por mim: facilitará o processo de fugir das cantadas de pedreiro e olhares de serial killer.
- Por falar nisso, cantada de pedreiro na academia merece uma anilha de 35kg enterrada na testa.
- Eu sei que tal qual o artista que vai até onde o povo está, olhos masculinos caminham sozinhos na direção de um belo derriere, mas que tal ser um pouco discreto e não pular praticamente dentro do cofrinho da moça que faz agachamento na sua frente? Olhe, mas faça de conta que a sua namorada está por perto, ou seja, disfarce!
- Tente não bancar o "amigão" e evite chamar aquele cara que você não conhece de "frango". Não se esqueça: o frango pode não ter senso de humor e, ao invés disso, possuir um 38, pegar o milho e te dar um pipoco.
- Terminou de treinar? Vai pra casa! Academia não é clube e se você quer "falar sobre a sua vida" lembre que os psicólogos também precisam alimentar a família.
- Se não aguenta o peso, diminua. É hilário ver uma pessoa fazendo supino e outra fazendo rosca biceps ao mesmo tempo, só pra ajudar o "colega" a levantar um peso que ele não aguenta. A máxima é: não aguenta? vai fazer balé!
- Finalizando: personal é o c*! Não é porque você paga rios de dinheiro para ter uma babá na academia que te dá o direito de furar fila nos exercícios, desarrumar os pesos dos outros e agir como se fosse a Madonna no seu "gym" particular. A maioria das pessoas não diz nada mas intimamente estarão desejando que você se...bem, você entendeu.
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