Monogamia é anti-natural?

Postado em 11 de dez de 2009 / Por Marcus Vinicius

Quem nunca ouviu essa explicação cafa, meio que comparando nós, humanos, a matilhas de cães e cadelas no cio?

Mas o número elevado de gente que não consegue permanecer muito tempo sem pular a cerca me faz pensar no assunto. Será que o bicho homem é geneticamente preparado para não colocar enfeites na testa do companheiro?

Não sei. Pelo que vejo por aí, parece ser tarefa hercúlea manter intocada a fronte do par. Nem de longe quero defender o "ninguém é de ninguém, todo mundo é de todo mundo", não acho que institucionalizar algo torna-o melhor, mas penso ser este um caso para reflexão.

Conhece aquela frase "as santinhas são as piores"? Pois é, daí a gente fica sem saber se é melhor uma "santinha" que na verdade seria uma Silvia Saint em potencial, o celibato ou nos resignar que em algum momento um alce poderá nos cumprimentar na rua pensando que somos seu primo.

Mas falando sério, antigamente traía-se tanto quanto hoje em dia, a diferença é que a repressão e a hipocrisia eram avassaladoras. Ouço histórias do tempo dos meus avós que fariam os "swingers" de hoje sentirem-se coroinhas de igreja.

Por falar em swing, essa é uma modalidade interessante, se pensarmos em tudo o que pode dar errado, ao invés só do que pode dar certo. O sujeito pega a esposa e vai pra lá com a idéia fixa de "variar" e todo feliz porque vai pegar a mulher de outro. Só que esquece que alguém também pegará a dele.

Quando descobre deve dar uma sensação de quem comprou um HiPhone ao invés de um iPhone...

Ou a Senhora, mãe, esposa, que fica só pensando no garanhão de 20 e poucos que vai poder desfrutar e só lembra que o vento também sopra pro outro lado quando o maridão já está em cima da loirona que eles viram na entrada. Sei lá, o pessoal que frequenta o meio tem a maior cabeça aberta, mas duvido que nunca role uma crise com um ou outro.

Aliás, penso que tanta "cabeça aberta" não deixa de ser uma forma de exagero, dependendo do ângulo que olharmos. Antes, era o ciúme, "o que é meu é meu", o conservadorismo extremo.

Hoje é o "viva e deixe viver" levado às últimas consequências, todo mundo prefere ficar, prefere fazer rodízio de parceiros freneticamente, até sentir uma pontinha de ciúme é condenável.

É a liberdade levada ao limite da repressão.

Parece que nossa dificuldade de realmente deixar levar nos faz procurar sempre manter o controle da situação, caindo nos excessos.

Traição vai existir sempre, nada impede também que nos apaixonemos por alguém no curso de uma relação, são riscos, mas prender demais ou soltar demais simplesmente vai da obsessão à negligência sem parar no meio do caminho, que fica mais ou menos aonde mora o equilíbrio e o respeito.

A monogamia não é anti-natural e nem a poligamia (apesar de ser ilegal), a pessoa só precisa definir qual é a sua onda de fato e não reclamar dos eventuais "caldos" que levar dela.

4 Comentários:

Flávia Oliveira postou 11 de dezembro de 2009 08:52

É inevitável se sentir atraído por uma pessoa só a vida toda, ou por um longo período de tempo. Não acho condenável a poligamia, desde que haja um entendimento entre o casal. Uma atração física pode ser só uma atração física, nada mais. Eu acho que ninguém é de ninguém, e antes de uma pessoa estar com outra, ela tem a sua própria vida, e suas próprias vontades. Funciona bem na teoria, mas na prática é mais difícil, eu sei.
Mas não acho que as pessoas são feitas para serem monogâmicas.
=)

PRISCILA postou 11 de dezembro de 2009 17:59

Achei interessante e pertinente o assunto de monogamia visto que, numa sociedade entitulada monogâmica o que mais existe é hipocrisia. Se as pessoas se respeitassem não jurariam fidelidade mas lealdade,pois podemos ser leais aos parceiros e abrir o jogo caso aconteça de encontrar outra pessoa. Assim vc oferece ao seu parceiro opção de escolha e a vc mesmo a tranquilidade de ser verdadeiro!

Solange Baumer postou 12 de dezembro de 2009 11:46

Digamos que eu não seja a pessoa mais indicada pra defender a monogamia...Claro que pular de galho em galho também não é lá essas coisas.Mas,geralmente mulheres ainda parecem ter medo de assumirem suas vontades perante a sociedade que se diz liberal,mas na real continua apontando com o dedo.Galinhagens à parte,acredito que tanto homens quanto mulheres,por mais que digam amar o parceiro(a),não estão imunes a um tesão extra conjugal...Daí a pular a cerca,é só um "pulo"kkk.Mas vai da vontade,da coragem e da capacidade de ser sincero de cada um.

Paola Perazza postou 6 de fevereiro de 2010 06:49

Gostei! uma visão aberta sobre o assunto, exatamente e minha opnião. Tem que viver conforme o que é bom para você e seu parceiro e não para os outros. E concordo que os extremismos que fazem tanto a monogamia quanto a poligamia quase que seitas, rs ! Sem poder inventar suas próprias novas regras! Muito bom! Sempre acompanho o blog! Só não dá pra comentar sempre! hehe! beijo!

 
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