Tio Sukita

Postado em 24 de nov de 2009 / Por Marcus Vinicius

Impossível não conhecer o termo, não é? O comercial de refrigerante ficou na memória de todo mundo que o assistiu, no inconsciente coletivo até de quem não o viu, e terminou virando até expressão idiomática.

Um amigo meu dizia muito propriamente que enquanto ele ia ficando mais velho, as menininhas de Cabo Frio continuavam todas da mesma idade.

Não sei se ele inventou isso ou leu em algum lugar, mas gosto muito dessa frase e acredito que ela tenha uma poesia embutida bem além da figura meio patética do Tio Sukita.

Quando ando de metrô voltando pra casa no final da tarde, além do aperto e do calor habituais que a concessionária faz o usuário passar, vejo bandos e mais bandos de menininhas do Colégio Pedro II que acabaram de sair de mais um dia de aula.

Não entenda aqui nenhum desejo mal escondido, pelo contrário, pessoalmente não sou muito chegado em menininhas novas para me relacionar, sempre me dei muito bem com as da minha idade e creio que assim será ainda por mais alguns bons anos.

Muitas não são nem bonitas na acepção da palavra, mas tem algo que as torna adoráveis: juventude, viço e aquela alegria que todo adolescente traz consigo junto com a contestação e o poder quase infinito de encher o saco dos outros.

Que os falsos moralistas me perdoem, mas poucas coisas são tão bonitas e naturalmente eróticas quanto saias de colegial, não é?

Não posso nem dizer que me arrependo da época em que tinha a idade delas e não aproveitei direito, porque sempre admirei as belas e nem tão belas moças do meu colégio.

Mas quando a idade chega (e nem chegou tanto assim pra mim ainda) é revigorante olhar e admirar toda aquela juventude explodindo em beleza.

Nos lembra como o tempo passa rápido, nos lembra como é bom descobrir a vida, encontrar amores, dores, o primeiro porre, o primeiro beijo, as festinhas de sábado à noite, as paqueras e espectativas, enfim, toda a vida bem ali à nossa frente.

Essas meninas com suas sainhas curtas e coxas roliças são pra mim antes de mais nada uma lembrança viva do adolescente que existe dentro de mim e de cada um de nós, da parte boa e lírica dos primeiros anos da juventude, que se vão num piscar de olhos.

Assim como elas se vão quando a porta do vagão abre na sua estação e o trem segue em frente, vão-se os dias e os anos sem que a gente nem perceba como foi direito.

Tudo muda, tudo se transforma e nem sempre é pra melhor. Responsabilidades, obrigações, o tempo que vai ficando cada vez mais curto e a vida que não pára para ninguém, por mais que a gente tente atrasá-la.

Ainda bem que o meu amigo estava completamente certo e pelo menos elas continuam ali, de sainhas curtas e cabelos desarrumados, lindas, e sempre com a mesma idade.

3 Comentários:

Solange Baumer postou 24 de novembro de 2009 09:44

Como digo pras pessoas,infância e adolescência é uma vez só.Depois só nos resta a maturidade pro resto da vida.
Claro que algumas pessoas,graças!,conseguem manter um bom humor acima do normal,transformando-o(a)numa pessoa alheia ao passar dos anos.Pra esses digo até que o passar dos anos faz um bem danado.
Mas é inegável,a sensação deliciosa de olhar a moçada linda de hoje e viajar na lembrança do nosso tempo:Saias curtas,meias 3/4,e os sonhos todos fresquinhos na cabeça...

josi postou 25 de novembro de 2009 06:30

e as tias sukitas?

Isabel postou 30 de novembro de 2009 05:17

Quando vejo essas meninas e lembro da minha adolescência (não falo "juventude", pois ainda me considero jovem aos 31 anos), penso que não curti o suficiente, faltava o que eu só consegui anos depois: maturidade. O problema é que a gente não tem os dois ao mesmo tempo. Mas não vejo motivo pra me lamentar; cada fase da vida tem seus prós e contras, é só saber valorizar o que cada momento tem de bom pra proporcionar!

 
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