A política brasileira cansa mais do que maratona

Postado em 4 de dez de 2009 / Por Marcus Vinicius

As pessoas estão se cansando dos políticos.

Não de um especificamete ou de um partido, mas de todos. Também pudera, só masoquista ainda acompanha o que se passa em Brasília sem passar raiva ou enjoo.

Mas não sejamos preconceituosos! Brasília é somente o epicentro deste terremoto de descaso e desvio da tal "coisa pública". Na verdade, essa coisa é particular demais, restrita a um grupo que usa e abusa dos recursos do país. Se fosse menos "coisa" e mais "pública", não teríamos tantos problemas.

É uma verdadeira chuva de termos, prevaricação, malversação, descaminho, formação de quadrilha, propinas e o meu termo preferido: peculato.

Convenhamos, mesmo sem saber o significado desta estranhíssima palavra, basta pensar na figura de um deputado, um senador ou qualquer membro do executivo nas três esferas que o termo "peculato" fica bem posto ali, sobre as cabeças das "excelências".

É uma palavra de fealdade digna da política brasileira.

Não digo que todos sejam ladrões, afinal nem eles teriam como chegar a esta perfeição. Mas a razão desta apatia e desinteresse geral em relação aos políticos, erroneamente creditada à preguiça de se informar, é mais relativa ao cenário político do país atualmente ser, como dizia o deputado federal pernambucano Agamenon Magalhães, uma "floresta de pau seco" do que a qualquer outro fator mais complexo.

Mas cansa. A política praticada no Brasil, com seus partidos de aluguel, seu clientelismo, o cinismo dos que fingem se preocupar com o país quando se preocupam no máximo com seus bolsos é um teste diário para a paciência, para o estômago e para qualquer um que não queira perder totalmente a esperança de um dia ser menos roubado pelos que se apoleiram no poder.

Temos uma classe política indigna, não somente porque lhes falte moral, mas porque a maioria ali não tem nem o mínimo estofo intelectual. A única coisa que todos tem de sobra é esperteza, no pior sentido que este termo pode ter.

Mas as qualidades individuais são as piores possíveis, afinal, vejamos: temos os preguiçosos, os inaptos, os medíocres, os provincianos e dentre todos estes grupos temos os ladrões e os honestos.

Parece-me muito pouco para suscitar qualquer esperança ou respeito em relação à classe a que pertencem.

1 Comentário:

Solange Baumer postou 5 de dezembro de 2009 01:15

Talvez...veja bem,"TALVEZ",se todos os políticos fossem obrigados a usar a rede pública de ensino e de saúde,para si e sua família,as coisas começariam andar de forma um pouco menos injusta.A cara de pau que eles tem de sempre chorarem uns mil a mais porque gastam com isso e aquilo enquanto o povo tem que se virar com míseros reais.Mas...o povo é muito permissivos,e esquece rápido.Ano que vem recolocam os mesmos gatunos no poder,pra assistir a mesma peça teatral.

 
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